Dissertações/Teses

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2018
Dissertações
1
  • THAISSA HAMANA DE MACEDO DANTAS
  • Avaliação da funcionalidade em mulheres com incontinência urinária

  • Orientador : DIEGO DE SOUSA DANTAS
  • Data: 02/03/2018
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  • Objetivo: Diante da ampla gama de questionários sobre qualidade de vida disponíveis, compreender o conteúdo dos mesmos auxilia na eleição do melhor e mais adequado instrumento para avaliação de mulheres com incontinência urinária. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) pode ser utilizada como um método padronizado de comparação desses instrumentos, fornecendo uma linguagem unificada para os conceitos e informações extraídas. Nesse sentido, objetivou-se realizar a ligação de quadro importantes questionários de avaliação da qualidade de vida de mulheres incontinentes - International Consultation on Incontinence Questionnaire (ICIQ-SF); King’s Health Questionnaire (KHQ); Incontinence Quality of Life Questionnaire (IQoL) e Bristol Female Urinary Tract Symptoms Questionnaire (BFLUTS) – com a CIF. Métodos: A ligação do conteúdo dos questionários e a CIF foi realizada utilizando a metodologia descrita por Cieza e colaboradores. Resultados: Os questionários contemplaram 48 categorias da Classificação, sendo 49% destas do componente Atividades e participação (d) e 36,8% de funções do corpo (b). Apenas o KHQ contemplou o componente Estruturas do corpo (s). Conclusão: As escalas possuem ligação com a CIF em níveis distintos, bem como características que ajudam na eleição do instrumento mais adequado aos objetivos propostos. O ICIQ-SF mostrou-se o mais limitado entre os instrumentos. O BFLUTS e o IQoL, por sua vez, apresentam maior cobertura da Classificação, porém os conceitos contidos em seus itens se ligam majoritariamente às funções do corpo, denotando uma visão pautada no modelo biomédico. O KHQ demonstrou maior afinidade com a CIF, com maioria dos conceitos ligados às categorias de atividades e participação, se aproximando mais efetivamente do modelo biopsicossocial no qual a Classificação se baseia.

2
  • FELIPE HEYLAN NOGUEIRA DE SOUZA
  • Efeitos da Dupla Tarefa em Variabilidades de Marchas em Idosos

  • Orientador : ENIO WALKER AZEVEDO CACHO
  • Data: 24/04/2018
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  • Objetivo: Investigar a deterioração da marcha em diferentes condições associadas ao planejamento cognitivo em idosos saudáveis. Métodos: Trate-se de um estudo transversal, do qual fizeram parte 17 idosas do sexo feminino, entre 60 e 75 anos (66,00 ±4,67). Os indivíduos foram descritos clinicamente por meio dos seguintes instrumentos: Índice de Marcha Dinâmica, Escala de Equilíbrio de Berg, Mine Exame do Estado Mental e a Prova Cognitiva de Leganés. O protocolo experimental constou em realizar as três tarefas cognitivas do Stroop test - Palavra (Pal), Cor (Co) e Palavra-Cor (Pal-Co) - em quatro condições de marcha: marcha em esteira (ME), marcha no solo sem perturbações (MS), marcha no solo com perturbações em linha reta (MSPR), e marcha no solo no oito (MS8). Cada tarefa foi executada três vezes, com duração de 20 segundos e intervalos de três minutos.  A ICM foi avaliada pelo índice de co-contração muscular (ICCm), número de passos (NP), cadência (Ca) e Velocidade (VL). O ICCm foi coletado por meio de eletrodos de superfície e um eletromiografo de 8 canais, juntamente com sensores de pressão na esteira ergométrica para a ME e sensores fixados em palmilhas na marcha em solo, que sincronizaram os ciclos da marcha (apoio e oscilação). Foi analisada a normalidade dos dados e utilizado o ANOVA one-way e correlação de Pearson por meio do software SPSS 2.0. Resultados: As tarefas cognitivas do Stroop test apresentaram uma deterioração no score final do teste, apresentando um efeito significativo da redução do número de Palavras e no número de Cores (p<0,05) em todas as condições quando comparadas a ME (Pal 33,78 ±6,31; Co 23,19 ±5,78) sobre MS (Pal 26,76 ±6,59; Co 16,84 ±5,55), MS8 (Pal 25,72 ±6,53; Co 15,17 ±5,76) e MSPR (Pal 22,94 ±7,22; Co 16,11 ±6,00), já para a Palavra-Cor houve efeito significativo na redução no número de itens (p<0,05) apenas quando comparadas as situações ME (13,58 ±3,16) com MSPR (9,88 ±3,50) e MS8 (9,84 ±3,50). Quando comparado o custo da tarefa Stroop nos passos e cadência das diferentes condições de marcha, foi observada uma mudança significativa na sua variabilidade de marcha do habitual para mais lenta (p<0,05), entretanto apenas as situações MS x MSPR e MSPR x MS8 não demonstraram haver essas diferenças (p>0,05), já a cadência não houve significância nas situações ME x Marcha Normal, MS x MSPR, MS8 x MS e MSPR (p>0,05). A análise de correlação revelou haver relação significativa e positiva entre passos e cadencia com a tarefa Stroop, apenas na situação de MS8 com número de Cores (r=0,549; p=0,022; r=0,561; p=0,019). Conclusão: Os achados sugerem que a tarefa cognitiva durante as variabilidades de marcha foram alteradas, sofrendo um impacto negativo a medida que a carga era aumentada, e que os padrões de variabilidade de marcha produziram medidas diferentes nos passos e cadência sendo maior visualizadas apenas entre as atividades com giro.

