PLANEJAMENTO COLABORATIVO NA CADEIA DE SUPRIMENTOS: ESTRATÉGIAS PARA PREVISÃO E REABASTECIMENTO EFICIENTES
CPFR, supply chain, planejamento colaborativo, previsão de demanda, reabastecimento, redução de perdas.
O modelo Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR) consolidou-se como uma das principais estratégias colaborativas para aprimorar o planejamento, a previsão e o reabastecimento na cadeia de suprimentos. Apesar dos benefícios amplamente reconhecidos na literatura, como maior acuracidade das previsões, redução de estoques, minimização de rupturas e ganhos de eficiência operacional, sua implementação ainda enfrenta barreiras significativas relacionadas à maturidade colaborativa, à integração tecnológica, ao alinhamento interorganizacional e à qualidade do compartilhamento de informações. Nesse contexto, esta pesquisa tem como objetivo sistematizar os achados teóricos e práticos da literatura e estruturar um framework conceitual orientativo, capaz de apoiar a adoção efetiva do modelo, integrando fatores habilitadores, etapas do processo colaborativo e resultados estratégicos identificados em estudos recentes (2015–2025). Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada em publicações científicas selecionadas nas bases Scopus e Web of Science. A partir da análise sistemática da literatura, são discutidas as principais abordagens de implementação, bem como barreiras recorrentes, fatores habilitadores e lacunas teóricas, com ênfase no contexto do varejo alimentar. Complementarmente, são apresentados resultados preliminares de uma análise empírica descritiva, envolvendo uma amostra de 20 clientes regionais das Regiões Norte e Nordeste, com o objetivo de ilustrar a relação entre práticas de compartilhamento de dados e a adoção do CPFR. Como contribuição teórica, o estudo propõe um framework conceitual estruturado em três dimensões input, process e output, construído a partir do referencial teórico, que organiza elementos como interação entre parceiros, tecnologia da informação, governança do compartilhamento de dados, previsão colaborativa, monitoramento e análise de performance. No âmbito prático, os resultados preliminares reforçam que o compartilhamento de dados, embora necessário, não é suficiente para garantir a implementação do CPFR, evidenciando a importância de abordagens estruturadas e integradas para a consolidação da colaboração na cadeia de suprimentos. Dessa forma, o estudo contribui para o avanço do debate acadêmico e oferece subsídios gerenciais para a aplicação do CPFR no varejo alimentar.