ESPUMAS BIONANOCOMPOSITAS SUSTENTÁVEIS DE PECTINA COM ARGILAS NATURAIS E MODIFICADAS: SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E COMPARAÇÃO ENTRE DIFERENTES TIPOS DE ARGILA
Bionanocompósitos; Argilas; Pectina; Espumas de baixa densidade; Sustentabilidade; Caracterização.
Bionanocompósitos são materiais híbridos formados por uma matriz polimérica de origem natural e nanocargas inorgânicas, como argilas, que vêm se destacando como alternativas sustentáveis aos materiais sintéticos de baixa densidade, como as espumas de poliestireno. Esses últimos, apesar de amplamente utilizados, são ecologicamente inviáveis por serem não biodegradáveis e liberarem compostos tóxicos durante a queima. Neste trabalho, foram desenvolvidas espumas bionanocompósitas de baixa densidade a partir da combinação da pectina, um biopolímero vegetal biodegradável, com diferentes tipos de argilas: fibrosas (paligorsquita e sepiolita), lamelares (montmorilonita com e sem pilarização, caulinita), além de materiais porosos como a diatomita e argilas modificadas (FCA e FCI). As formulações passaram por otimização de síntese e foram liofilizadas para obtenção das espumas. Os materiais foram caracterizados estrutural e morfologicamente por difração de raios X (DRX), espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FT-IR) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). As propriedades físicas e mecânicas foram avaliadas por testes de compressão, absorção e solubilidade em água, além de ensaios de resistência à chama. Os resultados demonstraram que a incorporação das diferentes argilas à matriz de pectina permite a modulação das propriedades finais das espumas, resultando em materiais leves, porosos e com desempenho aprimorado. As espumas obtidas apresentam potencial para substituir materiais sintéticos em aplicações que exigem baixo peso, resistência mecânica e maior segurança ambiental, evidenciando o apelo tecnológico e ecológico dos bionanocompósitos desenvolvidos.