BRAILLE PARA LER E ESCREVER O MUNDO: O DISCURSO DA MÍDIA PUBLICITÁRIA IMPRESSA NA PROMOÇÃO DA AUTONOMIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL EM NATAL-RN
Discurso; mídia publicitária impressa; deficiência visual; acessibilidade comunicacional; autonomia.
Este trabalho objetiva analisar de que forma a mídia publicitária impressa em Natal-RN tem promovido (ou não) a acessibilidade e a autonomia da pessoa com deficiência visual, com ênfase na presença do sistema Braille como recurso comunicacional. Apresenta hipóteses que o discurso da mídia publicitária impressa tende a (in) visibilizar ou estereotipar a pessoa com deficiência visual; a ausência de recursos como o Braille é também uma expressão discursiva de exclusão simbólica; quando presente, o discurso publicitário acessível pode contribuir para o fortalecimento da autonomia e cidadania dessa população. Mostra que a tecnologia oferece diversas possibilidades de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, mas ainda há uma lacuna quanto aos processos de leitura e de escrita braille. Essa lacuna é uma questão social importante para a pessoa cega, porque implica na construção de sua autonomia e no acesso ao que é cotidianamente divulgado pela mídia publicitária impressa. Para tanto, utiliza a pesquisa documental e a entrevista como metodologias de constituição do corpus. A fundamentação teórica parte de Foucault (2008, 2011), Charaudeau (2019), Maingueneau (2015), Pimentel Filho (2020), Bourdieu (2011), Le Breton (2016), Goffman (2022) e leitura da Lei 13.146/2015, dentre outros. Analisa material que a mídia publicitária impressa utiliza, tipo panfletos. Considera estudos desenvolvidos na área de Comunicação Midiática e na linha de pesquisa Estudos de Mídia e Produção de Sentido.