PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Téléphone/Extension: (84) 3342-2246/755 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: RUAN KLEBERSON PEREIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RUAN KLEBERSON PEREIRA DA SILVA
DATA : 08/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Meet - Online
TÍTULO:

O ESPAÇO ARQUITETÔNICO DOS PALÁCIOS NEOASSÍRIOS COMO VEÍCULO DE MEMÓRIA CULTURAL


PALAVRAS-CHAVES:

Relevos neoassírios; Palácios neoassírios; Espaço arquitetônico; Memória Cultural.


PÁGINAS: 450
RESUMO:

Os palácios imperiais neoassírios não eram apenas uma sede administrativa ou de poder, mas um
veículo de produção e preservação de memória cultural, cujo espaço arquitetônico composto por
relevos parietais e inscrições epigráficas e cuneiformes funcionavam como instrumentos
mnemônicos que pretendiam preservar uma memória oficial sobre a realeza assíria, seu rei e seu
povo, destacando a hegemonia imperial e a ordem divina, projetando essas mensagens tanto para
a audiência da época quanto para a posteridade. Relevos e Inscrições não são tratados como
objetos, mas como coisas vivas, portadoras de agência material, que interagem com os humanos
e com os ambientes arquitetônicos, moldando mentes e comportamentos, efetivando um
processo de Engajamento Material no qual esses artefatos – apesar dos diversos “desvios de rota”
possíveis – continuam ativos no presente, em emaranhamento. Propõe-se, a partir disso, uma
“Assiriologia à brasileira”, produzida a partir do Nordeste, questionando a visão eurocêntrica e
orientalista que reduziu a Assíria ao estereótipo de barbárie e violência, defendendo uma
perspectiva pluralista que reconheça as realidades da estrutura imperial assíria, expressa na
composição de textos e imagens oficiais como parte de uma estratégia política de hegemonia
negociada e um dispositivo apotropaico para manter o Equilíbrio Cósmico e a ordem social
vigente. A força impressiva desses registros materiais possibilita a análise da circularidade da
memória assíria no mundo contemporâneo, uma vez que o passado assírio reaparece em
produções de Arte Contemporânea; no reconhecimento e valorização do patrimônio histórico,
arqueológico e cultural mesopotâmico diante do flagelo de monumentos destruídos; no fomento à
identidades nacionais contemporâneas animadas pela recuperação de símbolos assírios
reconhecíveis publicamente; em apropriações e promoção de propaganda e legitimação de poder
político; e como parte da Cultura Brasileira, identificável na arquitetura e na literatura. Esses
aspectos atestam que a Assíria é um passado que não se perdeu, mas que continua a fluir ao longo
de uma malha ou de um conjunto de cipós, conectando diferentes tempos e espaços através de
seus traços materiais e mnemônicos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - ***.129.234-** - BRUNO BALBINO AIRES DA COSTA - IFRN
Interno - ***.394.804-** - FRANCISCO FIRMINO SALES NETO - UFCG
Externa à Instituição - KATIA MARIA PAIM POZZER - UFRGS
Presidente - 1543236 - MARCIA SEVERINA VASQUES
Externo à Instituição - MATHEUS TREUK MEDEIROS DE ARAUJO - UERJ
Notícia cadastrada em: 10/03/2026 14:29
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