Avaliação neurofisiológica do controle motor respiratório na Esclerose Lateral Amiotrófica durante esforços respiratorios máximos e estimulação magnética transcraniana
Esclerose Lateral Amiotrófica; Avaliação Respiratória; Estimulação
Magnética; Músculos Respiratórios; Função Pulmonar
Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) promove uma progressiva
degeneração neuromuscular que culmina em falência ventilatória. Limitações
em testes convencionais, dependentes de esforço, dificultam a detecção de
disfunções em estágios subclínicos. A Estimulação Magnética Transcraniana
(EMT) integrada às avaliações pressóricas criam uma abordagem mais
objetiva para quantificar o comando neural e a eficiência mecânica muscular.
Objetivos: Avaliar as propriedades de contração e relaxamento respiratório
em pacientes com ELA comparando antes e em conjunto com a EMT,
estabelecendo a relação entre marcadores neurofisiológicos e o desempenho
funcional. Metodologia: Estudo transversal envolvendo indivíduos com ELA.
Foram executadas manobras de pressões máximas
(PIMAX/PEMAX/SNIP/SNEP), associadas ao registro de eletromiografia de
superfície (sEMG). A EMT foi aplicada nas raízes cervicais e torácicas para
captação do Potencial Evocado Motor (MEP) diafragmático, analisando-se as
taxas de contração (MRPD) e relaxamento (MRR, Tau e ½ RT). Resultados
e Discussão: Os achados revelam uma alteração que gera
comprometimento da excitabilidade corticoespinhal, caracterizado por atrasos
na condução nervosa (maiores latências) e redução na magnitude da
resposta motora (menores amplitudes de MEP). Do ponto de vista das
propriedades de contração e relaxamento, identificou-se uma marcante
lentificação na cinética de relaxamento muscular, mesmo em pacientes que
ainda mantinham função pulmonar preservada. Tais padrões evidenciam
uma falha precoce na resposta neuromuscular. Conclusão: A integração da
EMT à cinética pressórica permite a identificação precoce do declínio na
interface cérebro-músculo. Esta metodologia consolida-se como um
biomarcador sensível para o monitoramento clínico mais preciso, podendo viabilizar um prognóstico neurofisiológico e muscular respiratório mais
preciso na ELA.