PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de QUALIFICAÇÃO: THAMIRIS MONTEIRO DE BARROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAMIRIS MONTEIRO DE BARROS
DATA : 28/01/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do NUPPRAR
TÍTULO:

Potencial obtenção de biocombustíveis drop-in utilizando biomassa derivada da castanhola (Terminalia catappa Linn) através da conversão termocatalítica.


PALAVRAS-CHAVES:

Terminalia catappa Linn; castanhola; óleo vegetal; biocombustíveis; catálise; pirólise


PÁGINAS: 95
RESUMO:

A castanhola, fruto da amendoeira-da-praia (Terminalia catappa Linn), é pouco explorada para consumo e comercialização, apesar de sua ampla ocorrência em grande parte do Brasil, especialmente nas regiões costeiras. Sua amêndoa é rica em lipídeos, com destaque para os ácidos graxos palmítico (C16:0) e oleico (C18:1). Essas características tornam a castanhola um potencial matéria-prima para a produção de biocombustíveis, especialmente na faixa de diesel e querosene de aviação. Esses biocombustíveis, classificados como drop-in, possuem uma composição de hidrocarbonetos compatível aos combustíveis fósseis, o que facilita sua implementação nas tecnologias, infraestrutura e logística existentes, desde a produção até o uso nos motores atuais. Dessa forma, neste trabalho estudou-se a conversão termoquímica do óleo extraído da amêndoa de castanhola (OSC) à bio-óleo, visando a produção de biocombustíveis drop-in utilizando 30% em massa de fosfato de nióbio (NbOPO4), a ɣ-alumina (ɣ-Al2O3) e/ou nióbio impregnado à ɣ-alumina (20Nb/ɣ-Al2O3) como catalisadores. O OSC foi extraído em ciclos de até 8 horas através de extração por solvente (n-hexano em Sohxlet) e caracterizado por perfil de ácidos graxos por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (GC-MS), análise termogravimétrica (TGA/DTG) e propriedades físico-químicas como teor de ácidos graxos livres (AGL), acidez, umidade, densidade e viscosidade cinemática a 40 °C. Para determinação dos parâmetros de reação, cinéticos e termodinâmicos, como energia de ativação e fator pré-exponencial, foi utilizada curvas de TGA/DTG entre 30-600 °C, em diferentes taxas de aquecimento (10, 20, 30 e 40 °C/min), seguindo os métodos isoconversionais de Kissinger-Akahira-Sunose (KAS) e Ozawa-Flynn-Wall (OFW). As pirólise do OSC com e sem catalisadores foram realizadas em temperaturas entre (350-525 °C), taxas de aquecimento entre 5-60 °C/min e permanência entre 5-10 minutos. O estudo cinético do OSC forneceu energia de ativação média de 154,9 kJ/mol (OFW) e 174,7 kJ/mol (KAS), diminuída com a utilização dos catalisadores, principalmente com uso de NbOPO4 para 109,6 kJ/mol e 125,7 kJ/mol (OFW e KAS, respectivamente), mostrando maior atividade catalítica para conversão do OSC. Através do estudo termodinâmico, a reação de pirólise do OSC mostrou-se endotérmica, irreversível e não-espontânea. Além disso, através da pirólise do OSC foi obtido um rendimento máximo de aproximadamente 80% de bio-óleo com composição de cadeias entre C10-C38, sendo a condição ótima estabelecida a partir do teor de hidrocarbonetos de 14,36% para 65% de bio-óleo. Os rendimentos de bio-óleo para as pirólises catalíticas não sofreram alterações significativas, estando entre 63-72% de rendimento, sendo máximo com aplicação do 20Nb/ɣ-Al2O3 (71,6%) e mínimo com o NbOPO4 calcinado (63,2%). Portanto, foi demonstrado o potencial do OSC como biomassa para produção de hidrocarbonetos C15 e C17 através do processo de pirólise, assim como a atividade catalítica dos catalisadores empregados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2140818 - AMANDA DUARTE GONDIM
Externa à Instituição - ARUZZA MABEL DE MORAIS ARAUJO - UFRN
Externa à Instituição - EDJANE FABIULA BURITI DA SILVA - UFRN
Notícia cadastrada em: 27/01/2025 14:15
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