Banca de QUALIFICAÇÃO: RICARDO ANDRADE BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RICARDO ANDRADE BEZERRA
DATA : 09/06/2026
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/nkt-svaa-vwi
TÍTULO:

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE MOVIMENTO E SEDENTARISMO DE ADOLESCENTES BRASILEIROS: ESTUDO BASEADO NA PENSE 2012, 2015 e 2019


PALAVRAS-CHAVES:

Comportamentos de movimento; Interseccionalidade; Sedentarismo, Adolescência; Pesquisa Nacional de Saúde do escolar.


PÁGINAS: 116
RESUMO:

Introdução: A adolescência é fase crítica para a consolidação de comportamentos de movimento que impactam saúde e estilo de vida ao longo da vida. Comportamento sedentário e inatividade física são constructos distintos, e sua sobreposição configura padrões de sedentarismo que variam conforme determinantes sociais. Objetivo: Investigar os padrões de comportamentos de movimento e de sedentarismo em adolescentes brasileiros, bem como suas associações com hábitos de vida, estado de saúde e os marcadores sociais da diferença. Métodos: Artigo 1: estudo transversal com dados da Pense 2019 que analisou a associação entre os perfis de comportamentos de movimento (atividade física ou inatividade física + alto ou baixo tempo de televisão ou telas) e variáveis de estilo de vida, consumo alimentar e estado de saúde. Artigo 2: Estudo transversal e tendência temporal com dados das PENSE 2012, 2015 e 2019 que analisou a associação entre o sedentarismo associado ao uso de telas ou televisão à variável independente de interseccionalidade entre raça, sexo e escolaridade materna. Em ambos os estudos foi aplicada análise por amostragem complexa, com regressão de Poisson ajustada com IC95% e valor de p<0,05. Resultados: No Artigo 1, com base nos dados da PeNSE 2019, foram construídos perfis combinando atividade física acumulada e diferentes formas de comportamento sedentário (tempo de TV e tempo de tela). Adolescentes fisicamente inativos com baixo tempo de tela apresentaram menor prevalência de consumo de alimentos considerados saudáveis e não saudáveis, menor chance de compra na cantina, menor uso de álcool e tabagismo, mas maior prevalência de refeições diante da tela, sugerindo que mesmo com menor exposição a telas outras dimensões do comportamento alimentar permanecem impactadas. No Artigo 2, observou-se que os padrões de inatividade física combinados com alto tempo de televisão diminuíram entre 2012 e 2019, enquanto o sedentarismo associado a telas múltiplas teve queda e posterior elevação, evidenciando transições nos comportamentos sedentários. As interseccionalidades de gênero, raça e escolaridade materna definiram perfis diferenciados: meninas negras com baixa escolaridade materna apresentaram padrões distintos de sedentarismo, refletindo pressões estruturais e desigualdades no acesso a diferentes dispositivos eletrônicos. As diferenças entre tipos de tela e entre grupos interseccionais sugerem que a experiência do sedentarismo é moldada por sobreposições de vulnerabilidades e contextos sociais. Conclusão: Os achados combinados indicam que, entre adolescentes brasileiros, tanto o comportamento sedentário quanto a inatividade física se relacionam de maneira complexa com hábitos alimentares, percepção de saúde e desigualdades sociais. Reduzir o tempo de tela aparece como importante, mas não suficiente para eliminar impactos adversos no consumo alimentar. As interseccionalidades revelam que políticas e intervenções devem considerar a matriz de desigualdades e as transições nas formas de exposição a telas, para que ações de promoção da saúde sejam mais equitativas e eficazes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2305247 - ISABELLE RIBEIRO BARBOSA MIRABAL
Interna - 2149611 - CLELIA DE OLIVEIRA LYRA
Externo ao Programa - 3138718 - RICARDO SANTOS OLIVEIRA - UFRN
Notícia cadastrada em: 29/04/2026 16:14
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