ANALISE DO COMPORTAMENTO SOBRE IMPACTO DE COMPOSITOS DE FIBRA DE VIDRO-EPOXI ADITIVADOS COM AGENTE DE REPARO
poli-etileno-co-ácido-metacrílico (EMMA); fibra de vidro-epóxi; autorreparo
Os compósitos poliméricos de vidro-epóxi são amplamente reconhecidos por sua versatilidade, principalmente devido às suas propriedades mecânicas finais. Contudo, quando expostos a cargas, condições de serviço e fatores ambientais, podem desenvolver microtrincas que afetam essas propriedades. A literatura sugere que a adição de um termoplástico de autorreparo ativado termicamente, como o ácido poli-etileno-co-metacrílico (EMAA), pode ajudar a prolongar a vida útil desses laminados. É ponderável avaliar a substituição de materiais compósitos de fibra de vidro-epóxi com matriz termorrígida convencional pelo compósito com autorreparo, especialmente em condições nas quais ele apresenta desempenho prático superior. A influência do EMAA em laminados de prepreg vidro-epóxi foi analisada neste trabalho, investigando a resistência ao cisalhamento interlaminar (ILSS), a propagação de danos sob impacto de baixa velocidade (tipo queda de peso) e ILSS após impacto, comparando as propriedades mecânicas à 0 e 10% do agente de autorreparo. Os testes foram realizados conforme as normas ASTM D 2344M (2022) e ISO 14130 (1997) para ILSS e ASTM D 7136 (2020) para impacto de queda de peso. Os resultados experimentais indicaram que a resistência ao cisalhamento interlaminar das amostras com o autorreparo permaneceu praticamente inalterada, apresentando uma redução de apenas 3,6%, com uma resistência de (26,57 ± 0,37) MPa. Em relação aos dados do dano imposto, as amostras sem EMMA apresentaram uma significativa degradação das propriedades mecânicas, com uma redução de 52,4% na resistência ao cisalhamento após 20 impactos, além de uma considerável propagação do dano, atingindo uma área de delaminação de 1.495 mm². Em contrapartida, as amostras com o agente de autorreparo mantiveram melhor desempenho, com uma redução de apenas 26,2% na resistência ao cisalhamento, mesmo após múltiplos ciclos de impacto. A área de delaminação foi drasticamente menor, com valores de 309,16 mm² após o reparo. As análises de normalização da resistência residual evidenciaram que as amostras reparadas com EMMA mantiveram cerca de 77% da resistência original, enquanto as amostras sem o agente apresentaram uma degradação acentuada. Esses resultados confirmam que o EMMA é eficaz em limitar a propagação do dano e restaurar parte das propriedades mecânicas dos laminados de fibra de vidro.