Banca de DEFESA: INGRID MARTINS DE FRANÇA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : INGRID MARTINS DE FRANÇA
DATA : 12/03/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Vídeo Conferência
TÍTULO:

Efeitos da restrição de fluxo sanguíneo passiva realizada antes ou após o exercício na atenuação do dano muscular: uma revisão sistemática


PALAVRAS-CHAVES:

Oclusão vascular; dano muscular; recovery


PÁGINAS: 28
RESUMO:

: O dano muscular induzido pelo exercício (DMIE) ocorre quando o indivíduo realiza atividades físicas não habituais ou muito intensas, sendo caracterizado por perda de força e amplitude de movimento, dor muscular tardia, edema e aumento nas concentrações de creatina quinase, podendo gerar redução de desempenho. Dentre as técnicas utilizadas para reduzir os efeitos do dano muscular, a restrição de fluxo sanguíneo (RFS) tem sido utilizada tanto antes do DMIE, como isquemia pré-condicionante (IPC), como após. Entretanto, os efeitos da RFS na atenuação do dano muscular ainda são controversos na literatura, tendo estudos que apontam melhoras na atenuação do dano e no processo de recovery, enquanto que outros demonstram que não há diferença se comparado ao controle ou ao grupo sham. Objetivo: O objetivo desta revisão foi analisar sistematicamente as evidências sobre os efeitos da restrição de fluxo sanguíneo passiva realizada antes ou após o exercício na atenuação do dano muscular. Métodos: Esta revisão sistemática foi conduzida de acordo com as recomendações PRISMA. Dois pesquisadores realizaram de forma independente e cega buscas nas bases de dados eletrônicas: National Library of Medicine (PubMed), Scopus, Web of Science, SPORTdicus, Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), CINAHL, Pedro e Clinicaltrias.gov Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, publicados em língua inglesa até janeiro de 2021, com amostras compostas por seres humanos e que avaliaram os efeitos da restrição de fluxo sanguíneo passiva realizada antes ou após o exercício em medidas de DMIE. A avaliação do risco de viés foi realizada através da ferramenta RoB2. Resultados: Após leitura de títulos, resumos e textos completos, um total de 12 artigos (4 artigos com utilização da RFS antes do DMIE e 8 com utilização após) publicados entre 2012 a 2021 foram elegíveis para essa revisão, englobando 221 indivíduos (213 homens e 8 mulheres). A dor muscular tardia, a percepção de esforço e percepção de recovery e níveis séricos de creatina quinase foram as variáveis mais utilizadas para medir o DMIE. Os protocolos de dano eram bastante variados, como também as variáveis utilizadas para verificar os efeitos da RFS sobre o DMIE e os protocolos utilizados na RFS e sham. Além disso, a maioria dos estudos apresentava qualidade metodológica com algumas preocupações, indicando que os estudos apresentavam vieses metodológicos consideráveis. Conclusão: Os estudos apresentam muitas diferenças metodológicas, especialmente do tipo de exercício utilizado no dano, marcadores do DMIE e protocolos utilizados para aplicação da RFS, alguns apresentando que a RFS pode ser uma técnica eficaz para amenizar o DMIE, enquanto que outros não mostram diferença da RFS comparada ao controle ou sham. É sugerido que se façam novos artigos sobre a temática utilizando melhores qualidades metodológicas e protocolos para gerar DMIE com maiores magnitudes de dano


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - GABRIEL RODRIGUES NETO
Externo à Instituição - RAFAEL PEREIRA DE PAULA
Presidente - 2566849 - WOUBER HÉRICKSON DE BRITO VIEIRA
Notícia cadastrada em: 04/02/2021 10:42
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