3
  • CAMILA VASCONCELOS DE ARRUDA OLIVEIRA
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    PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À PROBLEMA CRÔNICO DE COLUNA EM MULHERES: RESULTADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE

  • Orientador : GRASIELA NASCIMENTO CORREIA
  • Data: 15/06/2018
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  • O Problema Crônico de Coluna (PCC) é importante problema de saúde pública, econômico e social. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS -2013) estimaram 27,0 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade (18,5%) que referiram PCC, afetando mais mulheres que homens. Este trabalho tem o objetivo de identificar, entre as mulheres em idade fértil, os fatores associados ao PCC. Trata-se de um estudo transversal realizado com dados da PNS, em que a variável dependente analisada foi a prevalência de PCC, e os fatores associados incluíram itens sociodemográficos, hábitos de vida, histórico reprodutivo, estado nutricional, diagnóstico de depressão e percepção de saúde. Foram avaliadas 22.621 mulheres com idade entre 18 e 49 anos e dessas, 14,8% referiram ter PCC. Os fatores de risco para PCC foram: aumento da faixa etária; viver com cônjuge/companheiro; multiparidade; ser tabagista; ter sobrepeso ou obesidade, ter Circunferência da Cintura (CC) acima de 80cm e índice Circunferência/Estatura (C/E) acima de 0,5; autopercepção de saúde como ruim, muito ruim ou regular; e diagnóstico de depressão. O único fator de proteção para PCC foi escolaridade. Por meio dos resultado deste estudo pode-se concluir que a idade, viver com cônjuge/companheiro, tabagismo, multiparidade, sobrepeso e obesidade, risco aumentado para doenças cardiovasculares, diagnóstico de depressão e auto percepção de saúde negativa estão associados ao desenvolvimento de PCC em mulheres de idade fértil. 

4
  • GABRIELE NATANE DE MEDEIROS CIRNE
  • Efeito do treinamento físico associado à prática mental: um estudo simple-cego randomizado.

