PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: (84) 3342-2246/755 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: KARINE MARIA LIMA LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARINE MARIA LIMA LOPES
DATA : 22/03/2024
HORA: 15:30
LOCAL: Virtual - Meet
TÍTULO:

A CIDADE E AS SUAS PRAÇAS: FORMAÇÃO DOS ESPAÇOS DESOCIABILIDADES PÚBLICAS E SEUS USOS SOCIAIS EM NATAL (1893-1929)


PALAVRAS-CHAVES:

Praças. Sociabilidades públicas. Cidade. Espaço.


PÁGINAS: 332
RESUMO:

Este trabalho tem como finalidade analisar e compreender o processo de construção das praçasda cidade de Natal como espaços de sociabilidades públicas, entre os anos de 1893 e 1929.Nesse período, as classes dirigentes norte-rio-grandenses, sobretudo os grupos políticos ligadosàs famílias Albuquerque Maranhão e Bezerra de Medeiros, buscaram legitimar um discurso demodernização da cidade para elevá-la ao status e à posição de centralidade econômica,requerida por uma capital. Para tanto, mobilizaram empréstimos internacionais, créditosestaduais e recursos da Intendência Municipal para construção, embelezamento e ajardinamentodas praças André de Albuquerque, Augusto Severo, Pedro Velho, João Maria e Sete deSetembro, idealizadas pelos intelectuais e cronistas locais como redutos de lazer e deaprendizagem de códigos comportamentais refinados, emanados da Europa do norte.Consideramos que as mudanças nos usos sociais atribuídos a esses ambientes de convívio foramsuscitadas por diferentes indivíduos, em proporções distintas, de modo consonante oudissonante com as transformações materiais e simbólicas nesses espaços. Assim, pretendemosreconstituir o papel que as cinco praças natalenses escolhidas assumiram no período da PrimeiraRepública por meio do esforço republicano de readequação de suas toponímias, da elaboraçãode uma imagem modernizante da urbe e de seus habitantes, dos rituais cívicos, da dinâmicacomercial e da gestão administrativa da cidade. O estudo parte da compreensão do espaço emduas principais acepções, a saber, na dimensão pública e na perspectiva sociológica. A primeiradiz respeito à análise do espaço como objeto de intervenções do estado nas suas formasarquitetônicas e materiais, o que inclui as praças, as edificações ao entorno, seus mobiliários, apadronização de calçamentos, medidas de arrumamento e a instalação de equipamentosurbanos. A segunda, por sua vez, consiste na investigação acerca do potencial dos agentes desseespaço concreto para desenvolver diversas relações sociais que transcendem a esfera privada eforam controladas, idealmente, por regulamentos legislativos, resoluções municipais econvenções consuetudinárias. Sob essa ótica, tomamos como eixo norteador da pesquisa oquestionamento acerca da inscrição dos desejos de constituição de uma ordem republicana naestrutura social, principalmente no âmbito da rede política local e das sociabilidades orientadaspor modelos cosmopolitas de conduta social e de educação cívica. Assim, examinamos comotestemunhos históricos jornais do Partido Republicano situacionista e da oposição, mensagensanuais dos governadores, relatórios dos intendentes municipais, resoluções e editais do governomunicipal, crônicas, fotografias e almanaques.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO LUIZ MACEDO SILVA E FILHO - UFC
Interno - ***.129.234-** - BRUNO BALBINO AIRES DA COSTA - IFRN
Externa à Instituição - GABRIELA FERNANDES DE SIQUEIRA - IFRN
Interno - 1088824 - RAIMUNDO NONATO ARAUJO DA ROCHA
Presidente - 1149437 - RAIMUNDO PEREIRA ALENCAR ARRAIS
Notícia cadastrada em: 16/02/2024 11:20
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