A RESISTÊNCIA DE AGOSTO DE 1877: PESCADORES, APROPRIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO DE BAÍA FORMOSA-RN: UMA PROPOSTA DE AULA-OFICINA
Resistência de 1877. Ensino de História. Aula-oficina.
O presente trabalho analisa as potencialidades da história local para o ensino de
História, tomando como referência a Resistência de 10 de agosto de 1877 e as
experiências históricas das comunidades pesqueiras de Baía Formosa-RN. A pesquisa
parte da compreensão de que o ensino de História não deve se limitar à transmissão de
conteúdos descontextualizados, mas favorecer a construção do pensamento histórico por
meio da investigação, da análise de fontes e da problematização das narrativas sobre o
passado. Nesse sentido, o trabalho estabelece diálogo com os estudos sobre memória e
narrativa histórica, especialmente a partir de autores como Maurice Halbwachs e Pierre
Nora; com as discussões sobre território, relações de poder e invisibilização de sujeitos
históricos; e com os pressupostos da Educação Histórica e da metodologia investigativa
no ensino de História, com destaque para Isabel Barca e Maria Auxiliadora Schmidt.
Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa,
articulando levantamento bibliográfico, análise historiográfica, utilização de fontes
imagéticas e discussão de memórias vinculadas à história local de Baía Formosa. Além
disso, foi elaborada e aplicada uma proposta de aula-oficina voltada à investigação da
Resistência de 1877, buscando analisar as formas de participação dos estudantes e as
aprendizagens construídas ao longo da experiência pedagógica. Os resultados
evidenciam que a articulação entre história local, memória, território e metodologia
investigativa contribui para a construção de aprendizagens históricas mais significativas,
favorecendo o desenvolvimento da reflexão crítica, da interpretação histórica e da
relação entre passado e presente no ensino de História.