Banca de QUALIFICAÇÃO: ANNA CLARA SALES MIRANDA LOPES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANNA CLARA SALES MIRANDA LOPES
DATA : 28/08/2026
HORA: 10:00
LOCAL: remoto
TÍTULO:

MONITORAMENTO REMOTO VERSUS PRESENCIAL DE UM PROGRAMA
DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES EM PESSOAS COM ESCLEROSE
LATERAL AMIOTRÓFICA


PALAVRAS-CHAVES:

Esclerose Lateral Amiotrófica; Telemonitoramento; Terapia por exercício


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Introdução: No tratamento fisioterapêutico, pessoas com Esclerose
Lateral Amiotrófica (ELA) devem ser cuidadosamente monitoradas,
para que haja devidos ajustes nos exercícios prescritos e se evite a
sobrecarga muscular. O monitoramento presencial pode conter
dificuldades, relacionadas sobretudo à distância geográfica aos centros
especializados. Dessa forma, o monitoramento remoto aparece como
alternativa, necessitando, contudo, ser investigado quanto à viabilidade
desse tipo de acompanhamento. Objetivo: Comparar o monitoramento
remoto com o presencial durante um programa de exercícios
domiciliares em pessoas com ELA. Metodologia: Trata-se de um
ensaio clínico randomizado, incluindo pessoas com ELA. A amostra foi
aleatorizada em Grupo Controle (GC) e Grupo Experimental (GE), e
ambos os grupos realizaram um mesmo programa de exercícios
domiciliares, por seis meses, baseado em cartilhas individualizadas
para cada participante. Os grupos diferiram apenas quanto à forma de
monitoramento, feito semanalmente (uma vez por semana) de forma
presencial (visitas domiciliares) no GC, e remoto (ligações telefônicas)
no GE, durante os seis meses do programa de exercícios. No
monitoramento, era aplicado um questionário de acompanhamento
autoral, avaliando como desfechos as dificuldades na realização dos
exercícios, os eventos adversos e a taxa de aderência dos participantes.
Para análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva para as
variáveis clínicas, sociodemográficas e eventos adversos. Para as
variáveis dicotômicas, utilizou-se o teste de qui-quadrado, e o teste T
não pareado foi utilizado para comparação da taxa de aderência entre os
grupos. Resultados: A amostra final foi composta por 11 pessoas com 

ELA, sendo 5 no GC e 6 no GE, com idade média de 59,55 (± 9,76
anos) e de ambos os sexos (7 homens e 4 mulheres). Quanto ao quesito
dificuldades na realização dos exercícios, 25,3% do GC e 28% do GE
relataram dificuldades ao longo dos seis meses de acompanhamento
(sem diferenças entre os grupos: χ² = 0,215, p = 0,643). Ainda em
relação à esse quesito, 17,6% no GC e 9,7% no GE relataram
necessidade de pausas para descansar (sem diferenças entre os grupos:
χ² = 3,20, p = 0,073). Quanto aos eventos adversos ao longo dos seis
meses de monitoramento, 26,3% do GC e 13,7% do GE relataram
fadiga muscular, e 7,4% do GC e 3,1% do GE relataram a presença de
dor. Adicionalmente, nenhum participante relatou desconforto e houve
apenas um relato de cãibra no GE. Além disso, 20% (um participante)
do GC precisou utilizar a ventilação não invasiva (VNI) de forma
contínua a partir da vigésima semana do protocolo, sem relatos de uso
de VNI para os demais participantes do GC e também do GE. A taxa de
aderência foi de 67,7% para o GC e 84,3% para o GE, sem diferenças
entre os grupos (t = -0,881; p = 0,401).


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LARISSA COUTINHO DE LUCENA - UEPB
Externa à Instituição - LUCIANA PROTASIO DE MELO
Presidente - 2319151 - TATIANA SOUZA RIBEIRO
Notícia cadastrada em: 10/08/2026 11:43
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