BARREIRAS E FACILITADORES PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA CIF EM SERVIÇOS DE SAÚDE: UMA DE REVISÃO DE ESCOPO
Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde; Serviços de Saúde; Ciência da Implementação; Barreiras; Facilitadores
Introdução: A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) for representou um marco para a compreensão da funcionalidade e da incapacidade, sendo amplamente utilizada na prática clínica, na gestão e na pesquisa em saúde. Apesar de sua relevância, a implementação da CIF nos serviços de saúde ainda ocorre de forma heterogênea e enfrenta desafios em diferentes contextos assistenciais. As evidências acercasobre das barreiras e facilitadores permanecem fragmentadas, dificultando o desenvolvimento de estratégias de implementação efetivas e contextualizadas. Objetivo: Esta revisão de escopo tem como objetivo mapear as barreiras e os facilitadores associados à implementação da CIF em serviços de saúde. Métodos: Esta revisão de escopo seguirá as recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute. Serão incluídos estudos primários qualitativos, quantitativos e de métodos mistos que descrevam a implementação da CIF em serviços de saúde, sem restrição de idioma, publicados a partir de 2001. As buscas serão realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Embase, Web of Science, LILACS, SciELO e PEDro. A seleção dos estudos ocorrerá em duas etapas, por dois revisores independentes, com o auxílio da plataforma Rayyan. As discordâncias serão resolvidas por consenso ou por um terceiro revisor. Os dados serão extraídos por meio de uma planilha padronizada previamente elaborada e sistematizados de forma descritiva e narrativa, com foco nas barreiras, nos facilitadores, nas estratégias de implementação e nos contextos de aplicação da CIF. Resultados esperados: Espera-se sintetizar as evidências sobre a implementação da CIF em serviços de saúde, identificando barreiras, facilitadores, contextos e estratégias de aplicação. Os achados poderão subsidiar a qualificação da prática assistencial, orientar a tomada de decisão e fortalecer a incorporação da CIF no cuidado em saúde e , além de direcionar futuras pesquisas.