Banca de QUALIFICAÇÃO: RANNIER MARQUES MENDONCA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RANNIER MARQUES MENDONCA
DATA : 18/05/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de aulas do PPGCEM
TÍTULO:

CINÉTICA DE CURA DE POLIÉSTER COM ADIÇÃO DE PERICARPO DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum)


PALAVRAS-CHAVES:

Poliéster, Cinética de Cura, Cupuaçu.


PÁGINAS: 106
RESUMO:

A crescente conscientização da sociedade para as questões ambientais e a consequente legislação internacional cada vez mais rígida nesta área têm despertado o interesse de pesquisadores para o desenvolvimento de materiais que contenham em sua composição componentes derivados de fontes renováveis. Entre os recursos vegetais com potencial aplicativo na área industrial, o cupuaçu (Theobroma grandiforum), uma fruta nativa da região amazônica, oferece polpa e sementes utilizadas na obtenção de produtos alimentícios. Neste processo, a casca (pericarpo) do fruto é normalmente descartada em aterros. Esta casca possui em sua composição compostos orgânicos que podem afetar a cinética de cura de resinas poliméricas.  Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa foi determinar o efeito de compostos químicos presentes na casca do cupuaçu para a cinética de cura de resinas poliéster. Para tanto, foram realizadas  análises de granulometria à laser, Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), termogravimetria, Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), Ensaio mecânico de tração, Ensaio Dinâmico-Mecânico em flexão, cinética de reação e fitoquímica.  De acordo com os resultados obtidos os resultados dos estudos cinéticos pelo método com varredura da temperatura, a temperatura de início do processo de cura apresentou alterações, com o aumento do percentual de material vegetal introduzido, indicando retardo do início do processo de reação. A introdução do material vegetal também afetou o grau de conversão ao longo do processo de cura da resina poliéster insaturada. As energias de ativação das reações foram alteradas, sendo que nas amostras com 2 % em massa de material vegetal ficaram com valores maiores que a resina poliéster pura e as amostras com 0,5 % e 1 % em massa de material vegetal ficaram abaixo. Pelo método isotérmico observou-se que as fases das partições dos extratos brutos do pericarpo do fruto também afetaram o processo de cura da resina polimérica, sugerindo mais de uma molécula reagente no material vegetal. Os resultados de termogravimetria confirmaram uma temperatura de degradação do material vegetal por volta de 300 °C, portanto próxima daquela do polímero puro. A introdução do material vegetal na resina poliéster não afetou as propriedades térmicas (temperatura de transição vítrea e temperatura de degradação) da resina poliéster curada. As propriedades mecânicas - tensão de ruptura e módulo de elasticidade - também não foram afetadas de forma significativa pela adição dos componentes da casca.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1202134 - JOSE DANIEL DINIZ MELO
Interno - 2042234 - ANA PAULA CYSNE BARBOSA
Externo ao Programa - 1149440 - ROSANGELA DE CARVALHO BALABAN
Notícia cadastrada em: 30/04/2018 14:05
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