Morfologia Foliar de Fitofósseis Quaternários nas Tufas de Felipe Guerra, Rio Grande do Norte
Morfologia, Nordeste Brasileiro, Paleobotânica, Tufas, Bacia Potiguar
A Caatinga ocupa aproximadamente 10% do território brasileiro e representa um dos biomas mais singulares do país, caracterizado por alta biodiversidade e complexidade ambiental. Embora atualmente seja definida por um clima quente e semiárido, evidências sugerem que as condições no passado foram diferentes, possivelmente mais úmidas e favoráveis ao desenvolvimento de uma vegetação mais densa. As formações de tufas encontradas na Bacia Potiguar, formadas por meio da dissolução de rochas carbonáticas do Cretáceo, reforçam essa hipótese ao indicar a presença de fluxos hidrológicos mais intensos do que os observados atualmente. Nesse contexto, este estudo busca investigar a história ambiental da região por meio da descrição, classificação e identificação de fósseis vegetais preservados nessas formações. Com base nas análises realizadas após o estabelecimento das afinidades taxonômicas, a pesquisa visa reconstruir as condições paleoambientais e aprofundar a compreensão dos processos naturais que moldaram a paisagem e a dinâmica ecológica da Caatinga ao longo do tempo.Assim, este estudo contribui para a compreensão das transformações ambientais ocorridas no Nordeste brasileiro ao longo do Quaternário, destacando o potencial dos registros de fósseis vegetais preservados em tufas como indicadores sensíveis de variações paleoclimáticas. A pesquisa também busca ampliar o conhecimento sobre a evolução da paisagem e da vegetação da Caatinga, fornecendo base para reconstruções paleoecológicas mais precisas e integradas.