Banca de DEFESA: AMANDA CARLA MATIAS BARROS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AMANDA CARLA MATIAS BARROS DA SILVA
DATA : 21/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: SALA 5 - DEPTO DE FISIOTERAPIA
TÍTULO:

Incômodo e impacto do zumbido, dor, incapacidade orofacial e cervical em pacientes com diferentes subtipos de DTM crônica associada ao zumbido somatossensorial: um estudo transversal


PALAVRAS-CHAVES:

Disfunção Temporomandibular; Zumbido Somatossensorial; Dor orofacial; Cervicalgia; Avaliação de sintomas.


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Introdução: a Disfunção Temporomandibular (DTM) crônica compreende um conjunto de condições que acometem a articulação temporomandibular e os músculos mastigatórios e estruturas associadas, podendo ocasionar dor orofacial, limitação funcional mandibular e cefaleia, sendo classificada em diferentes subtipos. Além dessas manifestações, também podem estar associados sintomas otológicos, sendo o zumbido o que causa mais impacto. O zumbido somatossensorial (ZSS) está relacionado a alterações musculoesqueléticas e neurossensoriais. Embora a associação entre DTM e zumbido seja bem documentada, ainda há limitações quanto à diferenciação dos subtipos de DTM e a ocorrência e a gravidade do zumbido. Objetivo: avaliar e comparar o incômodo e impacto do zumbido na qualidade de vida, bem como na dor e incapacidade orofacial e cervical em indivíduos com diferentes subtipos de DTM associada ao zumbido somatossensorial. Métodos: trata-se de um estudo transversal em que foram incluídos indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65 anos, diagnosticados com DTM e ZSS. Os participantes, foram divididos em três grupos: DTM mialgia (MIA), DTM artralgia (ART) e DTM mista (MIS). A identificação da DTM foi realizada por meio do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD), enquanto a influência do sistema somatossensorial na origem do zumbido foi determinada pelo checklist dos Critérios Diagnósticos de Zumbido Somatossensorial (CD/ZSS). O volume e o incômodo do zumbido, bem como a intensidade da dor 

cervical, orofacial e cefaleia, foram mensurados pela Numeric Rating Scale (NRS). O impacto do zumbido foi analisado pelo Tinnitus Handicap Inventory (THI), a incapacidade cervical pelo Índice de Incapacidade Cervical (NDI) e a incapacidade mandibular e dor orofacial pelo Inventário de Dor Orofacial e Incapacidade (IDOI). Resultados: foram avaliados 345 indivíduos, dos quais 104 apresentaram DTM e ZSS associados e foram incluídos no estudo, sendo 17 ART, 29 do MIA e 58 do MIS. Do total, 74% do sexo feminino, com idade mediana de 35.8 anos (+ 11.7). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação ao incômodo do zumbido nas últimas 24h (p = 0.958 e ε² =  - 0.019) e nos últimos 7 dias (p = 0.880 e ε² = - 0.017). Da mesma forma, não houve diferença significativa entre os grupos no impacto do zumbido na qualidade de vida, tanto no escore total (p = 0.890), quanto nos domínios (p > 0.05) do THI.  Em relação à incapacidade orofacial, o grupo MIS diferiu dos demais para os domínios Dor (12,2 ± 3,4) em comparação aos grupos ART (7.5 ± 3.2; p < 0.001) e MIA (10.0 ± 4.6; p = 0.040); domínio frequência de comorbidades (6.1 ± 2.0) comparado ao grupo ART (4.6 ± 2.2; p = 0.048) e no escore total (p < 0.05; ε²  = - 0.057 - 0.165) pelo IDOI. Porém não houve diferença na classificação da incapacidade orofacial entre os subtipos de DTM  (p = 0.091). O grupo MIS apresentou maiores níveis de incapacidade cervical (15.0 ± 5.4) ao comparar com o grupo ART (8.7 + 5.9; p < 0.001), não havendo diferença com o grupo MIA. A Classificação também diferiu entre os grupos (p < 0.001), com magnitude de associação moderada (V = 0.326), a incapacidade moderada foi a categoria mais frequente no grupo MIS (55.2%; n = 32), enquanto a incapacidade leve predominou nos grupos ART (58.8%; n = 10) e MIA (48.3%; n = 14) e os casos de incapacidade grave foram identificados nos grupos MIA (10.3%; n = 3) e MIS (3.4%; n = 2). Conclusão:  os subtipos de DTM associados ao ZSS não se diferenciaram significativamente quanto ao impacto e ao incômodo do zumbido na qualidade de vida. No entanto, indivíduos com DTM mista apresentaram maiores níveis de incapacidade orofacial e cervical, além de maior intensidade de dor orofacial, cervical e cefaleia. Esses achados sugerem que, embora o subtipo de DTM não esteja relacionado diretamente ao incômodo e impacto do zumbido, ele se associa a uma maior intensidade de dor e ao comprometimento funcional. Assim, a identificação do subtipo de DTM contribui para uma avaliação clínica abrangente e para o delineamento de estratégias terapêuticas individualizadas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA IZABELA SOBRAL DE OLIVEIRA SOUZA
Externo ao Programa - 1466265 - GUSTAVO AUGUSTO SEABRA BARBOSA - nullPresidente - 4374835 - KARYNA MYRELLY OLIVEIRA BEZERRA DE FIGUEIREDO RIBEIRO
Notícia cadastrada em: 11/08/2026 09:01
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