IMUNOEXPRESSÃO DE SYNDECAN-1, MMP-9 E NOGGIN EM LESÕES PRIMÁRIAS E RECIDIVANTES DE CERATOCISTOS ODONTOGÊNICOS E AMELOBLASTOMAS
Ceratocisto odontogênico. Ameloblastoma. Imuno-Histoquímica. Syndecan-1. Metaloproteinase de matriz 9. Noggin.
O ceratocisto odontogênico (CO) e o ameloblastoma (AMB) são lesões que se destacam devido ao comportamento biológico distinto, caracterizado por invasividade local e propensão à recorrência. Diversos estudos demonstram que aspectos clínico-patológicos e modalidades terapêuticas podem desempenhar papel na
recorrência, mas investigações atuais têm direcionado esforços para compreender os mecanismos patogênicos envolvidos no desenvolvimento destas condições. Nesse cenário, a análise de imunoperfis pode atuar como ferramenta complementar na identificação de fatores prognósticos e na predição de risco à recorrência. Dessa forma, este estudo tem por objetivo analisar a expressão imuno-histoquímica de Syndecan-1, MMP-9 e Noggin em casos de COs e AMBs, bem como relacionar a expressão desses marcadores com características clínicas, imaginológicas, histopatológicas e terapêuticas, a fim de identificar fatores associados à recorrência. Serão selecionados 60 espécimes teciduais, sendo 20 COs primários, 10 COs recidivantes, 20 AMBs primários e 10 AMBs recidivantes. Em seguida, ocorrerá a coleta dos dados clínico-imaginológicos, bem como análise morfológica descritiva. A análise da imunoexpressão será feita de forma semi-quantitativa, de modo que a marcação para Syndecan-1, MMP-9 e Noggin será analisada na porção citoplasmática e/ou membranar, conforme metodologia adaptada. Posteriormente, será realizada análise estatística descritiva e inferencial, a fim de se obter dados de frequências e possíveis associações entre as variáveis estudadas, de modo que serão considerados significativos os valores de p ≤ 0,05. Com isso, espera-se identificar o padrão de expressão de Syndecan-1, MMP-9 e Noggin em COs e AMBs. Além disso, busca-se relacionar a imunorreatividade com a natureza primária ou recidivante, além de associar a imunomarcação com características clínico-patológicas e terapêuticas, para assim, contribuir com novas informações que possam auxiliar no prognóstico e na compreensão do comportamento biológico de COs e AMBs, especialmente no que se refere aos fatores associados à recorrência.