PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de DEFESA: PATRICIA RACHEL FERNANDES DA COSTA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PATRICIA RACHEL FERNANDES DA COSTA
DATA : 23/11/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do CCET
TÍTULO:

TRATAMENTO DE EFLUENTE DO BENEFICIAMENTO DA CASTANHA DE CAJU UTILIZANDO ELETROCOAGULAÇÃO E OXIDAÇÃO ELETROQUÍMICA


PALAVRAS-CHAVES:

Efluente real, fitotoxicidade, castanha de caju, Eletroquimica


PÁGINAS: 150
RESUMO:

O crescimento industrial é uma das principais causas da poluição excessiva e liberação de resíduos químicos na água, atmosfera e aterros sanitários. Os resíduos tóxicos, como por exemplo, o chumbo, cromo e os fenóis são considerados muito agressivos à natureza e ao homem, podendo provocar até mesmo a morte e contaminação permanente. Os resíduos sólidos industriais destacam-se pela grande quantidade gerada, onde dentre esses resíduos, grande parte é classificada como perigosa, ou seja, resíduos de classe I, pois possuem características como: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. A industria de beneficiamento da castanha de caju (IBCC) gera um resíduo rico em compostos fenólicos provenientes do processo de obtenção da amêndoa da castanha de caju (ACC) e do líquido da casca da castanha de caju (LCC). O descarte ou reuso desses efluentes, sem tratamento adequado, podem causar sérios problemas ambientais e de saúde, pois estes resíduos, em sua maioria, são tóxicos e refratários aos tratamentos comumente utilizados, requerendo o uso de tecnologias de tratamento mais eficientes. Durante o processo de oxidação eletroquímica são produzidos •OH e •Cl que são responsáveis pela degradação de compostos orgânicos recalcitrantes, além de ter como vantagem a não utilização de agentes químicos. A proposta desta tese foi divida em dois artigos onde o primeiro trata de um reator BDD-batch com recirculação é apresentado, pela primeira vez, ao tratamento eletroquímico de um efluente real de castanha de caju, Os resultados indicaram claramente que a adição de eletrólito externo e a mudança do pH inicial são dois fatores que não levam a uma melhora significativa na degradação da matéria orgânica quando comparados ao tratamento do efluente recebido. Por outro lado, um aumento na densidade de corrente promoveu uma remoção de COD de até 89%, após 150 min de oxidação, devido ao aumento na geração de oxidantes fortes. A baixa produção de ácidos carboxílicos também foi detectada ao longo do tempo. Já o segundo artigo trata de um processo pioneiro seqüencial envolvendo abordagens de eletrocoagulação (EC) e oxidação eletroquímica (EO). O desempenho do sistema foi analisado em termos de remoção de demanda química de oxigênio, evolução de subprodutos, toxicidade e consumo de energia. Experimentos seqüenciais, usando CE a 8,33 ou 100 mA cm-2 mais EO, intensificaram as remoções de DQO para 51% e 80%. Foram realizadas análises de fitotoxicidade para avaliar a qualidade da água para reutilização nas atividades de irrigação. Com base nesses resultados, o experimento seqüencial com CE pela aplicação de 8,33 mA cm-2 mais EO (0,11A) foi considerado o mais eficiente e viável para purificar o efluente real do beneficiamento da  castanha de caju.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1645110 - CARLOS ALBERTO MARTINEZ HUITLE
Interno - 348475 - DJALMA RIBEIRO DA SILVA
Externo ao Programa - 2524058 - DOUGLAS DO NASCIMENTO SILVA
Externo à Instituição - JULIANA PATRICIA SOUZA DUARTE PONTES - IFRN
Externo à Instituição - SUELY SOUZA LEAL DE CASTRO - UERN
Notícia cadastrada em: 16/11/2018 10:15
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