PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de DEFESA: RUSCELI DIEGO DE ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RUSCELI DIEGO DE ARAUJO
DATA : 21/09/2018
HORA: 08:30
LOCAL: Sala 3F1
TÍTULO:

INVESTIGAÇÃO QUÍMICA E BIOLÓGICA DE Eugenia luschnathiana: toxidade, perfil antioxidante e triterpenos ursano e oleanano


PALAVRAS-CHAVES:

Oleanano, Ursano, Óleo essencial, antioxidante, toxidade, antibacteriano


PÁGINAS: 238
RESUMO:

Desde a antiguidade as plantas têm se mostrado uma rica fonte das mais variadas substâncias com esqueletos químicos e propriedades biológicas diversas. A sua utilização na medicina popular na forma de chás, unguentos e infusões é disseminada pelo mundo, ao ponto de em certos países subdesenvolvidos ser uma das principais formas de tratamento. Dentre inúmeras famílias pertencentes ao reino vegetal, podemos destacar a família Myrtaceae, que se enquadra no grupo das 10 maiores famílias de angiospermas do mundo e diversos estudos já foram realizados com gêneros pertencentes a ela. Dentre estes gêneros, destaca-se o Eugenia, que, assim como outros da família, se desenvolve bem em regiões de clima tropical como norte da América do Sul e Ásia meridional. Atividades diuréticas, anti-inflamatórias, microbicida, antidiabética, dentre outras já foram relatadas para o gênero, tanto que algumas espécies foram selecionadas pelo programa Renisus, como plantas alvo de estudos químicos e biológicos. A literatura relata o gênero como fonte de estruturas químicas pertencentes às classes dos flavonoides, cumarinas, derivados do floroglucinol, taninos e terpenos, representando assim uma rica fonte dos mais diversos metabólitos secundários. Dessa forma, o presente trabalho propõe a investigação química e biológica de Eugenia luschnathiana, espécie sobre a qual ainda não há relatos de estudo fitoquímico na literatura. Este trabalho está dividido em dois capítulos: o primeiro refere-se à obtenção dos extratos etanol do caule (ELCE), folhas (ELFE) e suas frações (hexano - H, clorofórmio - C/diclorometano - D, acetato - AcOEt e hidroalcoólica - HA), assim como os dos frutos (ELBE) e decoto (ELD) e a avaliação das suas atividades antioxidante e toxidade. Estes extratos, além do óleo fixo obtido das folhas, foram saponificados e esterificados para investigação de sua composição química. Ainda foi realizado o isolamento e caracterização de 10 metabólitos isolados do caule e folhas,  com a predominância de triterpenos do tipo ursano e oleanano; o segundo trata-se da obtenção do óleo essencial das folhas de E. luschnathiana (OEEL) coletadas em três épocas do ano diferentes, para, assim, avaliar as diferenças em sua composição química e seus impactos nas atividades antioxidante, toxidade e bacteriana. A avaliação da atividade antioxidante frente ao radical DPPH dos extratos etanol das folhas e caule e frações hexano, clorofórmio/diclorometano, acetado de etila e resíduo hidroalcoólico apresentaram bons resultados, onde podemos destacar as frações ELCE-AcOEt e ELCE-HA com concentrações de CI50=59.755±0.756 e 37.451±0.001 µg/mL respectivamente. Das folhas podemos apontar a fração ELFE-AcOEt e também o decoto (ELD) com valores CI50= 56.913±0.164 e 66.114±0.052 µg/mL respectivamente. O ensaio de toxidade frente ao microcrustáceo A. salina mostrou que todas as frações são atóxicas, o que ressalta a possível utilização desta planta na medicina popular. Contudo, as três amostras de óleo essencial mostraram-se altamente tóxicas com concentrações de 72.629±3.992, 14.241 ±0.937 e 9.588 ±0.615 µg/mL, para as amostras 1, 2 e 3.  A análise de CG-MS do óleo essencial permitiu a identificação de 39 moléculas para as diferentes amostras de óleo, apresentando uma composição majoritária de sesquiterpenos oxigenados e não oxigenados, destacando o espatulenol e o óxido de cariofileno em quantidades bastante significativas. Esta análise também foi aplicada às frações saponificáveis e insaponificáveis e diversos compostos foram identificados, comprovando a riqueza lipídica presente nesta espécie. Os procedimentos cromatográficos realizados com o caule permitiram o isolamento de 2 constituintes: o fitoesterol β-sitosterol (EL-1) e um triterpeno de esqueleto oleanano, ácido arjunólico (EL-2), e por meio de reação de acetilação seu derivado acetilado, o ácido 2, 3, 23 – triacetoxiolean-12-en-28-óico (EL-3). Das folhas foram isoladas 4 misturas contendo terpenos: ácidos oleanóico e ácido ursólico (EL-4), muito comuns na família Myrtaceae; α-amirina e 3β, 19α-dihidroxi-urs-12-eno (EL-5), este último inédito na literatura; clovano-1,9-diol, pouco comum na família e no gênero, isolado apenas das sementes de E. jambolana e 4,4,8-trimetil-13-Oxatetraciclo[6.3.1.11,9.02,5]tridecano (EL-6), no qual é o primeiro registro de seus dados espectroscópicos, e inédito no gênero Eugenia. Além do também inédito no gênero o ácido 3-p-cumaroil-tormentico (EL-7), de esqueleto do tipo ursano.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1803692 - FABRICIO GAVA MENEZES
Externo ao Programa - 1569330 - GRAZIELLE TAVARES MALCHER
Externo à Instituição - JULIANA FÉLIX DA SILVA
Presidente - 1569526 - RENATA MENDONÇA ARAUJO
Externo à Instituição - YANNA CAROLINA FERREIRA TELES
Notícia cadastrada em: 10/09/2018 16:52
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