PPGTUR/CCSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TURISMO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS Téléphone/Extension: (84) 99193-6458 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgtur

Banca de DEFESA: FRANCISCO XAVIER DA SILVA JUNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO XAVIER DA SILVA JUNIOR
DATA : 24/03/2025
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/ghi-ucxr-kxh
TÍTULO:
O campo e as disputas do turismo a partir da zona histórica e portuária de Natal – Rio Grande do Norte, Brasil

 


PALAVRAS-CHAVES:
Campo turístico. Capital turístico. Habitus. Zona histórica e portuária. Natal. Pierre Bourdieu.

 


PÁGINAS: 321
RESUMO:

Diversas transformações sociais impactaram nas zonas históricas e portuárias em diferentes contextos históricos. Com o espraiamento das cidades para novas centralidades, essas áreas passaram por um processo de esvaziamento de serviços, moradores e vivências. É certo que, desde a implementação das agendas de políticas neoliberais no Brasil, esses espaços fundacionais das cidades litorâneas, se tornaram alvos de intervenções públicas e privadas com o intuito de reativação e comercialização de suas paisagens, por vezes considerando o uso turístico. Assim, a tese traz como objetivo compreender a constituição do campo turístico da zona histórica e portuária de Natal, estado do Rio Grande do Norte, sob o mote da reconfiguração do espaço para o uso turístico destas áreas, considerando que os agentes no campo estabelecido competem por um acúmulo de capital específico e podem direcionar e influenciar a percepção de desenvolvimento turístico, particularmente no que tange à implementação de estratégias que posicionem o turismo como vetor para a reconfiguração. A metodologia esteve dividida em cinco etapas: i) levantamento bibliográfico de artigos, teses, dissertações e livros do recorte teórico da pesquisa; ii) delimitação do universo de pesquisa compreendendo agentes públicos, privados, turistas e sociedade; iii) construção do instrumento de pesquisa e realização de entrevista semiestruturada e aberta; iv) coleta de dados secundários através de documentos, atas, relatórios de gestão, boletins e informações oficiais das instituições vinculadas ao campo; e v) utilização da teoria do campo, capital e habitus de Bourdieu como norteador de análise dos dados. Identificou-se que o campo turístico esteve estruturado a partir do processo de dominação do uso turístico para outras zonas da cidade, deflagrando agentes dominantes que monopolizam o fazer turístico e agentes dominados que encontraram formas de resistir a ausência do turismo na zona histórica e portuária. No campo, os capitais disputados (econômico, cultural, social e turístico), foram acumulados em processos de diferenciação, onde os agentes dominantes – maiores detentores de capital, possuíram o controle do processo decisório do uso turístico, e os agentes dominados concentrando um menor valor de capital, resistiram buscando manifestar outras formas de mobilizar a zona a partir de suas vivências fragilizadas na disputa. Apesar das narrativas dos agentes dominantes revelarem uma preocupação com o estado de desvalia da zona histórica e portuária, seus habitus intencionaram a manutenção do abandono, gerando um contraste entre a internalização de subjetividades na zona de práticas e a exteriorização de subjetividades na zona de disputas, impondo ao campo turístico uma estrutura lógica de comportamento, estruturada a partir de suas narrativas. Esse contexto gerou um processo natural de distinção entre os sujeitos, sinalizando que as dinâmicas de poder e desigualdade organizaram o campo turístico. A ausência de uma gestão integrada e participativa agravou ainda mais essas distorções, evidenciando a necessidade urgente de um planejamento mais inclusivo que valorize as contribuições de todos os agentes. A naturalização das diferenças entre os agentes na zona histórica e portuária de Natal apresentou desigualdades estruturais e incorporou as disputas simbólicas que moldam o campo turístico. Para superar essas barreiras, é essencial promover uma redistribuição mais equitativa dos capitais e redesenho do habitus, estimulando o diálogo entre os diferentes agentes e valorizando as possibilidades de novas práticas turísticas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - AMARILDO FERREIRA JÚNIOR
Interna - 2135640 - CAROLINA TODESCO
Externo ao Programa - 1691682 - MARCELO DA SILVA TAVEIRA - nullExterno à Instituição - SILVIO JOSÉ DE LIMA FIGUEIREDO
Presidente - 2806096 - WILKER RICARDO DE MENDONCA NOBREGA
Notícia cadastrada em: 04/02/2025 08:55
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