  • Orientador : ROBERTA DE OLIVEIRA CACHO
  • Data: 29/06/2018
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  • Introdução: A Prática Mental (PM) permite que o indivíduo execute tarefas repetidamente sem fadiga ou qualquer risco para a segurança. Estudos mostram a eficácia da PM em paciente com AVC melhorando a aprendizagem de habilidades motoras e desempenho. Objetivo: O estudo teve como objetivo investigar o efeito de um programa de PM associado a tarefa física (TF), avaliando o momento de inserção da prática durante a terapia, e estimando as funções motoras e de imaginação. Método: Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado simples cego que avaliou a eficácia da prática mental, conduzido em pacientes com diagnóstico de AVC crônico. Os pacientes foram aleatoriamente designados para os grupos: G1 (vídeo+PM+TF), G2 (vídeo+TF+PM) e G3 (vídeo+TF), sendo avaliados pela escala modificada de Ashworth, o protocolo de desempenho físico de Fugl-Meyer, Medida de Independência Funcional (MIF), Theory of Mind Inventory (ToM), pela Eletromiografia de superfície (EMGs), além da Action Research Arm test (ARAT) e Box and Block test (BBT). Resultados: Apenas 35 preencheram os critérios de elegibilidade, 21 aceitaram participar da pesquisa e foram inscritos para o estudo, mas só 10 finalizaram a pesquisa. Assim foi realizado um teste de variância entre os grupos, não mostrando resultado com significância estatística. Já em comparação entre os momentos de um mesmo grupo, houve resultado com significância estatística no G1 nas variáveis da Fugl Meyer: Mão e Membro superior total, MIF motora, mmebro acometido no ARAT e membro acometido no BBT. Conclusão: A Prática Mental associada ao treinamento físico é um protocolo eficaz. Nossos resultados ainda indicam uma possível indicação que a prática mental tem que ser realizada antes do treinamento físico.

5
  • WILDJA DE LIMA GOMES
  • AVALIAÇÃO CLÍNICO-FUNCIONAL E POSTUROGRÁFICA EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE DUPLA TAREFA EM NEUROGERIATRIA


  • Orientador : NUBIA MARIA FREIRE VIEIRA LIMA
  • Data: 19/07/2018
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  • Introdução: O processo de envelhecimento deflagra intensas mudanças fisiológicas que podem levar ao comprometimento das capacidades físicas e cognitivas em idosos e que tendem a diminuir a mobilidade e restringir as atividades diárias. A memória é uma das primeiras funções a regredir no envelhecimento, sendo notórias as dificuldades nas atividades que envolvem aspectos de evocação e reconhecimento visuoespacial em condições de dupla tarefa (DT). A interação entre o envelhecimento e os processos patológicos pode impactar profundamente na função cognitiva e física, como verificado nas condições de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), nas Demências e na Doença de Parkinson Idiopática (DP), as quais afetam preferencialmente os idosos. Objetivos: Descrever e analisar a interferência da tarefa cognitiva sobre controle postural estático através apresentar protocolo de avaliação de dupla tarefa cognitiva-motora; descrever e verificar a associação entre o desempenho de dupla tarefa, mobilidade e aspectos clínico-funcionais em idosos saudáveis, idosos com CCL e idosos com DP, comparando-os; verificar a percepção e preferências relacionadas à dupla tarefa em idosos saudáveis, idosos com CCL e idosos com DP, comparando-os. Métodos: O estudo apresenta desenho transversal e analítico, com amostra  não probabilística e por conveniência. Os participantes foram submetidos à avaliação clínico-funcional através 13 instrumentos de medida e avaliação do controle postural estático através da posturografia computadorizada com protocolo de avaliação composto por 16 condições, sendo 14 condições de dupla tarefa motora-cognitiva. Resultados: Foram avaliados 35 idosos, alocados em 3 grupos distintos: grupo de idosos saudáveis (n=15), grupo com Comprometimento Cognitivo Leve (n=9) e grupo com Doença de Parkinson (n=11). Para os testes de mobilidade, houve incremento temporal durante a execução de dupla tarefa motora e cognitiva para os três grupos em comparação aos testes simples. A DT motora na pista em 8 ocasionou maior tempo de execução para os três grupos. Em todas as condições de avaliação na posturografia os idosos com CCL exibiram menos acertos em relação aos demais grupos, especialmente para citação de meses com uso de música pop. Conclusões: O teste de mobilidade em pista em 8 associado ou não a dupla tarefa é útil como método avaliativo para idosos com ou sem disfunção neurológica com forte correlação do teste em 8 com os testes de sentar e levantar e Time Up and Go. A aplicação de protocolo de avaliação com uso de dupla tarefa motora-cognitiva permitiu a verificação da interferência da tarefa cognitiva sobre o controle postural, especialmente as tarefas de fluência verbal. O protocolo mostrou-se de fácil aplicação e entendimento pelos idosos, simples e exequível. A maioria do indivíduos consideraram que a DT foi de fácil execução e que a adição da música não dificultou o ortostatismo.

