Banca de DEFESA: JULIANA CIRILO SOARES DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA CIRILO SOARES DE SOUZA
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

Impacto do zumbido em diferentes subtipos de zumbido somatossensorial:
um estudo transversal

 


PALAVRAS-CHAVES:

Zumbido; Zumbido Somatossensorial; Qualidade de Vida;
Fardo dos sintomas.

 


PÁGINAS: 53
RESUMO:

Introdução: o Zumbido Somatossensorial (ZSS) é um subtipo de zumbido
subjetivo em que as alterações da aferência somatossensorial oriundas das
regiões da cabeça e do pescoço podem provocar alteração na percepção do
zumbido. Embora a literatura descreva a clara associação do zumbido com as
disfunções cervicais e temporomandibulares, até o momento são escassos os
estudos que comparem as diferenças entre os desfechos associados ao
zumbido de acordo com os diferentes subtipos de ZSS. Objetivo: comparar a
intensidade do incômodo, impacto do zumbido na qualidade de vida, a carga
da percepção do sintoma e a quantidade de pontos-gatilhos entre indivíduos
com ZSS de origem cervical, temporomandibular ou mista. Métodos: trata-se
de um estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (no
4.471.809), em que foram incluídos indivíduos com queixa de zumbido, de
ambos os sexos, com idade superior a 18 anos. Os pacientes foram
submetidos a uma avaliação multiprofissional para definir a etiologia do
zumbido, realizada por médico otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e
fisioterapeuta. Após identificada se havia influência somatossensorial pelo
fisioterapeuta, os indivíduos foram agrupados de acordo com a origem do ZSS
(cervical, temporomandibular ou mista). Foram coletados dados
sociodemográficos, clínicos (sintomas otológicos, uso de medicações e
comorbidades) e de características do zumbido. O incômodo do zumbido foi
mensurado pela Numerical Rating Scale (NRS), o impacto do zumbido na
qualidade de vida e a severidade do impacto foram avaliados pelo Tinnitus
Handicap Inventory (THI). A carga de percepção do sintoma foi avaliada pelo
autorrelato dos fatores de piora (estresse, exposição à ruídos, alimentos
estimulantes e ototóxicos) e prejuízos associados (atividades diárias, sono,
vida social e estado emocional) ao zumbido. Para comparar os grupos foi
usado o teste de Kruskal Wallis, com o post-hoc de Dunn para identificar quais
grupos apresentaram diferença significativa. Para associação entre variáveis
categóricas, foi usado o teste Exato de Fisher generalizado, utilizando o V de
Cramer para indicar o tamanho de efeito. Resultados: participaram do estudo
67 indivíduos, dos quais 34 foram classificados ZSS (nove apresentaram

origem cervical, nove temporomandibular e 16 origem mista) e 33 como não-
ZSS. Dos indivíduos incluídos, 88,2% eram do sexo feminino, com uma

mediana de idade de 61,0 (50,7-66,0) anos e 76,5% apresentavam alteração
auditiva de acordo com o resultado da audiometria. Quanto aos subtipos com
diferentes origens de ZSS, não houve diferença significativa quanto à
percepção do incômodo do zumbido e quantidade de pontos-gatilhos.
Contudo, destaca-se que os indivíduos com diferentes subtipos de ZSS
relataram incômodo grave do zumbido, com mediana de intensidade variando
entre 8,0 a 9,0 pontos. Também não foram identificadas diferenças
significativas quanto ao impacto do zumbido na qualidade de vida pelas médias
dos escores total e por domínio do THI, exceto para o domínio funcional, em
que indivíduos com influência temporomandibular apresentaram escores
maiores quando comparado àqueles com influência mista (p = 0,028). Do
mesmo modo, a severidade do impacto do zumbido não revelou diferença
estatística entre os subtipos de zumbido (p > 0,05), com a maioria dos
participantes com ZSS de origem temporomandibular apresentando impacto
severo (55,6%) e de origem mista impacto catastrófico (37,5%). A exposição
ao ruído foi o fator autorrelatado mais associado à piora do zumbido nos
indivíduos com influência temporomandibular (p = 0,43). No entanto, demais
fatores como estresse, consumo de alimentos estimulantes e uso de ototóxicos, não teve relação com a piora do zumbido (p > 0,05) entre os
subtipos de ZSS. Dentre os prejuízos associados ao zumbido, nas atividades
diárias, sono, vida social e emocional, também não houve diferença
significativa entre os diferentes subtipos de ZSS (p > 0,05). Conclusão: a
origem do ZSS não impactou na percepção do incômodo, na qualidade de vida,

na severidade, na carga da percepção do sintoma e na quantidade de pontos-
gatilhos. No entanto, vale destacar que o incômodo do zumbido foi classificado

como grave para os diferentes subtipos de ZSS e a maioria dos participantes
com origem temporomandibular e mista apresentou impacto severo e
catastrófico do zumbido, respectivamente.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 4374835 - KARYNA MYRELLY OLIVEIRA BEZERRA DE FIGUEIREDO RIBEIRO
Externa ao Programa - 1639565 - LIDIANE MARIA DE BRITO MACEDO FERREIRA - UFRNExterno à Instituição - LUIZ FELIPE TAVARES - UOS
Notícia cadastrada em: 25/02/2026 18:16
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