Avaliação do patrimônio geomorfológico na região da Serra de Teixeira, setor ocidental do Planalto da Borborema, no semiárido brasileiro
Geopatrimônio; Geoconservação; Patrimônio geomorfológico; Sertão paraibano.
No âmbito acadêmico, a geodiversidade ainda merece maior reconhecimento frente aos estudos da diversidade abiótica da Terra. Esta abordagem é relativamente recente, ganhando notoriedade nos anos 1990, com as discussões globais, temendo as mudanças do clima. Uma das vertentes que estudam e auxiliam o conhecimento da geodiversidade é o geopatrimônio, que engloba toda uma diversidade de categorias (e.g., patrimônio geomorfológico, mineralógico, paleontológico, entre outros), funcionando como um conceito guarda-chuva, sendo o patrimônio geomorfológico dado maior destaque na pesquisa. A avaliação do geopatrimônio também promove a proteção ambiental através da proteção dos elementos abióticos. A promoção do geopatrimônio é crucial para o desenvolvimento do geoturismo para divulgar e valorizar o geopatrimônio, promovendo sua apreciação, interpretação e geoconservação. A presente pesquisa faz ênfase ao patrimônio geomorfológico do sertão paraibano, Nordeste braseiro, notadamente, nos municípios de Imaculada – PB, Maturéia – PB e Teixeira – PB, buscando dar notoriedade a diversidade de elementos geomorfológicos e associados com o objetivo de avaliar o patrimônio geomorfológico, tendo em vista a grande diversidade de macro e microformas graníticas. Sua gênese está associada a diferentes processos denudacionais, a superfícies de descontinuidades as quais apresentam diversos valores associados, seja científico pelos registros das variações climáticas cenozoicas e de reativações tectônicas que representam sua evolução geomorfológica, seja cultural pelas atividades tradicionais ali desenvolvidas, ou estético, uma vez que dispõem de uma beleza cênica com potencial para a implantação de atividades geoturísticas voltadas ao desenvolvimento local. Materializou-se a inventariação qualitativa do patrimônio geomorfológico dos municípios supracitados com base na ficha de inventário de Aráujo (2021). Foram realizados trabalhos de campo e análises de gabinete para identificar e descrever os geossítios i) Pedra do Tendó; ii) Poço do Cafundó; iii) Pedra do Vento; iv) Pedra das Cajazeiras; v) Pico do Jabre; vi) Pedra do Cabloco; vii) Cachoeira do Ó; viii) Pedra da Ponte. Todos os sítios obtiveram na avaliação qualitativa da ficha de inventariação alto valor estético e científico, notabilizando sua importância para conservação. Os sítios que obtiveram maior grau de conhecimento científico foram a Pedra do Tendó, Pico do Jabre e a Pedra do Cabloco por serem locais de fácil acessibilidade e trabalhos acadêmicos. Destaca-se a importância de ampliar estudos no âmbito da geodiversidade para aprimorar e estabelecer planos de conservação e de turismo local nos municípios estudados, dando ênfase ao desenvolvimento sustentável sem degradar as geoformas dos sítios, ao qual são os principais atrativos para os turistas.