Banca de DEFESA: ANNY KAROLLYNE COSTA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANNY KAROLLYNE COSTA DA SILVA
DATA : 21/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Defesa à realizada por videoconferência (remota)
TÍTULO:

CORPOS EM EXAUSTÃO: DETERMINAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE, CRONICIDADE RENAL E DESAFIOS À INSERÇÃO E PERMANÊNCIA NO TRABALHO

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Processo saúde-doença; Dialise Renal; Determinação social da saúde; Saúde do Trabalhador


PÁGINAS: 163
RESUMO:

A Doença Renal Crônica (DRC) constitui um importante problema de saúde pública no Brasil, em razão das elevadas taxas de morbimortalidade e da crescente demanda por terapias renais substitutivas. O objetivo deste estudo foi compreender os desafios e as perspectivas relacionados à inserção, permanência e reinserção no mundo do trabalho vivenciados por pessoas com Doença Renal Crônica em tratamento hemodialítico no município de Natal/RN. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, fundamentada no método materialista histórico-dialético e nos referenciais da Determinação Social da Saúde e da Epidemiologia Crítica. O Artigo 1 caracterizou o perfil sociodemográfico, clínico e territorial de 147 pessoas em tratamento hemodialítico vinculadas a seis centros de nefrologia em Natal, Rio Grande do Norte. Os resultados evidenciaram que as desigualdades sociais e territoriais, articuladas às condições materiais de existência, repercutem no processo saúde-doença-cuidado e na reprodução social, expressando as iniquidades produzidas pelo modo de organização da sociedade e pelas relações de classe, gênero, raça/etnia, território e trabalho. O Artigo 2 analisou as experiências de 12 pessoas em tratamento hemodialítico, identificando que a Doença Renal Crônica repercute nas trajetórias laborais. Os resultados evidenciaram a reconfiguração dessas trajetórias laborais em diferentes formas de inserção no mundo do trabalho: formal, informal, autônoma e situações de desemprego, foram marcadas pela interrupção ou reorganização, pela redução da capacidade para o trabalho, pelo aumento da dependência das redes familiares e da proteção social e por repercussões sobre a autonomia, a identidade e os projetos de vida. Evidenciaram, ainda, que a experiência da cronicidade renal ultrapassa a dimensão biológica, sendo socialmente determinada pelas condições materiais e subjetivas de existência, pelo território, pelas relações de trabalho e pelo acesso aos direitos sociais. O estudo amplia a compreensão da Doença Renal Crônica como fenômeno socialmente determinado e oferece subsídios para o fortalecimento das políticas públicas de saúde, proteção social e saúde do trabalhador, orientadas pela integralidade do cuidado e pela redução das iniquidades em saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1030016 - MARIANA OLIVIA SANTANA DOS SANTOS
Interna - 2568454 - ELISANGELA FRANCO DE OLIVEIRA CAVALCANTE
Interna - 2626690 - JANETE LIMA DE CASTRO
Externo à Instituição - DIEGO DE OLIVEIRA SOUZA - UFAL
Notícia cadastrada em: 10/08/2026 08:19
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