Desenvolvimento de formulacoes a base de peptideos bioativos oriundos da biodiversidade brasileira com potencial antimicrobiano, antiproliferativo e citotoxico.
Peptídeos Bioativos; Surugamidas; TsAP-2
Os octapeptídeos cíclicos não-ribossomais, surugamidas A-E, foram obtidos anteriormente de espécies do gênero Streptomyces e Sacaromyces e apresentaram a capacidade em inibir a catepsina B bovina, um indício de que podem ser promissoras para aplicação no tratamento contra linhas celulares cancerosas. O TsAP-2, associado ao veneno do Tityus serrulatus e a glândula de veneno do T. stigmurus, é um peptídeo linear amidado na extremidade C-terminal com propriedades antimicrobianas, testadas in vitro e ex vivo, e anticancerosas. Com o objetivo de sintetizar e obter análogos do TsAP-2 mais eficientes e as Surugamidas A-E em quantidades satisfatórias para ensaios farmacológicos, foram desenvolvidas metodologias de sínteses por meio da estratégia Fmoc para Síntese de Peptídeos em Fase Sólida (SPFS). As biomoléculas foram purificadas Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), identificadas por ESI-IT-MS (Electrospray Ionization – Ion trap – Mass Spectometry) e caracterizadas por Ressonância Magnética Nuclear (RMN). As propriedades citotóxicas, dos mecanismos de ação anticâncer e dos efeitos sinérgicos com a doxorrubicina das surugamidas foram investigadas. Os resultados atuais desse estudo e de colaborações incentivam a expansão de estudos futuros sobre as atividades biológicas e o desenvolvimento de formulações à base dos peptídeos bioativos.