6
  • KARIME ANDRADE MESCOUTO
  • EFEITOS DA ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA EM VARIÁVEIS FÍSICAS E COMPORTAMENTAIS EM MULHERES COM FIBROMIALGIA – ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO RANDOMIZADO

  • Orientador : RODRIGO PEGADO DE ABREU FREITAS
  • Data: 25/07/2018
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  • Introdução: A Fibromialgia (FM) é uma síndrome caracterizada por dor
    crônica generalizada, fadiga, problemas cognitivo-comportamentais,
    distúrbios de humor e má qualidade de sono. Apesar da etiologia da FM ser
    desconhecida, estudos demonstram uma alteração a nível do Sistema
    Nervoso Central (SNC) nesses indivíduos, conhecida como Sensibilização
    Central, responsável principalmente pela hipersensibilidade dolorosa. A
    Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) é uma técnica não
    invasiva, segura, economicamente viável que modula a excitabilidade cortical
    e vem demonstrando efeitos positivos em indivíduos com FM. Porém, ainda
    não há um consenso sobre a metodologia ou local mais adequados e com
    maiores resultados para essa população. Objetivo: O objetivo deste estudo é
    investigar se o tratamento com 5 dias consecutivos de ETCC resulta em
    melhoria dos níveis de dor quando comparado a um tratamento placebo,
    além de melhores níveis de funcionalidade e de limiar e tolerância de dor à
    pressão, estado de humor através dos níveis de ansiedade, depressão e
    afetividade em mulheres com FM. Método: Trata-se de um estudo
    randomizado controlado onde 45 mulheres com FM que foram randomizadas
    em um de três grupos: grupo ETCC ativa no córtex motor primário (M1;
    n=15); córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL; n=15) e ETCC placebo
    (SHAM; n=15). Todas as variáveis foram coletadas 7 dias antes do
    tratamento (baseline), no 5º dia de tratamento, no 7º dia e 21º dia após o
    término do tratamento (1º e 2º follow-up). Somente as variáveis de limiar e
    tolerância de dor à pressão foram também reavaliadas no 1º dia de
    tratamento para análise do efeito imediato do ETCC. O tratamento foi
    realizado durante 5 dias consecutivos, com uma corrente constante de
    intensidade de 2mA durante 20 minutos. Resultados: Os resultados mostram
    que não houve significância estatística para diminuição da dor em nenhum
    dos grupos (p &gt; 0,05). Porém, houve uma melhora da funcionalidade com a
    diminuição de 15,1% do impacto da doença em grupo M1 (p = 0,003) e 8,7%
    em grupo CPFDL (p = 0,022). Também foi observada uma melhora no nível
    da ansiedade em grupo CPFDL (p &lt; 0,05) com manutenção dos efeitos até
    os períodos de follow-up. Não houve diferença estatística nas demais
    variáveis. Conclusão: Os resultados desse estudo sugerem que a aplicação
    da ETCC em áreas corticais M1 e CPFDL durante 5 dias consecutivos a uma
    intensidade de 2mA durante 20min oferece resultados significativos na
    funcionalidade e ansiedade em pacientes com FM com efeitos mantidos após
    o término do tratamento.

