Síndrome da dor patelofemoral em corredores: associações
entre severidade dos sintomas e determinantes sociais da saúde
Dor patelofemoral; severidade dos sintomas; determinantes
sociais em saúde; suporte social; catastrofização.
Introdução: A síndrome da dor patelofemoral (SDPF) é
condição musculoesquelética multifatorial prevalente em
corredores recreacionais, cuja expressão clínica é determinada
não apenas por fatores biomecânicos, mas também por
contextos socioeconômicos e processos psicossociais. Em
delineamentos transversais, faz-se necessário avaliar as
associações entre esses domínios e a severidade dos
sintomas (impacto funcional e intensidade de dor), sem
pretender inferir causalidade. Objetivo: Analisar as
associações entre a severidade dos sintomas da SDPF e os
determinantes sociais da saúde em corredores sintomáticos.
Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal em
corredores adultos (18–50 anos) com SDPF e prática mínima
de corrida. A severidade dos sintomas será operacionalizada
por medidas contínuas: escore funcional (Kujala Anterior Knee
Pain Scale) e intensidade de dor (Escala Numérica). Variáveis
explanatórias incluem indicadores socioeconômicos (renda,
escolaridade), características do treinamento (quilometragem
semanal, supervisão técnica), e fatores psicossociais
(catastrofização — PCS; sintomatologia depressiva — BDI;
suporte social — MOS-SSS; qualidade de vida — WHOQOL-
BREF). Amostra proposta: ~200 participantes, justificando
10–15 sujeitos por preditor em modelos multivariados.
Procedimentos de coleta combinam triagem online e aplicação
presencial de instrumentos validados. Na análise estatística
haverá a descrição das variáveis, testes bivariados (correlação;
comparações entre grupos) e modelagem multivariada
(regressão linear múltipla hierarquizada em blocos:
demografia, treinamento e fatores psicossociais). Serão
avaliados pressupostos de regressão, multicolinearidade e
influência de observações. Análises de sensibilidade e
modelos alternativos serão reportados. Resultados
esperados: Identificar padrões de associação entre
determinantes sociais e a variabilidade da severidade da
SDPF, destacando perfis clínicos relevantes para triagem e
intervenção. Limitações inerentes ao delineamento transversal
e recomendações para estudos longitudinais serão discutidas.