Banca de QUALIFICAÇÃO: KARINE FONSECA SOARES DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARINE FONSECA SOARES DE OLIVEIRA
DATA : 09/11/2020
HORA: 15:00
LOCAL: VIRTUAL
TÍTULO:

Tratamento de água produzida utilizando a Casca da Castanha de Caju (CCC) como bioadsorvente 


PALAVRAS-CHAVES:

bioadsorção; metais; resíduos agroindustriais; biomassa e água produzida.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

A utilização de biomassa para a produção de bioadsorventes tem ganhando ênfase nas últimas décadas, visto que apresentam uma alta performance e um baixo custo de produção, além de evitar o desperdício do resíduo e minimizar o problema ambiental devido ao seu descarte em local indevido. A casca da castanha de caju (CCC) é um resíduo proveniente do beneficiamento da amêndoa do caju, e este processo é abundante na região nordeste do Brasil. O objetivo desta pesquisa é utilizar a CCC como um bioadsorvente de origem renovável, através valorização deste subproduto e consequentemente promover a economia local com a sua comercialização. O material foi submetido a tratamento térmico e químico, a fim de se obter um bioadsorvente mais eficiente. As caracterizações realizadas no material foram densidade, pH(pcz), Fluorescência de Raio-X (FRX), Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourrier (FTIR), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Análise Termogravimétrica (ATG). Em seguida, foram realizados os testes de cinética e isoterma de adsorção em soluções sintéticas mono e multielementares utilizando os metais Cu2+, Pb2+ e Cr3+, todos a temperatura ambiente. As cinéticas de adsorção foram avaliadas por meio dos modelos matemáticos de pseudoprimeira ordem, pseudosegunda ordem e difusão intraparticula e as isotermas foram ajustadas seguindo os modelos de Langmuir, Freundlich e Redlich-Peterson. Os íons metálicos residuais foram analisados por espectroscopia de Absorção Atômica (AA). O material tratado com NaOH foi o que obteve a melhor resposta para remoção dos metais, para este material foi realizado o planejamento experimental, a fim otimiza a ativação do material, variando o tempo de contato da base com a biomassa e a concentração de NaOH. Através do planejamento experimental foi possível identificar o ponto ideal para o tratamento da CCC, concentração de 0,06M de NaOH durante 5h. O ponto de carga zero pH(pcz) está entre 3,0 e 4,0.  Os espectros de FTIR demostram que existem grupos funcionais aniônicos (carboxílicos, hidroxilas e aminas) na superfície do bioadsorvente e as micrografias do MEV mostraram uma superfície heterogênea, irregular e esponjosa, ambas características positivas para adsorção. Os resultados da decomposição térmica obtidos na ATG indicaram a presença de celulose e lignina que possuem grupos funcionais favoráveis à remoção de metais. A massa utilizada para adsorção foi 0,1g com tempo de equilíbrio de 3h. A remoção máxima do Cu2+, Pb2+ e Cr3+ é de 46%, 96% e 56% respectivamente. Na cinética de adsorção o modelo que melhor se ajustou foi o pseudosegunda ordem e sugere a predominância da quimissorção como mecanismo de adsorção. O modelo de Redlich-Peterson foi favorável para a adsorção de Cu(II) e Cr(III), já o modelo de Freundlich para o Pb(II), é sugerido que a adsorção química ocorre em mono e multicamadas. Desta maneira, conclui-se que o bioadsorvente produzido a partir da casca da castanha de caju apresenta elevado potencial para a remoção de metais e outros contaminantes em efluentes líquidos, visto que não houve tratamento químico e, consequentemente, o custo de produção foi baixo, além de não ter gerado resíduos na solução.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 6347420 - MARCUS ANTONIO DE FREITAS MELO
Externa ao Programa - 1979301 - RENATA MARTINS BRAGA
Externo ao Programa - 053.459.154-07 - RODRIGO CÉSAR SANTIAGO - UFERSA
Notícia cadastrada em: 29/10/2020 16:03
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