7
  • LEANDRO GONÇALVES CEZARINO
  • Estudo de Lesões Esportivas em um Centro de Formação de Atletas da Primeira Divisão do Futebol Brasileiro: Uma Abordagem Epidemiológica com Enfoque Prospectivo nas Lesões Musculares

  • Orientador : RODRIGO SCATTONE DA SILVA
  • Data: 27/07/2018
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    Introdução: Embora a prática do futebol de base seja amplamente difundida no Brasil, dados a respeito da incidência de lesões nessa população são limitados. As lesões musculares são as mais frequentes no futebol, representando cerca de 30% de todas as lesões. Embora o conhecimento científico sobre lesões musculares tenha se desenvolvido na última década, a prevalência dessas lesões tem aumentado. Poucos estudos sobre esta problemática foram dedicados a jogadores de futebol em formação, o que ressalta a necessidade de novas pesquisas. Objetivos: descrever a incidência de lesões em um time da elite do futebol brasileiro, durante a temporada de 2017; investigar a interação entre idade, lesão prévia, exposição a jogos e treinos, e desequilíbrios musculares na ocorrência de lesões musculares nessa população. Métodos: a incidência de lesões foi registrada como o número de lesões ocorridas, dividido pelo número de horas de exposição a jogos e treinos, multiplicado por 1.000. Os jogadores que sofreram lesão muscular sem contato compuseram o grupo lesionado (GL) e os jogadores que não sofreram lesões sem contato compuseram o grupo não-lesionado (GNL). Dados demográficos, antropométricos, histórico de lesões, exposição a jogos e treinos, e variáveis de força foram registrados e analisados. Além do cálculo do risco relativo, foram utilizados o teste t-independente, o qui-quadrado e um modelo de regressão logística multivariado para as análises estatísticas, considerando-se P<0,05. Resultados: foram documentadas 187 lesões em 122 jogadores (65,2%). A incidência geral de lesões foi de 1,86 a cada 1.000 horas de exposição, com uma taxa seis vezes maior em jogos comparada a treinos (P < 0,0001). Quarenta e cinco lesões musculares acometeram 34 jogadores: 16 (36%) de isquiotibiais; 12 (27%) de quadríceps; 14 (31%) de adutores; e 3 (6%) de panturrilha. O GL apresentou maior exposição a treinos [Diferença Média (DM) = 25,70 horas; Intervalo de Confiança (IC) 95% = 1,12, 50,27; P = 0,041] e maior exposição geral (jogos mais treinos) (DM = 32,97 horas; IC95% = 6,22, 59,73; P = 0,016) do que o GNL. Em relação ao tempo de prática no clube, o GL apresentou tempo significativamente menor em comparação com GNL (DM = - 6,57 meses; IC 95% = - 11,99, - 1,18, P = 0,017). Quanto à força muscular, o GL apresentou maior força excêntrica de quadríceps do que o GNL (DM = 3,29 N/kg.100; IC95% = 1,41; 5,17; P = 0,001) e a relação de força isquiotibiais: quadríceps (I:Q) foi significativamente mais baixa no GL em relação ao GNL (DM = -5,24; IC95% = -8,84, -1,65; P = 0,005. Lesão prévia de membro inferior aumentou significativamente a chance de lesão muscular (OR: 3,027, IC 95% = 1,133, 8,086). Conclusão: o risco de lesões foi maior durante jogos do que em treinos e os jogadores mais velhos (categoria sub-20) foram os mais propensos a se lesionarem. Lesões musculares foram as mais incidentes e atletas com histórico de lesão prévia de membros inferiores, valores mais baixos de relação I:Q e menos tempo de prática no clube, apresentaram maior risco de sofrerem lesões musculares. A interação de fatores de risco, tanto modificáveis como não modificáveis parece explicar melhor a ocorrência de lesões e este tipo de análise deve ser feito continuamente na tentativa de prevenir lesões em adolescentes.

8
  • GABRIELY AZEVÊDO GONÇALO SILVA
  • RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DO TESTE DE CAMINHADA INCREMENTAL E DE RESISTÊNCIA EM INDIVÍDUOS COM DPOC: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA.

