Banca de DEFESA: THAYS HELENA SILVA TEIXEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAYS HELENA SILVA TEIXEIRA
DATA : 26/02/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do Labcom - Decom
TÍTULO:

METODOLOGIA DA RESISTÊNCIA: Perspectivas para uma racionalidade da práxis em cidadania comunicativa


PALAVRAS-CHAVES:

Metodologia da resistência. Cidadania comunicativa. Práticas sociais e visibilidade midiática. Coletivos de resistência. Epistemologia da ciência.


PÁGINAS: 200
RESUMO:

A investigação aborda a proposição de uma metodologia da resistência a partir da cidadania comunicativa como prática social dos sujeitos, tendo como espaço de investigação de campo a resistência efetivada no coletivo Lagoas do Norte, pra quem? em Teresina, Piauí (Brasil). Ressalta-se a resistência como processos de contestação social onde sujeitos em condições de desigualdade e exclusão atuam para a produção de visibilidade, busca por direitos e condições de existência. A sistematização da metodologia é articulada sob a ótica da práxis cidadã e resultante de movimentos transmetodológicos (MALDONADO, 2006). Pesquisa teórico-sistemática, pesquisa bibliométrica, pesquisa da pesquisa, pesquisa empírica com observação direta, entrevistas, diário de campo, participação no movimento de resistência foram os caminhos percorridos para o entendimento de uma racionalidade da práxis em cidadania comunicativa que pudesse arquitetar a metodologia da resistência constituída como objetivo geral desta tese. A pesquisa bibliométrica é efetuada em bancos de dados científicos na Ibero-américa, na área de comunicação em interface com a cidadania. As observações derivadas dessa análise desencadeiam uma reflexão fundamentada na ótica qualitativa da pesquisa da pesquisa (BONIN, 2011). Essas decisões metodológicas conciliadas com as vertentes teóricas da cidadania comunicativa trabalhadas em Maldonado (2006, 2011, 2012), Mata (2005) e em Camacho Azurduy (2005) se estruturam para a proposição de uma metodologia da resistência que possa ser agente no concreto real. Essas observações sobre metodologia agregam saberes para um entendimento da pesquisa científica que visa sugerir categorias analíticas metodológicas, tais como: compreender as práticas comunicacionais e sociais a partir da cidadania comunicativa e perceber as táticas da resistência. A pesquisa empírica sistematiza dez práticas comunicativas de resistência articuladas pelo coletivo Lagoas do Norte, pra quem? reverberando em processos complexos de visibilidade midiática e de produção de cidadania comunicativa em dispositivos não hegemônicos. A proposta de metodologia da resistência articulada a partir dessas decisões se estrutura figurativamente como a metáfora de um corpo. Está constituída em cinco partes, denominada figuras metodológicas de resistência – cabeça (resistência), face (visibilidade), braços (interfaces e suportes comunicacionais), tronco (coletivo), pernas (pesquisa comunitária), que apresentam sentido isoladamente, mas que se estruturam em conjunto reiterando a noção de cidadania comunicativa como práxis, fundada em uma racionalidade dos sujeitos em resistência. A metodologia proposta não visa mimetizar os esquemas metodológicos, sim tensioná-los para processos de compreensão da comunicação que sejam mais densos, e que não se distanciem da realidade social, dos que tradicionalmente não produzem o conhecimento científico. Assim, levando a uma compreensão da cidadania comunicativa enquanto práxis que proporciona processos emancipatórios.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1640014 - MARIA ANGELA PAVAN
Interno - 1319361 - JUCIANO DE SOUSA LACERDA
Interna - 1644432 - MARIA DO SOCORRO FURTADO VELOSO
Externo à Instituição - ORLANDO MAURÍCIO DE CARVALHO BERTI - UESPI
Externo à Instituição - ALBERTO EFENDY MALDONADO GOMEZ DE LA TORRE - Unisinos
Notícia cadastrada em: 16/01/2019 06:15
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