Terapia fotodinâmica antimicrobiana no manejo de candidose oral em pacientes internados em UTI: Ensaio clínico controlado randomizado.
candidíase bucal; terapia fotodinâmica; unidade de terapia intensiva.
Pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) geralmente apresentam condições clínicas críticas e imunossupressão, tornando-se altamente suscetíveis a infecções oportunistas, como a candidose oral (CO). Essa infecção pode provocar desconforto local e contribuir para o agravamento do estado sistêmico do paciente. Embora existam opções farmacológicas estabelecidas para o tratamento da CO, o uso contínuo e muitas vezes empírico dessas medicações pode resultar em resistência microbiana e interações medicamentosas indesejadas, especialmente em pacientes polimedicados em ambiente hospitalar. Assim, há um crescente interesse por estratégias terapêuticas não farmacológicas, como a Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (TFDa), que utiliza laser de baixa potência associado a fotossensibilizadores para gerar Espécies Reativas de Oxigênio (ERO), para destruir de forma seletiva os microrganismos. Para isso, será conduzido um ensaio clínico controlado e randomizado com pacientes internados na UTI do Hospital Giselda Trigueiro (Natal-RN). Os participantes serão alocados aleatoriamente em dois grupos: o grupo controle, que receberá higiene bucal padronizada, nistatina tópica (100.000 u.i, de 8 em 8 horas, por 7 dias) e fluconazol sistêmico (150mg/dia), por via endovenosa por 5 dias; e o grupo experimental, que seguirá o mesmo protocolo de higiene bucal, fluconazol sistêmico e tratamento adjuvante com duas sessões de TFDa, utilizando azul de metileno 0.1% por 10 minutos como fotossensibilizador e posterior irradiação com laser de baixa potência no comprimento de onda vermelho (4 jaules por ponto nas área afetada) no dia da análise inicial e após 72 horas. Também será realizada análise citológica e posterior coloração PAS (Ácido Periódico de Schiff) para identificação da cândida, em três tempos (inicial, 72 horas e 7 dias) para confirmação do diagnóstico clínico e efetividade dos tratamentos. Espera-se que os achados deste estudo identifiquem alternativas terapêuticas eficazes para o manejo da candidose oral em pacientes críticos, contribuindo para a redução do uso indiscriminado de antifúngicos. Com isso, pretende-se minimizar potenciais interações medicamentosas, otimizar a segurança terapêutica e favorecer melhores desfechos clínicos nessa população altamente vulnerável.