PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Telefone/Ramal: (84) 3342-2246/755 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: KHALIL JOBIM

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KHALIL JOBIM
DATA : 17/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Meet - Online
TÍTULO:

“O LOUCO NÃO É LOUCO”: João Machado e a modernização psiquiátrica no Rio Grande do Norte (1936-1965)


PALAVRAS-CHAVES:

Trajetória; João Machado; Psiquiatria; Modernização; História da loucura.


PÁGINAS: 146
RESUMO:

O trabalho analisa a trajetória do psiquiatra norte-rio-grandense João da Costa Machado (1912-1965), enfocando particularmente o processo de implementação de uma concepção psiquiátrica nova na cidade de Natal, no período compreendido entre 1936 (quando ele iniciou sua trajetória profissional na capital) e 1965 (ano do seu falecimento). Inspirado em ideias modernizadoras que começavam a ser praticadas em outros centros urbanos, especialmente em Recife, esse personagem introduziu na capital norte-rio-grandense um projeto terapêutico inovador para tratar os indivíduos considerados loucos que habitavam a terra potiguar. O projeto de João Machado estava associado a uma ação mais ampla empreendida naquele cenário pelo Estado brasileiro, de modo amplo, e por psiquiatras, de maneira específica, para criar intuições que efetivamente ressocializariam aqueles diagnosticados como loucos. A investigação contemplou, por um lado, os elementos que compuseram a formação profissional de João Machado e, por outro, os aspectos relacionados às práticas médicas por ele desenvolvidas com pacientes que, por formas das mais diversas, eram identificados como loucos. O projeto de João Machado fugia da ideia até então vigente de que os loucos deveriam ser internados compulsoriamente e definitivamente. Para João Machado as pessoas consideradas loucas deveriam se tratar em um hospital que atendesse diferentes tipos de doença e que tivesse serviços ambulatoriais e sociais, bem como um dispensário de higiene mental. Na interpretação desse médico, o espaço hospitalar deveria ser um lugar para tratar pacientes com diferentes doenças mentais. A ideia de João Machado era aproveitar terrenos já ocupados por colônias agrícolas em Natal e ampliar sua estrutura de modo a possibilitar o usufruto de pacientes de ambos os sexos. Na concepção de João Machado as pessoas podiam possuir desequilíbrios de diversas ordens, o que obrigava a existência de um trabalho médico-terapêutico para cada tipo de desequilíbrio. Por essa lógica, para João Machado, o fato de alguém apresentar um desequilíbrio mental não forneceria elementos para um diagnóstico de loucura. Ao particularizar o distúrbio mental, seria possível a intervenção médica. Essa percepção se opunha à noção de um hospital único para os loucos. No que se refere às fontes, a pesquisa utilizou três grupos documentais: o primeiro grupo composto pelos jornais O Diário de Natal e A ordem, o segundo constituído pelo arquivo pessoal do próprio João Machado, que contém, entre outras coisas, seus escritos, cartas e fotografias. O terceiro grupo é formado por entrevistas que realizei com familiares e amigos de João Machado. No corpo do trabalho é defendida a seguinte tese: João Machado só conseguiu praticar com sucesso suas concepções psiquiátricas inovadoras/modernizadoras graças a uma rede de sociabilidade construída a partir das relações pessoais que ele estabeleceu em diferentes instituições.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ***.394.804-** - FRANCISCO FIRMINO SALES NETO - UFCG
Externo à Instituição - GABRIEL LOPES - Fiocruz - RJ
Externo à Instituição - IRANILSON BURITI DE OLIVEIRA - UFCG
Presidente - 1088824 - RAIMUNDO NONATO ARAUJO DA ROCHA
Interno - 1149437 - RAIMUNDO PEREIRA ALENCAR ARRAIS
Notícia cadastrada em: 11/12/2025 12:10
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