  • Orientador : ILLIA NADINNE DANTAS FLORENTINO LIMA
  • Data: 31/07/2018
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  • RESUMO

    Introdução: Os Testes de Caminhada Incremental (TCI) e de Resistência (TCR) são uma alternativa na avaliação da capacidade funcional de indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mas as respostas fisiológicas produzidas por estes ainda são pouco conhecidas. Objetivo: produzir revisão sistemática para avaliar as respostas fisiológicas antes, durante e após os TCI e TCR, em indivíduos com DPOC. Método: As bases de pesquisas utilizadas para busca foram: Medical Literature Library of Medicine (Medline), Cumulative Index to Nursing and Allied Health (CINAHL), Cochrane Central Register of Controlled Trials (Central), Web of Science e Scopus. Os critérios de inclusão consistiram em: avaliação dos efeitos fisiológicos, participantes ≥18 anos, de ambos os gêneros e diagnosticados com DPOC, publicações em inglês e estudos observacionais ou de intervenção publicados em revistas indexadas. De 4.071 resumos identificados, 15 artigos foram incluídos. A qualidade dos estudos foi avaliada pela Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). Resultados: 73% (n=11) dos artigos apresentaram qualidade B e 27% (n=4), qualidade C. Foram avaliados 836 indivíduos com DPOC leve a severa. A maioria dos estudos realizou TCI (2 testes), e as principais respostas fisiológicas foram: a frequência cardíaca pré e pós TCI foi, respectivamente, 86±16 x 103±21 bpm, indicando diferença significativa em relação aos valores basais, a Pressão Arterial Sistólica (136±16 mmHg x 149±22 mmHg - teste 1; 134±19 mmHg x 149±18 mmHg - teste 2), Saturação Periférica de Oxigênio (SpO2) (95,1±1,8% x 86,5±4,8%), (95,6±1,6 x 90,7±5.2%), (95,7± 1,8% x 92,4± 6% - teste 1; 95,1± 1,9% x 91,8± 6% - teste 2) e  dispneia (1.1±0.9 x 4,6±2,1 - teste 1; 1,2±1,2 x 5,1±2,2 - teste 2). A Distância Percorrida (DP) avaliada em dois TCI foi 88.2±96.7 m - teste 1 e 102.3±100.4 m - teste 2, com aumento significativo de 14.1±8.4 m no segundo teste. O consumo máximo de oxigênio comparado entre TCI e TCR não apresentou diferenças (17,2±4,7 x 17,4±4,4 ml.kg_1.min_1) e (12,27±0,3 x 12,32±0,3 ml/min), assim como FC (127±14 x 130±15 bpm), SpO2 (88±5 x 88±5 %), dispneia (4,0±1,1 x 4,4±1,7) e fadiga (2,2± 2,2 x 3,0± 2,4). Um estudo avaliou DP no TCI: 338± 102 m e TCR: 384± 193 m; e velocidade (85,9 m/min x 73,4 m/min), mas não realizou comparações. Conclusões: Apenas 15 estudos atingiram os critérios de inclusão e, em sua maioria apresentaram moderada qualidade metodológica, sem grupos controles, randomização, ou cegamento dos pesquisadores, o que compromete a qualidade das pesquisas.  Os testes produzem respostas semelhantes, porém o conhecimento das respostas fisiológicas durante os testes é limitado, pois a maioria dos estudos incluídos não avaliam as variáveis pré, durante e após para um melhor efeito de comparação. O TCI é o teste mais utilizado quando comparado ao TCR e não há muitos estudos que comparem as respostas produzidas por estes, dificultando afirmações mais precisas relacionadas aos dois testes.

9
  • GALENO JAHNSSEN BEZERRA DE MENEZES FERREIRA
  • Estimulação transcraniana por corrente contínua melhora a qualidade de vida e a funcionalidade em pacientes com polineuropatia diabética: um ensaio piloto controlado randomizado duplo-cego.

