PPGH/CCHLA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Téléphone/Extension: (84) 3342-2246/755 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgh

Banca de DEFESA: JUCELIA BISPO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JUCELIA BISPO DOS SANTOS
DATA : 26/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Virtual - Meet
TÍTULO:

Formação de Comunidades Quilombolas na Boca do Sertão da Bahia: Um Trânsito entre a Escravidão e a Liberdade no Final do Século XIX


PALAVRAS-CHAVES:

Comunidades Quilombolas; Bahia; Resistência Social; Pós-Abolição; Historiografia; Boca do Sertão.


PÁGINAS: 337
RESUMO:

A pesquisa sobre a formação das comunidades quilombolas na Boca do Sertão da Bahia no final do século XIX centra-se nas dinâmicas sociais após a abolição da escravatura em 1888, um período de significativas desigualdades sociais. As comunidades quilombolas emergiram como centros chave de resistência e preservação cultural, onde ex-escravizados enfrentaram marginalização e desenvolveram meios de sobrevivência e afirmação de sua identidade. A tese utiliza uma abordagem historiográfica que integra análises qualitativas e quantitativas de documentos históricos e narrativas orais para compreender a formação dessas comunidades. Destaca-se a importância do "campo negro" como um conceito que ilustra a resistência e adaptação dessas comunidades em face das estruturas opressivas da época. Os capítulos abordam a transição de escravidão para liberdade, o papel da unidade familiar e a formação do campesinato negro/mestiço. A pesquisa identificou redes complexas de solidariedade, preservação cultural e a relevância das comunidades quilombolas nas transformações econômicas e sociais da Bahia. A formação das comunidades quilombolas é analisada como um processo de resistência e inovação, onde a família desempenha um papel central. Destacam-se também as transformações socioeconômicas na Boca do Sertão da Bahia, uma região crucial devido à sua interconexão entre o Recôncavo e o interior. A transição da escravidão para a liberdade na Bahia é analisada, enfatizando o protagonismo dos afrodescendentes no movimento abolicionista. A relevância da Bahia como espaço de interações econômicas e sociais complexas é destacada, com ênfase na resistência e adaptação das comunidades negras/mestiças. O estudo evidencia como essas comunidades utilizaram a terra não apenas como recurso econômico, mas também como símbolo de identidade e resistência, desenvolvendo estratégias de adaptação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1879280 - LIGIO JOSE DE OLIVEIRA MAIA
Interno - 2432663 - HELDER ALEXANDRE MEDEIROS DE MACEDO
Interno - ***.412.534-** - THIAGO ALVES DIAS - UPE
Externo à Instituição - WILSON ROBERTO DE MATTO - UNEB
Externo à Instituição - WALTER DA SILVA FRAGA FILHO
Notícia cadastrada em: 26/09/2025 09:59
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