Banca de DEFESA: ANA CLARA DA SILVA PONCIANO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CLARA DA SILVA PONCIANO
DATA : 12/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

Juventudes periféricas, territorialidade e hip-hop em Natal: um estudo sobre a dimensão formativo-musical da Batalha do Nova


PALAVRAS-CHAVES:

PALAVRAS-CHAVE

Hip-hop; Juventudes periféricas; Batalhas de rap; Formação musical.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

Esta dissertação é um estudo no campo temático das juventudes periféricas e o movimento hip-hop em Natal/RN, tendo como objetivo geral investigar a dimensão formativo-musical do Hip-Hop a partir da perspectiva de três jovens da Batalha do Nova em Natal/RN, de modo a compreender como as batalhas de rap contribuem para a formação musical, social e política dos participantes, assim como, para a construção de relações de pertencimento com seus territórios. Além disso, refletindo os processos de engajamento de hip-hoppers que frequentam esses espaços e como suas trajetórias e experiências, estão relacionadas com o desenvolvimento de suas habilidades musicais e da compreensão das batalhas de rap como contextos sociais formativos, em que música e sociabilidade se entrelaçam na construção de identidades individuais e coletivas. O referencial teórico contempla as noções de mundos musicais (Finnegan, 1989), musicking (Small, 1998), territórios e territorialidades (Haesbaert, 2004; 2007), bem como a perspectiva crítica de bell hooks (1994, 1997, 2004), dialogando com estudos sobre juventudes, periferias e educação musical. A metodologia é qualitativa, baseada em estudo de caso etnográfico (Larchert, 2017) e etnografia de rua (Eckert; Rocha, 2003), com uso de observação participante, diário de campo, registros audiovisuais, levantamento documental e entrevistas semiestruturadas com três jovens rappers: Fernanda, Frizzy e MC Grito. Os resultados indicam que a Batalha do Nova constitui um espaço de formação musical, no qual se desenvolvem improvisação, performance e consciência crítica, ao mesmo tempo em que emergem discursos de resistência frente a desigualdades sociais, racismo e questões de gênero, sendo a praça onde ocorre concebida como lugar de pertencimento e afirmação identitária. As considerações apontam para a relevância das batalhas de rap como espaços de aprendizagem ampliada e de fortalecimento da cultura hip-hop entre juventudes periféricas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUIS RICARDO SILVA QUEIROZ - UFPB
Presidente - 1235355 - MARIO ANDRE WANDERLEY OLIVEIRA
Externo à Instituição - RAFAEL BRANQUINHO ABDALA NORBERTO
Notícia cadastrada em: 02/03/2026 15:05
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