Banca de DEFESA: CHRISTIANO HENRIQUE DA SILVA MARANHAO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CHRISTIANO HENRIQUE DA SILVA MARANHAO
DATA: 20/04/2012
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geografia - CCHLA
TÍTULO:

TURISMO, CAPITAL SOCIAL E PRODUÇÃO DO ESPAÇO: UMA LEITURA A PARTIR DO MUNICÍPIO DE NATAL/RN NO PERÍODO DE 1980 A 2012


PALAVRAS-CHAVES:

Turismo. Sociedade civil. Capital Social. Produção do Espaço.


PÁGINAS: 162
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Turismo
RESUMO:

Na conjuntura contemporânea, a fase do desenvolvimento do turismo vivenciada em Natal/RN é intitulada de internacionalização do turismo e denota um modelo turístico que apresenta um planejamento e uma gestão pautados nas necessidades dos visitantes. Tal processo tem evidenciado que tanto a produção, quanto a (re) produção dos espaços municipais com o intuito de condicioná-los para o turismo, geralmente exclui de sua composição, as relações sociais que permeiam o local, sobretudo concernentes a população autóctone, e que são inerentes à própria produção do espaço. Desse modo, a pesquisa surge da percepção do turismo como uma atividade com significativo poder de transformação dos espaços sócio-naturais, com forte apelo exógeno, observando a ocorrência de maneira relacionada, de uma baixa participação do residente nos direcionamentos da atividade turística no município de Natal. No Entanto, a despeito desta realidade, já é possível notar que parte da sociedade civil natalense ora organizada, chamada nesta pesquisa de capital social, inicia ainda que de forma tímida, certa mobilização com vistas a desenvolver ações coletivas que combatam os impactos negativos provocados pelo mau planejamento e ineficiente gestão do turismo, buscando efetivar o direito da participação local nos direcionamentos da atividade. Diante desse panorama é que se busca saber nesta dissertação, de que forma a ação mobilizadora do capital social constituído em Natal/RN tem contribuído para redirecionar o processo de produção espacial, inerente ao processo de expansão do turismo no município de Natal/RN?O estudo apresenta um recorte temporal que inicia no ano de 1980, data que marca a primeira intervenção estatal efetiva com a finalidade de desenvolver o turismo na capital, contemplando ainda uma análise da contemporaneidade, isto é, 2012.  Já como recorte espacial, a pesquisa abarca as praias de Natal que concentram critérios e ações como: visitação, apelo turístico e foco de investimentos nos fixos, destacando-se as praias de: Ponta Negra, Areia Preta, Praia dos Artistas, Praia do Meio, Praia do Forte e Redinha. Este estudo se caracteriza como descritivo-exploratório quanto aos seus objetivos, e no que se refere ao tratamento do objeto, nomeia-se como qualitativo.  As informações coletadas junto à amostra foram por meio das entrevistas estruturadas, com questões abertas. Ainda sobre as opções metodológicas, utiliza-se a análise de conteúdo de Bardin (2004) e também foi empregada a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo (LEFÉVRE, LEFÉVRE, 2005). Os resultados evidenciam que ainda inexiste em Natal um capital social expressivo ligado ao turismo, capaz de redirecionar em totalidade a produção espacial voltada para a atividade e que caiba nos moldes mencionados por Putnam (2006), onde elementos como a confiança e o civismo se unem na busca do bem comum. É pertinente dizer que o capital social de Natal apresenta dificuldades quanto ao incentivo à confiança, à cooperação espontânea e à participação cívica, fundamentos para a formação de um capital social efetivo, fato este, que dificulta uma articulação mais expressiva na realidade natalense. É oportuno divulgar, como respostas às questões levantadas por esta pesquisa, que o turismo em Natal/RN não é includente, fato que fomenta uma segregação socioespacial expressiva, valorizando primordialmente a ação dos agentes hegemônicos (Estado e Mercado), deixando para a participação da sociedade, pífias oportunidades. Nota-se que as ações continuam sendo encaminhadas num contexto de notória ausência de participação popular. Por isso, afirma-se que o capital social constituído em Natal/RN ainda não contribui, de forma ideal, para um redirecionamento mais justo da produção espacial voltada para o desenvolvimento do turismo potiguar e para o bem comum da população natalense. Com base nesses descompassos, considera-se que esta participação existe, mas de forma pontual, não sendo suficiente para provocar um redirecionamento significativo nas ações que o turismo de Natal necessita na atualidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1486670 - CELSO DONIZETE LOCATEL
Presidente - 2346233 - FRANCISCO FRANSUALDO DE AZEVEDO
Externo à Instituição - JULIANA VIEIRA DE ALMEIDA - IFRN
Interno - 1675246 - LISSA VALERIA FERNANDES FERREIRA
Notícia cadastrada em: 10/04/2012 15:30
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