Banca de QUALIFICAÇÃO: LAURO JEFERSON TARGINO DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LAURO JEFERSON TARGINO DA SILVA
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/hzh-bycj-qmr
TÍTULO:

Efeitos comportamentais e nas fibras nervosas periféricas de um nanoemulgel tópico de lidocaína a 5% + capsaicina 0,075¨% e em um modelo de neuropatia diabética.


PALAVRAS-CHAVES:

Neuropatia Diabética; Polineuropatia Diabética; Regeneração Nervosa; Capsaicina; Lidocaína


PÁGINAS: 60
RESUMO:

A manifestação mais comum da Neuropatia Diabética (ND), a Polineuropatia Simétrica Distal (PSD), é marcada pela perda gradual e progressiva da sensibilidade protetora, o que aumenta o risco de complicações do pé diabético, como úlceras e amputações. Inicialmente, essa condição se manifesta por alterações na percepção de estímulos térmicos e dolorosos nas extremidades inferiores. O diagnóstico está frequentemente associado ao aumento dos limiares de sensibilidade térmica nos testes de frio e calor, juntamente com a redução da densidade de fibras nervosas intraepidérmicas (A-delta e C) ao exame histológico. Este estudo tem como objetivo investigar se a aplicação tópica de um nanoemulgel de capsaicina e lidocaína pode restaurar a sensibilidade protetora e promover regeneração nervosa nas patas de ratos com diabetes tipo I. Foram utilizados ratos Wistar machos. O diabetes foi induzido pela administração de estreptozotocina na dose de 65 mg/kg, em dose única, pela via intraperitoneal. Os animais foram inicialmente divididos em dois grupos: animais saudáveis (sem diabetes) e animais diabéticos. Cada grupo foi posteriormente subdividido em três subgrupos: Controle/Excipientes: tratado com veículo; Controle/Formulação comercial: tratado com capsaicina comercial a 0,075%; Grupo experimental/ nanoemulgel FLC: tratado com nanoemulgel de Lidocaína 5% + Capsaicina 0,075%. Os tratamentos foram administrados topicamente na região plantar das patas, com aplicações três vezes ao dia, durante 15 dias. A sensibilidade protetora foi avaliada quantitativamente por meio do teste de Hot Plate a 47 °C. A análise da regeneração nervosa, por meio de biópsia de pele com imunomarcação para PGP 9.5, encontra-se em andamento. Os achados comportamentais no teste da placa quente, em animais saudáveis, demonstraram que o tratamento com nanoemulgel FLC não promoveu alteração da sensibilidade térmica em pele íntegra quando comparado ao grupo controle (p = 0,425). Nos animais diabéticos, na análise intragrupos (pré-tratamento vs. pós-tratamento), nenhum dos tratamentos foi capaz de reverter a hipoalgesia. No entanto, a Formulação comercial agravou a condição (p = 0,0313), enquanto o nanoemulgel FLC (p = 0,3125) e o grupo controle/ Excipientes (p = 1,000) não promoveram piora da hiposensibilidade. A análise intergrupos confirmou diferença significativa entre o nanoemulgel FLC e o creme comercial (controle positivo) (p = 0,0070). Não foi observada diferença significativa entre o nanoemulgel FLC e o grupo controle/ Excipientes. Os resultados parciais sugerem que, embora o nanoemulgel FLC não tenha sido capaz de restaurar a hipoalgesia diabética, apresentou perfil de segurança superior ao tratamento comercial, uma vez que não agravou a hipossensibilidade térmica. A conclusão definitiva sobre a eficácia terapêutica do nanoemulgel FLC dependerá dos resultados da análise da densidade de fibras nervosas intraepidérmicas (PGP 9.5), que complementarão os achados


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2374605 - AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
Interno - 2859541 - PEDRO PAULO DE ANDRADE SANTOS
Externo ao Programa - 1639820 - ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR - UFRN
Notícia cadastrada em: 06/02/2026 11:55
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