Banca de DEFESA: EMERSON BATISTA DE SOUTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EMERSON BATISTA DE SOUTO
DATA : 17/04/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Departamento de Nutrição
TÍTULO:

Insegurança alimentar e consumo de alimentos e nutrientes em uma população de baixa renda no Rio Grande do Norte


PALAVRAS-CHAVES:

Insegurança Alimentar, Ingestão de alimentos, Políticas de saúde.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

A insegurança alimentar (IA) compromete o acesso regular a alimentos adequados e tende a se concentrar em grupos socialmente vulneráveis. Esta dissertação avaliou a relação entre IAN e consumo de alimentos e nutrientes em adultos de baixa renda atendidos em Centros de  Referência de Assistência Social (CRAS) do Rio Grande do Norte. Realizou-se estudo observacional, transversal e analítico, com amostragem probabilística em múltiplos estágios, incluindo 117 participantes com 18 anos ou mais, em situação de pobreza/pobreza extrema (renda mensal ≤ R$ 486,00) ou beneficiários de programa de transferência de renda. A coleta ocorreu em 2024 e incluiu questionário sociodemográfico e econômico, Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), recordatório alimentar de 24 horas, medidas antropométricas e classificação dos alimentos segundo a NOVA. Empregou-se estatística descritiva e regressão linear múltipla, com nível de significância de 5%. A amostra apresentou predomínio de mulheres (94,87%), pessoas pardas (60,68%) e baixa escolaridade, com concentração no ensino fundamental I (38,46%) e 72,65% com escolaridade até o fundamental II. A IA atingiu 94,87% dos participantes, distribuída em insegurança leve (41,88%), moderada (22,22%) e grave (30,77%). A ingestão média foi de 1.341 ± 664 kcal/dia, com 65,7 ± 36,8 g/dia de proteínas, 38,4 ± 24,5 g/dia de lipídios, 151,7 ± 95,0 g/dia de carboidratos e 21 ± 12 g/dia de fibras. Quanto ao consumo de alimentos segundo o grau de processamento, os alimentos in natura representaram a maior contribuição energética (793 ± 370 kcal/dia; 60,6 ± 17,2%), seguidos pelos processados (259 ± 262 kcal/dia; 18,2 ± 14,9%), ultraprocessados (184 ± 298 kcal/dia; 12,3 ± 11,8%) e ingredientes culinários (96,7 ± 71 kcal/dia; 7,3 ± 4,7%). O grupo com segurança alimentar/insegurança leve apresentou maiores médias de consumo energético e de macronutrientes em comparação ao grupo com insegurança moderada/grave, com diferenças significativas para energia total (1.508,5 ± 754,0 vs. 1.192,7 ± 536,5 kcal/dia; p = 0,01), proteínas (74,9 ± 38,8 vs. 57,3 ± 33,1 g/dia; p = 0,009) e lipídios (44,9 ± 28,8 vs. 32,5 ± 18,2 g/dia; p = 0,006). Não se observaram diferenças estatisticamente significativas para a maior parte das variáveis de consumo entre beneficiários e não beneficiários de programas de transferência de renda. Conclui-se que a IA, nessa população, apresenta elevada prevalência e se associa a pior consumo alimentar, especialmente nos níveis mais graves, reforçando a necessidade de ações intersetoriais para além da transferência de renda.

 

 

 



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2374737 - INGRID WILZA LEAL BEZERRA
Externo ao Programa - 2842635 - FABIO RESENDE DE ARAUJO - UFRNExterna à Instituição - POLIANA DE ARAÚJO PALMEIRA - UFCG
Notícia cadastrada em: 09/04/2026 14:01
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