Efeito do teor de carbono na microestrutura e nas propriedades de cermets NbC–Fe/FeNi
Cermet, NbC, Sinterização Fase Líquida,
O objetivo deste trabalho foi correlacionar o teor total de carbono nos pós iniciais de NbC-Fe e NbC-FeNi com a microestrutura resultante, a dureza e a tenacidade à fratura de cermets de NbC, preparados por sinterização convencional em fase líquida durante 1 h a 1400 °C em vácuo. A microestrutura, a composição de fases e o comportamento térmico foram analisados por microscopia eletrônica de varredura, difração de raios X, análise termogravimétrica e calorimetria exploratória diferencial. Adicionalmente, propriedades magnéticas foram avaliadas por Sistema de Medidas de Propriedades Físicas (PPMS) equipado com um magnetômetro de amostra vibrante, da Quantum Design, modelo Dynacool, como método de confirmação da quantidade final de carbono, bem como para investigar a variação das propriedades magnéticas em função do teor de carbono. Foram medidas a dureza Vickers e a tenacidade à fratura pelo método de Palmqvist. A influência do teor de carbono na sinterabilidade, no tamanho de grão do carboneto, na morfologia e nas propriedades mecânicas e magnéticas dos cermets foi elucidada. Um menor teor de carbono resultou na aglomeração dos grãos de NbC e em uma maior taxa de transferência de massa, levando à formação de grãos de NbC mais grosseiros. Com o aumento do teor de carbono no sistema, a redução carbotérmica dos óxidos superficiais ocorreu a temperaturas mais baixas, resultando em melhor sinterabilidade, melhor distribuição do ligante e uma microestrutura refinada, com propriedades mecânicas superiores em comparação aos cermets com menor teor de carbono.