Banca de QUALIFICAÇÃO: SARAH POLLYANA DIAS DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SARAH POLLYANA DIAS DOS SANTOS
DATA : 26/05/2023
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ASPIDOSPERMA NITIDUM BENTH (APOCYNACEAE): ESTUDO FITOQUÍMICO, AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA, POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO E AÇÃO CICATRIZANTE


PALAVRAS-CHAVES:

Aspidosperma nitidum; Alcaloides indólicos; Antiedematogênico; Anti-inflamatório; Segurança


PÁGINAS: 213
RESUMO:

Aspidosperma nitidum Benth (Apocynaceae) é uma árvore encontrada no Brasil principalmente na região amazônica, conhecida como “carapanaúba”, sendo utilizada na medicina popular no tratamento de malária, hanseníase, reumatismo, câncer, diabetes e doenças inflamatórias. No entanto, não há relatos científicos, até o momento, que comprovem seu uso popular como anti-inflamatório e cicatrizante. Este estudo teve como objetivo isolar e identificar alcaloides indólicos, bem como, investigar a segurança, as propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes do extrato hidroetanólico da casca do caule de Aspidosperma nitidum Benth (ANCCE). O estudo fitoquímico foi realizado através de métodos cromatográfico clássicos e por estudo por desreplicação, utilizando Cromatografia Líquida de Ultra eficiência, acoplado a espectrometria de massa (CLUE-EM). A segurança foi avaliada in vitro através do ensaio de brometo de 3-metil-[4-5-dimetiltiazol-2-il]-2,5-difeniltetrazólio (MTT) usando fibroblastos murinos (3T3) e células epiteliais renais de primatas (Vero E6) e por ensaio hemolítico, bem como, in vivo através do modelo de toxicidade aguda. O efeito anti-edematogênico foi monitorado através do modelo de edema de pata induzido por carragenina e a atividade anti-inflamatória foi demonstrada através do modelo de bolsa de ar induzido por zimosam. Além disso, o potencial de cicatrização foi avaliado por meio de modelo de ferida cutânea. Na investigação da segurança, os ensaios de MTT e hemolítico, em todas as concentrações, demonstraram não ser citotóxicos e modelo de toxicidade aguda, o uso do extrato não evidenciou nenhum sinal de toxicidade e mortalidade ou alterações significativas no comportamento, parâmetros bioquímicos e hematológicos. No modelo edematogênico, ANCCE reduziu significativamente a porcentagem de edema, bem como, os níveis de MPO e citocinas pró-inflamatórias. Da mesma forma, para o modelo inflamatório, o extrato revelou ser eficiente em diminuir as migrações de leucócitos (principalmente polimorfonucleares), como também reduziu as concentrações de proteínas totais, MPO e citocinas. Além disso, ANCCE foi eficaz em reduzir a área da ferida cutânea durante os 7 dias de tratamento. Nossos resultados evidenciam, pela primeira vez, a propriedade anti-inflamatória e cicatrizante de ANCCE, justificando seu uso na medicina popular. O estudo fitoquímico permitiu o isolamento de uma cumarina, nunca antes isolada da espécie e um alcaloide indolico glicosilado, bem como a anotação 08 (oito) alcaloides indólicos do tipo Aspidosperma e b-carbolínico, no qual está segunda classe de alcaloides indólicos corroboram com a revisão da literatura sobre alcaloides b-carbolínicos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1569526 - RENATA MENDONÇA ARAUJO
Interno - 1803692 - FABRICIO GAVA MENEZES
Externa à Instituição - MARIA DA CONCEIÇÃO DE MENEZES TÔRRES - UEPB
Notícia cadastrada em: 17/05/2023 10:47
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