AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM INDIVÍDUOS QUE SOFRERAM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E SUA CORRELAÇÃO COM A GRAVIDADE DE OCLUSÃO LUMINAL
Doenças Cardiovasculares; Infarto Agudo do Miocárdio; Nível de Atividade Física
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV’s) apresentam aumento anual expressivo e associação direta com estilos de vida. Dentre as doenças cardiovasculares, o infarto agudo do miocárdio (IAM) lidera em números de ocorrências e internações. O controle e modificação de fatores como alimentação, prática de exercício físico e de comorbidades, possuem forte influência na prevenção destas condições. Assim, conhecer o nível de atividade física prévia pode auxiliar na compreensão de fatores relacionados à gravidade do IAM. Objetivo: Avaliar o nível de atividade física em sujeitos após IAM e sua correlação com a gravidade da lesão coronariana. Metodologia: Trata-se de um estudo piloto, de característica metodológica de abordagem quantitativa, do tipo transversal. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi–FACISA/UFRN (CAAE: 89302825.6.0000.5568 e Parecer: 7.766.686). Foram incluídos sujeitos de ambos os sexos, idade ≥18 anos em internação hospitalar com diagnóstico primário de IAM. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e clínicos. A classificação da gravidade de obstrução coronariana foi de acordo com a metodologia do CAD-RADS. Para avaliação do nível de atividade física foi utilizado o questionário de Beacker e a capacidade de exercício foi avaliada pelo teste de sentar e levantar de 1 minuto (TSL1). O cálculo amostral foi realizado no G*Power 3.1.9.7 levando em consideração o resultado obtido no TSL1. Os dados foram tabulados e armazenados no software Microsoft® Excel® 2016 e analisados a partir do software estatístico IBM SPSS Statistics. Para a realização da correlação utilizou-se a correlação de superman. Resultados Parciais: Foram incluídos 5 sujeitos com idade mediana de 65 anos (IQ 58-68) e IMC de 28,39 (IQ 23,32-30,38). Do total, 80% (n=4) eram do sexo masculino e 60% (n=3) possuíam ensino fundamental completo. 4 dos participantes apresentaram obstrução coronariana severa. O escore mediano observado do nível de atividade física foi de 12,25 (IQ 10,37-13,12), com resultado observado no TSL1 de 16 repetições (IQ 14-25). Quando analisada a associação entre o nível de atividade física e a gravidade de lesão observou-se uma correlação fraca sem significância estatística (r=0,354; p=0,559). Conclusão: Os resultados parciais sugerem que, embora haja uma tendência de associação entre o nível de atividade física e a gravidade da lesão coronariana, essa relação mostrou-se fraca e sem significância estatística, podendo estes achados estar relacionados ao reduzido tamanho amostral. Ainda assim, observa-se um perfil de participantes predominantemente sedentários ou com baixos níveis de atividade física, associado a elevada frequência de obstrução coronariana severa.