Avaliação imunoistoquímica de YAP, TEAD, MMP-7 e MMP-9 em lesões de células gigantes
Tumores de Células Gigantes; Granuloma de Células Gigantes; Via de Sinalização Hippo; Metaloproteinases da Matriz
As lesões de células gigantes (LCGs) constituem um grupo heterogêneo de entidades patológicas caracterizadas pela presença de células multinucleadas do tipo osteoclástico, incluindo a Lesão Central de Células Gigantes (LCCG) e o Tumor de Células Gigantes (TCG) dos ossos longos. Essas lesões, embora compartilhem semelhanças histopatológicas, diferem quanto ao comportamento biológico e às bases moleculares. A LCCG é uma lesão osteolítica benigna, não odontogênica, que acomete predominantemente indivíduos jovens e pode apresentar comportamento clínico variável, desde formas indolentes até apresentações localmente agressivas, com potencial de destruição óssea e recorrência, enquanto o TCG é considerado uma neoplasia benigna de comportamento localmente agressivo, com elevada taxa de recorrência, predominando em adultos jovens. A elucidação dos mecanismos moleculares envolvidos no comportamento dessas lesões é fundamental para o melhor entendimento de sua patogênese, destacando-se, nesse contexto, a via de sinalização Hippo, particularmente o eixo YAP/TEAD, reconhecida por modular a proliferação, a diferenciação celular, a apoptose e processos tumorigênicos. A ativação desse eixo também está associada à indução de mecanismos transcricionais relacionados à reorganização tecidual e à remodelação da matriz extracelular, processos nos quais as metaloproteinases da matriz, como MMP-7 e MMP-9, desempenham papel relevante, sugerindo possível associação com o comportamento biológico das LCGs. Assim, este estudo propõe investigar a imunoexpressão de YAP-1, TEAD1, MMP-7 e MMP-9 em LCCGs dos maxilares, classificadas como agressivas e não agressivas, bem como em TCGs dos ossos longos, por meio de análise semiquantitativa da localização celular e distribuição da imunomarcação, seguida de análise estatística descritiva e inferencial (p ≤ 0,05), visando correlacionar os achados moleculares com parâmetros clínico-patológicos e aprimorar a estratificação prognóstica e o direcionamento terapêutico.