Banca de QUALIFICAÇÃO: SARA LOIZE PONCIANO ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SARA LOIZE PONCIANO ALVES
DATA : 25/05/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Plataforma Meeting
TÍTULO:

ANÁLISE DA DESIGUALDADES INTERSECCIONAIS DE GÊNERO E RAÇA/COR NA INSEGURANÇA ALIMENTAR E SAÚDE DO SONO: ESTUDO BRAZUCA NATAL


PALAVRAS-CHAVES:

Direito Humano à Alimentação Adequada; Privação do Sono; Interseccionalidade; Estudos de Gênero; Saúde das Minorias Étnicas.


PÁGINAS: 39
RESUMO:

A interseccionalidade entre raça e gênero evidencia desigualdades estruturais que ampliam a vulnerabilidade à insegurança alimentar, especialmente em populações marginalizadas. Além de impactos nutricionais, essa condição associa-se a desfechos negativos do sono, destacando a necessidade de análises que considerem a sobreposição desses marcadores sociais. Portanto este estudo analisou a associação entre insegurança alimentar e a saúde do sono, considerando a interseccionalidade entre raça/cor e gênero.Trata-se de um estudo transversal, com base populacional, com adultos e idosos residentes em Natal/RN, entre os anos de 2019 e 2020. O presente trabalho é um recorte do projeto maior “Brazilian Usual Consumption Assessment - Brazuca Natal”. A insegurança alimentar foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), e as informações sobre o sono foram avaliadas pela duração e pela satisfação com o sono autorreferida. As análises incluíram estatística descritiva e regressão de Poisson com variância robusta. Observou-se que mulheres negras apresentaram as maiores prevalências de insegurança alimentar, apresentando 94% maior prevalência de IA em comparação aos homens brancos (RP = 1,94; IC95%: 1,12–3,36; p = 0,017). A insatisfação com o sono também manteve associação significativa com a insegurança alimentar: indivíduos muito insatisfeitos ou insatisfeitos apresentaram 53% maior prevalência de IA (RP = 1,53; IC95%: 1,24–1,89; p < 0,001). Além disso, o sono longo permaneceu associado à insegurança alimentar, indicando 33% maior prevalência de IA entre aqueles que dormiam mais de 9 horas (RP = 1,33; IC95%: 1,03–1,73; p = 0,028), mesmo após ajuste por variáveis sociodemográficas. Esses achados reforçam que a sobreposição de racismo e sexismo podem intensificar vulnerabilidades que comprometem tanto o acesso à alimentação quanto a saúde do sono.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1452705 - SEVERINA CARLA VIEIRA CUNHA LIMA
Interna - 3490754 - ELAINE CRISTINA MARQUEZE
Interna - 2305247 - ISABELLE RIBEIRO BARBOSA MIRABAL
Notícia cadastrada em: 07/05/2026 16:52
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