  • Orientador : RODRIGO PEGADO DE ABREU FREITAS
  • Data: 31/07/2018
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  • Objetivo: A polineuropatia diabética é altamente prevalente entre adultos diabéticos e idosos, promovendo baixa capacidade física e qualidade de vida (QV). Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da ETCC anódica aplicada na área motora primária (M1) na QV, aptidão física e dor em pacientes com polineuropatia diabética.

    Sujeitos e métodos: Foi conduzido um ensaio clínico piloto, paralelo, randomizado, duplo-cego com vinte pacientes com polineuropatia diabética. Cinco sessões consecutivas de ETCC na montagem M1/Fp2 foram realizadas. O Short Form 36 Health Survey (SF-36) foi utilizado para avaliar o desfecho primário. Para os desfechos secundários foram usados o nível de aptidão física de acordo com a força muscular de membros inferiores e superiores, flexibilidade e nível de capacidade funcional submáximo. Todos os desfechos foram medidos em 3 momentos diferentes (antes, 1ª semana e 2ª semana).

    Resultados: As equações de estimativas generalizadas (GEE) mostraram efeitos principais significativos de tempo x grupo no escore total do SF-36 (x2 = 48,79; p <0,001) com diferença significativa entre o antes e 1ª semana (p = 0,001) e 2ª semana (p = 0,001). O escore do SF-36 mostrou diferença significativa entre os grupos apenas na segunda semana (p = 0,05). Saúde mental, saúde física, emocional, estado geral de saúde, função física e capacidade funcional apresentaram tempo de interação significativo x grupo com aumento no grupo ativo. Dor corporal diferem entre os grupos na 2ª semana (p = 0,001). O TUG e o TC6 mostraram melhora significativa apenas no grupo ativo (p = 0,0075; p = 0,0001, respectivamente, de acordo com ANOVA).
    Conclusões: Cinco sessões de ETCC anódica na área M1 melhoram a qualidade de vida e a funcionalidade em pacientes com polineuropatia diabética.

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  • SABRINA GABRIELLE GOMES FERNANDES
  • RELAÇÃO ENTRE O AUTORRELATO DE SAÚDE E O DESEMPENHO FÍSICO EM MULHERES DE MEIA-IDADE E IDOSAS RESIDENTES NA COMUNIDADE NO NORDESTE DO BRASIL.


  • Orientador : SAIONARA MARIA AIRES DA CAMARA
  • Data: 31/07/2018
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  • Introdução: O autorrelato de saúde (ARS) é uma das medidas de resultados mais utilizadas na epidemiologia social, pesquisas em saúde pública e prática clínica, e tem sido associado à morbidade e mortalidade em diferentes populações. As medidas de desempenho físico são amplamente determinadas por funções fisiológicas que tipicamente diminuem com a idade. Algumas evidências mostram que o ARS está associado a medidas objetivas de desempenho físico, porém, estudos que investigam a associação em populações de renda média e baixa são raros, principalmente para populações de meia-idade. Objetivo: Verificar a relação entre o ARS e as medidas de desempenho físico, através dos testes que avaliam força de membros superiores e inferiores, em mulheres de meia-idade e idosas de uma localidade de baixa renda do Brasil. Métodos:  Trata-se de um estudo transversal composto por 571 mulheres de meia-idade (40-59 anos) e idosas (60-80 anos) residentes dos municípios de Parnamirim e Santa Cruz, Rio Grande do Norte. As participantes que avaliaram o seu estado de saúde em “excelente”, “muito bom” ou “bom” foram alocadas no grupo “ARS bom”, e aquelas que relataram sua saúde como “mais ou menos” ou “ruim” compuseram o grupo “ARS ruim”. A avaliação do desempenho físico foi composta por 4 testes: força de preensão palmar, equilíbrio unipodal com olhos abertos e fechados e teste de sentar-levantar.  A relação entre o ARS e o desempenho físico para as mulheres de meia-idade e idosas foi avaliada por meio de regressão linear múltipla ajustada pelas covariáveis (idade, escolaridade, renda, IMC, atividade física, comorbidades, status menopausal e história reprodutiva). Resultados: Mulheres de meia-idade que reportaram um bom ARS apresentaram melhores médias de desempenho físico, como a força de preensão palmar (β= 1,927, p<0,001), melhor tempo no equilíbrio com olhos fechados (β= 1,339, p= 0,041) e foram mais rápidas no teste de sentar-levantar (β= -0,770, p= 0,003) quando comparadas com aquelas que reportaram sua saúde como “ruim”. Para o grupo de mulheres idosas não há associação entre as medidas de desempenho físico e o ARS. Conclusão: Esse estudou mostrou que o ARS é significativamente associado com as medidas objetivas de desempenho físico em uma amostra de mulheres de meia-idade de baixa renda, sendo, portanto, uma ferramenta útil para a avaliação da saúde física dessa população.

