PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de QUALIFICAÇÃO: VALDIVINO FRANCISCO DOS SANTOS BORGES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALDIVINO FRANCISCO DOS SANTOS BORGES
DATA : 15/06/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do NUPPRAR
TÍTULO:

REMOÇÃO DE ÍONS METÁLICOS DE EFLUENTES UTILIZANDO ARGILAS TRATADAS COM MICROEMULSÕES


PALAVRAS-CHAVES:

Argilas, Diatomita, Adsorção, Íons ferro, cromo e chumbo, Microemulsões


PÁGINAS: 130
RESUMO:

Os metais pesados têm contribuído de forma significativa para a poluição do ar, da água e do solo, interferindo temporária ou permanentemente na manutenção da biota terrestre e aquática. Com o desenvolvimento das indústrias, grandes quantidades de águas contidas em rios, lagos e mares foram contaminados por metais pesados, principalmente pelas grandes catástrofes ocorridas nas indústrias de mineração que destroem o meio ambiente e prejudicam a saúde humana, como exemplo, o fato ocorrido no estado de Minas Gerais, no Município de Mariana, onde grandes quantidades de efluentes contendo ferro e outros dejetos foram despejados nas águas do Rio Doce. A necessidade de se obter métodos alternativos que apresente adsorventes com altas eficiências e baixo custo (AABC) na remoção de efluentes torna o processo de adsorção uma alternativa viável. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de adsorção das argilas bentonita sódica, bentonita comercial e diatomita após o tratamento delas com microemulsão, na remoção dos íons ferro, chumbo e cromo presentes em soluções sintéticas utilizadas como efluentes. A microemulsão é composta por água destilada, querosene, n-butanol e Ultrol L90, sendo escolhida uma composição que apresente micela direta. Dez gramas das argilas foram tratadas a partir de seu embebimento em trinta mililitros de microemulsão por vinte minutos, que depois foram aquecidas durante quarenta e oito horas numa estufa mantendo a temperatura constante em 65 graus. A remoção dos íons das soluções sintéticas a 10 ppm foram realizadas em um banho termostatizado, numa temperatura de 60 °C, durante duas horas a uma rotação de 126 rpm. As argilas não tratadas passaram pelo mesmo processo. Após avaliar a eficiência de remoção de íons, comparando as três argilas tratadas e não tratadas, observou-se que a capacidade de adsorção para as argilas tratadas são bem maiores, chegando a atingir valores próximos a 100% como no caso da diatomita. Esta argila se apresentou como a mais eficaz quanto à eficiência de remoção, como também no processo de separação sólido-líquido após o uso dessa argila na remoção dos íons metálicos. Assim, a diatomita teve suas caracterizações realizadas através das técnicas de Fluorescência de raios X (FRX), para determinar a sua composição química; Difração de raios X (DRX), para determinar a estrutura cristalina do material; Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), para determinar a morfologia de sua superfície; BET, para determinar a sua área superficial; Análise Térmica Diferencial e Termogravimétrica (ATD/ATG), determinar a perda de massa do material; Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), para determinar os compostos orgânicos presentes na argila; Espectrometria de Absorção Atômica por Chama (FAAS), para quantificar as soluções sintéticas. Por fim, a diatomita tratada com microemulsão se destaca como bom adsorvente de íons metálicos, pois tem eficiência de remoção de 83% para o cromo e 100% para o chumbo e ferro, comprovando a eficácia do tratamento aplicado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1753094 - ALCIDES DE OLIVEIRA WANDERLEY NETO
Externo ao Programa - 1804952 - FERNANDO JOSE VOLPI EUSEBIO DE OLIVEIRA
Interno - 1198847 - JOSE LUIS CARDOZO FONSECA
Interno - 1308577 - SIBELE BERENICE CASTELLA PERGHER
Notícia cadastrada em: 05/06/2018 09:03
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