Banca de DEFESA: ALLEN SUZANE DE FRANÇA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALLEN SUZANE DE FRANÇA
DATA : 28/09/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

EXPLORANDO A RELAÇÃO DOS FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR COM A FUNÇÃO FÍSICA DE PESSOAS IDOSAS RESIDENTES NA COMUNIDADE


PALAVRAS-CHAVES:

Fatores de risco cardiovascular; Pessoas idosas; Função física; Envelhecimento.

 


PÁGINAS: 168
RESUMO:

Introdução: O envelhecimento tem sido associado a uma maior prevalência de condições crônicas e muitas delas aumentam o risco de eventos  cardiovasculares, o que pode comprometer a função física. Entretanto, não está claro quais fatores de risco cardiovasculares (FRCs) têm maior impacto na funcionalidade de pessoas idosas, nem como as diferenças de sexo no risco cardiovascular repercutem na função física ao longo do tempo. Objetivo: Avaliar a relação dos FRCs isolados e agrupados com a função física e com o desempenho nas atividades de vida diária (AVDs) em pessoas idosas residentes na comunidade, identificando suas especificidades por sexo e seu valor preditivo no acompanhamento de longo prazo. Métodos: Foram desenvolvidos 3 estudos. O primeiro estudo trata-se de uma revisão sistemática sobre a associação entre os FRCs e medidas de função física em pessoas idosas, e se há diferença entre homens e mulheres. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram a associação entre os FRCs e a força de preensão manual e/ou velocidade da marcha em pessoas idosas residentes na comunidade. A revisão seguiu o protocolo elaborado previamente e cadastrado na plataforma Prospective Register of Systematic Reviews. O segundo estudo trata-se de uma análise transversal utilizando dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, que avaliou 23.815 pessoas idosas brasileiras. Foi verificada a associação entre FRCs individuais e agrupados e a dificuldade na realização das AVDs. Foram utilizadas análises de regressão logística binária para verificar as associações, com ajustes de covariáveis. Foram também considerados os pesos amostrais derivados de amostras complexas. O terceiro estudo é uma análise longitudinal com seguimento de 10 anos, de mulheres de meia-idade e idosas, residentes no município de Parnamirim-RN, avaliadas em 2013 e 2023. Foram coletados dados sociodemográficos, hábitos de vida e doenças crônicas, além da mensuração de medidas antropométricas e de desempenho físico (força de preensão manual, velocidade da marcha, teste de levantar-sentar e de equilíbrio bipodal). Os dados foram analisados por meio de Regressão Logística Binária. Resultados: Estudo 1 - Foram incluídos 6 estudos na revisão sistemática. Os resultados demonstraram que  há uma associação consistente entre maior risco ou maior carga de FRCs e menor velocidade de marcha. Estudo 2 – Os FRCs, hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia apresentaram associação significativa com a dificuldade para realizar as AVDs na amostra brasileira. E um número crescente de FRCs associou-se a uma maior chance de dificuldade nas AVDs. Na análise por sexo, foram observados piores resultados para as mulheres idosas com diabetes em comparação àquelas sem a doença, associação esta não observada entre homens idosos. Estudo 3 – Após 10 anos houve uma redução média de 0,06 m/s na velocidade da marcha (p<0,001), e a força de preensão manual diminuiu, em média, 3,85 kgf (p<0,001). A pontuação média no SPPB reduziu aproximadamente 0,97 pontos (p<0,001 e a mediana do tempo de execução do teste de levantar da cadeira aumentou de 10,02 para 12,12 segundos (p<0,001). A associação entre hipertensão e hipercolesterolemia, consideradas isoladamente, e o declínio na velocidade da marcha permaneceu estatisticamente significativa no modelo ajustado. E quando combinados, cada FRC adicional aumenta a chance de declínio na velocidade da marcha (OR = 1,84; IC 95%: 1,33–2,54). A obesidade foi associada ao declínio no SPPB mesmo após o ajuste no modelo. E a hipercolesterolemia foi associada ao declínio no teste de levantar da cadeira (OR = 1,82; IC 95%: 1,02–3,25). Conclusão: Os achados demonstram que os FRCs, isolados e agrupados, estão associados a piores desfechos de função física e AVDs, com especificidades entre os sexos. Além disso, a presença e o acúmulo de FRCs foram capazes de predizer o declínio da função física ao longo de 10 anos, reforçando o impacto do risco cardiovascular sobre a funcionalidade durante o envelhecimento. São necessários mais estudos prospectivos para confirmar esses achados e ampliar a compreensão dessa relação.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1460020 - ALVARO CAMPOS CAVALCANTI MACIEL
Externa à Instituição - ANA TEREZA DO NASCIMENTO SALES FIGUEIREDO FERNANDES - UEPB
Externa à Instituição - JULIANA MARTINS PINTO - UnB
Interna - 2786809 - MARIA THEREZA ALBUQUERQUE BARBOSA CABRAL MICUSSI
Presidente - 3885543 - SAIONARA MARIA AIRES DA CAMARA
Notícia cadastrada em: 16/09/2026 09:37
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa12-producao.info.ufrn.br.sigaa12-producao