Efeito de diferentes protocolos de tratamento de superfície na resistência de união ao reparo de resinas impressas 3d com resina composta: estudo in situ.
CAD/CAM. Resistência ao cisalhamento. Tratamento superficial. Microbiologia.
Objetivo: Avaliar o efeito de diferentes protocolos de tratamento de superfície e do envelhecimento in situ (IS) na resistência de união ao reparo em resinas impressas 3D com resina composta, bem como analisar a influência dos diferentes tratamentos de superfície nas características superficiais dos materiais restauradores. Materiais e métodos: 369 blocos (6 X 5 X 2,5mm) serão confeccionados, sendo 123 de cada material restaurador (Nanolab 3D/WILCOS (NL), Smile Crown Plus/BEGO (SC), TetricCAD/ IVOCLAR (TC). 270 amostras serão utilizadas para o teste de resistência de união ao cisalhamento, enquanto as demais serão utilizadas para análises complementares. Para o envelhecimento in situ, 45 amostras de cada material serão inseridas em próteses totais em uso durante 60 dias. As 135 amostras envelhecidas e 135 não envelhecidas serão divididas aleatoriamente em 3 grupos (n=15) conforme o tratamento de superfície a ser realizado: 1-Ponta diamantada + adesivo; 2- Jateamento com Al2O3 + adesivo; 3- Silicatização + silano + adesivo. Posteriormente, serão construídos, na superfície dos blocos, cilindros de resina composta (2,5 X 3mm). Assim, as 270 amostras serão submetidas à termociclagem (10.000 ciclos/ 5°-55°C). A resistência ao cisalhamento será testada em uma máquina universal de ensaios (INSTRON 3365, EUA) a uma velocidade de 1 mm/min. Após a fratura, todas amostras serão avaliadas em estereomicroscópio (Nikon SMZ800) para a análise de falhas. Amostras adicionais serão confeccionadas de cada material restaurador para as análises das superfícies tratadas em microscopia eletrônica de varredura (MEV) dos tratamentos superficiais (n=1) e avaliação da rugosidade superficial em perfilômetro óptico (CCI MP, Taylor Hobson, Inglaterra) (n=10). Os dados de resistência ao cisalhamento (Mpa) e análise de rugosidade superficial foram analisados estatitiscamente por ANOVA e teste de Tukey (5%). Para a análise de falhas e análise de superfície tratadas foram realizadas análises descritivas qualitativas. Resultados: ANOVA (3 fatores) revelou que os fatores “material restaurador” (p = 0,0013) e “envelhecimento in situ” (p < 0,0001) foram estatisticamente significativos, ao contrário do fator “tratamento de superfície” (p = 0,1391). O grupo SC JaAd (19,70 MPaᴬ) apresentou a maior resistência de união, sendo estatisticamente semelhante aos grupos TC CjSiAd (15,78 MPaᴬᴮ), NL PdAd (15,62 MPaᴬᴮ), SC CjSiAd (14,72 MPaᴬᴮᶜ) e SC JaAd-IS (14,66 MPaᴬᴮᶜ). Os menores valores foram observados nos grupos TC JaAd-IS (9,28 MPaᴰ) e NL PdAd-IS (9,29 MPaᴰ). A falha adesiva apresentou maior prevalência em todos os materiais restauradores (NL: 45%; SC: 34%; TC: 67%). A análise das superfícies tratadas (MEV) e da rugosidade revelou que os tratamentos com JaAd e CjSiAd promoveram maior alteração topográfica em SC, enquanto para NL e TC não houve diferenças estatísticas entre os protocolos. Conclusão: O envelhecimento in situ reduziu significativamente a resistência de união ao reparo nos grupos NL PdAd e TC CjSiAd. Para SC, JaAd e CjSiAd foram igualmente eficazes. A PdAd foi eficaz, confiável e mais acessível clinicamente para o material NL. Todos os tratamentos testados em TC apresentaram desempenho clinicamente aceitável. Os tratamentos de superfície modificaram a topografia e rugosidade das superfícies, sendo que JaAd e CjSiAd promoveram maior rugosidade na SC, enquanto NL e TC apresentaram valores semelhantes entre os protocolos. Os achados reforçam a importância de considerar as características específicas de cada substrato na escolha do protocolo de reparo para restaurações indiretas em resina CAD/CAM, a fim de otimizar a longevidade da interface adesiva.