Banca de DEFESA: ANDERSON LUIZ SOARES LEAO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDERSON LUIZ SOARES LEAO
DATA : 24/05/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório do LABTAM - NUPPRAR
TÍTULO:

Lignina alcalina como aditivo em pastas de cimento Portland Classe G e sua influência no processo de carbonatação.


PALAVRAS-CHAVES:

Cimento Portland, CO2, Carbonatação, Reatividade, Polímero.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

O cimento Portland é um material mundialmente utilizado em poços de petróleo, como também em poços de projetos de captura e estocagem de carbono - CCS (Carbon Capture andStorage). O cimento Portland é muito reativo com o dióxido de carbono (CO2), substância encontrada em larga escala nos mais diversos tipos de reservatórios de petróleo, inclusive nas formações do Pré-sal. As reações do cimento Portland com o CO2 resultam na formação de carbonatos e bicarbonatos, resultando na degradação e consequente perda de resistência mecânica do cimento. A lignina alcalina é um polímero natural que possuí uma cadeia tridimensional longa com grupos funcionais ativos que alteram as energias de superfície nos grãos de cimento modificando as interações de determinadas fases do cimento com o CO2. Nesse estudo, a lignina alcalina da SIGMA foi adicionada em formulações com cimento Portland Classe G nas concentrações de 0.3% e 0.5% em peso de cimento. As amostras foram divididas em dois grupos, um grupo mantido em banho de água doce à 70oC sem exposição ao CO2 e no outro as amostras foram submersas em água e expostas por 90 dias ao reator autoclave nas condições de 2200 psi (149.7 ATM) de pressão de CO2 e 70° C. Ambos os grupos foram comparados com amostras de formulação padrão/referência (cimento e água). Resultados de análises de indicador de pH, difração de raios X, espectroscopia de infravermelho, microscopia eletrônica de varredura e análise termogravimétrica demonstraram que a adição da lignina aumentou a resistência de determinadas fases do cimento frente às reações com o CO2, reduzindo o avanço da frente de carbonatação. O trisulfoaluminato de cálcio hidratado (AFt) e o silicato de cálcio hidratado (C-S-H) apresentaram significativas interações com o aditivo. As amostras com 0.5%wt de aditivo apresentaram na área da secção longitudinal das amostras uma média de 87% de preservação na alcalinidade e, nas amostras padrão, média de 65% respectivamente. Os resultados de DRX demonstram uma significativa redução na formação de aragonita e carbonatação dos silicatos de cálcio hidratados nas amostras com lignina. O aditivo aparentemente não altera o consumo do Ca (OH)2 no processo de carbonatação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 349770 - DULCE MARIA DE ARAUJO MELO
Interno - 1883170 - MAURICIO ROBERTO BOMIO DELMONTE
Externo ao Programa - 2302898 - ELEDIR VITOR SOBRINHO
Externa à Instituição - CARINA GABRIELA DE MELO E MELO BARBOSA - UFPB
Externo à Instituição - RODRIGO CÉSAR SANTIAGO - UFERSA
Notícia cadastrada em: 10/05/2019 07:51
SIGAA | Superintendência de Informática - | | Copyright © 2006-2021 - UFRN - sigaa11-producao.info.ufrn.br.sigaa11-producao