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  • DANIELLE CRISTINA GOMES
  • Vinculando conteúdo dos questionários de qualidade de vida para crianças com doença pulmonar obstrutiva crônica com a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

  • Orientador : SILVANA ALVES PEREIRA
  • Data: 03/08/2018
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  • Objetivos: Identificar os principais questionários de QVRS específicos para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica em Crianças traduzidos e validados para crianças brasileiras; e examinar como os conteúdos refletidos por esses instrumentos são representados nas categorias que compõem a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF). Métodos: Trata-se de um estudo metodológico desenvolvido em duas etapas. A primeira compreendeu uma revisão da literatura para identificação e seleção dos questionários e a segunda consistiu na vinculação dos conteúdos abordados pelos questionários à CIF. Para tal seguiu-se a metodologia amplamente utilizada de Cieza e Colaboradores, com identificação dos conteúdos significantes dos itens dos questionários e categorias correspondentes na CIF, por dois revisores independentes. Resultados: Foram identificados e analisados os seguintes instrumentos: Cystic Fibrosis Questionnaire (QFCpais6-13; QFC6-11), Pediatric Asthma Quality of Life (PAQLQ), as versões self e proxy do DISABKIDS ® - Cystic Fibrosis Module, e do Pediatric Quality of Life Asthma Module (PedsQL-Asthma). Os dados foram posteriormente apresentados em frequências absolutas e relativas. A concordância interexaminadores foi verificada por meio do coeficiente de Kappa. O produto dos estudos está apresentado em dois artigos científicos. Conclusão: A ligação do conteúdo dessas medidas avaliativas de qualidade de vida com a CIF evidenciou que todas estão vinculadas em diferentes níveis. Grande parte dos instrumentos apresenta um enfoque na função do corpo, destinando uma menor ou nenhuma frequência do seu conteúdo aos outros componentes de funcionalidade, apresentando assim, desvantagens em relação a uma avaliação biopsicossocial como propõe a CIF.

2017
Dissertações
1
  • EDSON MENESES DA SILVA FILHO
  • Modulação do córtex motor no tratamento das artralgias decorrentes da Chikungunya

  • Orientador : ENIO WALKER AZEVEDO CACHO
  • Data: 12/12/2017
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  • O vírus Chikungunya (CHIK) está fora de controle no Brasil com 170 mil casos no primeiro semestre de 2016. Mais de 60% dos pacientes apresentam artralgia recidivante e remitente com dor articular debilitante por anos. Não existem agentes terapêuticos específicos para tratar e reabilitar pessoas infectadas com CHIK. A dor persistente pode levar à incapacidade, exigindo tratamento farmacológico a longo prazo. Os avanços nos tratamentos não farmacológicos são necessários para promover o alívio da dor e restaurar a funcionalidade sem efeitos colaterais. Aqui, demonstramos que a Estimulação Transcraniana com Corrente Contínua anódica (ETCC) sobre o córtex motor primário pode reduzir significativamente a dor na fase crônica da CHIK. A ETCC pode ser uma ferramenta eficaz, barata e atraente para áreas que não possuem recursos com um grande número de pacientes com dor crônica persistente gerada pela CHIK.

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