BIOCOMPATIBILIDADE in vivo DE UMA NOVA FORMULAÇÃO DE CIMENTO PORTLAND ASSOCIADO AO NIÓBIO
Tecido Subcutâneo; Biomineralização; Reação em Cadeia da Polimerase
O presente estudo avalia o desempenho biológico do cimento F6, composto por cimento Portland, sulfato de cálcio e óxido de nióbio (Nb₂O₅), utilizando um modelo de implantação subcutânea em ratos Wistar. Tubos de polietileno contendo F6, hidróxido de cálcio (HC) e um tubo vazio (controle negativo) foram implantados no tecido subcutâneo dos animais no período de 7 e 30 dias. As amostras do tecido subcutâneo foram submetidas a análises por espectroscopia Raman, fluorescência de raios X (XRF), coloração por hematoxilina e eosina (HE), Von Kossa, microscopia de luz polarizada e reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR) para. A análise estatística foi realizada por meio dos testes de Kruskal–Wallis e Mann–Whitney, com nível de significância de 5%. Os resultados das análises por XRF para o grupo F6 evidenciaram acúmulo de cálcio na região adjacente ao implante e concentração localizada de Nb₂O₅, enquanto a espectroscopia Raman demonstrou bandas compatíveis com compostos cálcicos e matriz colagênica, sugerindo atividade bioativa. A análise histológica revelou menor intensidade inflamatória no grupo F6 aos 7 dias em comparação ao HC (p<0,05), com redução significativa da inflamação ao longo do tempo em todos os grupos (p<0,05). A microscopia de luz polarizada e a coloração de Von Kossa evidenciaram depósitos mineralizados nos grupos F6 e HC, ausentes no controle negativo. A análise por RT-PCR demonstrou aumento significativo da expressão de osteocalcina no grupo F6 em relação ao controle (p=0,045). Conclui-se que o cimento F6 apresenta comportamento biológico favorável, com adequada biocompatibilidade e potencial de indução de biomineralização, corroborado pelo aumento significativo da expressão de osteocalcina.