Projeto Pedagógico do Curso

De acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura (2010), o curso de Engenharia Mecatrônica deve seguir os referenciais do curso de Engenharia de Controle e Automação. O perfil do egresso sugerido nos Referenciais Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura é:

 O Bacharel em Engenharia de Controle e Automação ou Engenheiro de Controle e Automação atua no desenvolvimento e integração de processos, sistemas, equipamentos e dispositivos de controle e automação. Em sua atividade, otimiza, projeta, instala, mantém e opera sistemas de controle e automação de processos, de manufatura e acionamento de máquinas; de medição e instrumentação eletroeletrônica, de redes industriais e de aquisição de dados. Integra recursos físicos e lógicos, especificando e aplicando programas, materiais, componentes, dispositivos, equipamentos eletroeletrônicos e eletromecânicos utilizados na automação industrial, comercial e predial. Coordena e supervisiona equipes de trabalho; realiza pesquisa científica e tecnológica e estudos de viabilidade técnico-econômica; executa e fiscaliza obras e serviços técnicos; efetua vistorias, perícias e avaliações, emitindo laudos e pareceres. Em sua atuação, considera a ética, a segurança e os impactos sócio-ambientais.

 Os ambientes de atuação do egresso sugerido nos Referenciais Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura é: 

 O Engenheiro de Controle e Automação atua em empresas e indústrias que utilizam sistemas automatizados; em indústrias de máquinas, equipamentos e dispositivos de controle e automação industrial, comercial e predial; em concessionárias de energia, automatizando os setores de geração, transmissão e distribuição de energia; em empresas e laboratórios de pesquisa científica e tecnológica. Também pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria.

 O Engenheiro Mecatrônico deve estar apto a raciocinar em termos da integração de dispositivos, componentes, softwares e algoritmos que convertam o resultado do processamento de tais informações em uma ação automatizada. Para tanto, o mesmo precisa ter uma sólida formação técnico científica e multidisciplinar, que o capacite a absorver e desenvolver novas tecnologias, conceber, implementar e realizar manutenções em sistemas automatizados das mais diversas naturezas. 

 Para tanto, a formação em Engenharia Mecatrônica deve propiciar aos seus alunos: 

 · uma boa formação básica nos fundamentos científicos relevantes das ciências exatas e naturais (principalmente física e matemática) e nos conhecimentos tradicionais associados à formação básica em engenharia;

· uma formação profissionalizante geral que envolve além dos conteúdos fundamentais de controle e automação, alguns aspectos da eletrônica, eletricidade, computação e mecânica e Industria 4.0;

· uma formação profissionalizante específica nos aspectos ligados à mecatrônica (tais com: sistemas embarcados, automação da manufatura, sistemas de controle, informática industrial e robótica) e à aplicação da mecatrônica em vários problemas da engenharia;

· capacitar através de práticas laboratoriais e conteúdos técnicos-científicos teóricos os alunos para atuação e participação na chamada quarta revolução industrial que está em plena expansão e desenvolvimento ao redor do mundo;

· conhecimento das demandas industriais regionais através de participação maciça dos nossos alunos durante a realização do estágio supervisionado, visitas técnicas e parcerias entre a universidade e a indústria.

 O perfil profissional do Engenheiro Mecatrônico egresso da UFRN é o de um profissional apto à concepção, projeto, implantação, operação e manutenção de quaisquer equipamentos e sistemas automáticos, desde mecanismos inteligentes, passando pelo controle de plantas industriais até unidades fabris automatizadas.  

 Neste contexto, procurar-se-á reforçar nos alunos a vocação para o empreendedorismo e a capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares, de maneira a formar profissionais capazes de fomentar empresas ancoradas em produtos que agreguem valor pela incorporação de alta tecnologia.

De acordo com a Resolução CNE/CES 11/2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia:  

  A formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais: 

                        I.         Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à Engenharia; 

                        II.        Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;

                       III.        Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

                     IV.        Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia;

                      V.         Identificar, formular e resolver problemas de Engenharia;

                     VI.        Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;

                    VII.        Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;

                   VIII.         Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;

                      IX.         Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;

                       X.        Atuar em equipes multidisciplinares;

                      XI.         Compreender e aplicar a ética e a responsabilidade profissionais;

                     XII.        Avaliar o impacto das atividades da Engenharia no contexto social e ambiental;

                    XIII.        Avaliar a viabilidade econômica de projetos de Engenharia;

                  XIV.        Assumir a postura de permanente busca de atualização profissional. 

 O Engenheiro Mecatrônico a ser formado pela UFRN deve ser capaz de fornecer respostas às necessidades da engenharia que podem ser atendidas com o auxílio de mecanismos e sistemas automáticos. Quanto às competências profissionais específicas pode-se citar: 

 1. Ter a concepção de projeto, implantação, operação e manutenção de métodos de controle e automação com base em sistemas contínuos e discretos implementando e fomentando tecnologias voltadas para a Industria 4.0;

2. Ter a concepção de projeto, implantação, operação e manutenção de processos para controle e automação;

3. Saber fazer instalações de equipamentos, dispositivos e componentes mecânicos, elétricos, eletrônicos, magnéticos e ópticos relacionados a controle e automação;

4. Ter a concepção de projeto, implantação, operação e manutenção de sistemas de manufatura moderna orientada por FMS (Flexible Manufacturing System) e pelo sistema CIM (Computer Integrated Manufacturing);

5. Fazer a integração inteligente entre processos de projeto e de manufatura;

6. Saber realizar a comunicação segura, rápida e confiável entre sistemas computacionais;

7. Ter a concepção de projeto de produtos com base na utilização de equipamentos de comando numérico;

8. Ter domínio sobre: automação, controle e monitoração de máquinas e produtos de operação autônoma;

9. Ter domínio sobre: planejamento, programação, gerenciamento, controle da produção e desenvolvimento de produtos, sistemas, métodos e processos computacionais da Engenharia Mecatrônica;

10. Ter a concepção de projeto, implantação, operação e manutenção de sistemas, processos e produtos complexos.

O curso de Engenharia Mecatrônica oferece aos alunos a possibilidade de pôr em prática os conhecimentos adquiridos nas aulas teóricas através de aulas práticas em laboratórios especializados, projetos de pesquisa, visitas técnicas guiadas em industrias da região, monitoria e projetos de extensão, enfatizando desse modo a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão como ferramenta de aprendizado. 

Atualmente a participação dos alunos do curso em empresas encubadas vem sendo incentivada através da divulgação de oportunidades e também de forma transversal a partir de alguns componentes curriculares com viés empreendedor como é o caso do Projeto Integrado de Mecatrônica (MCA0004).

Outra ação notoriamente comprovada que estimula a ação discente na relação existente entre a teoria e a prática é a chamada visita técnica realizada nas indústrias locais e regionais. Tal oportunidade consegue expandir os conhecimentos dos alunos onde os laboratórios de aula práticas não alcançam em virtude da falta de infraestrutura e do grau de automação.

No curso de Engenharia Mecatrônica da UFRN, os componentes curriculares eletivos podem contabilizar um limite máximo de até 120 (cento e vinte) horas dos componentes curriculares optativos. 

O aluno dispõe de acessibilidade digital e uma excelente ferramenta de comunicação entre o docente e o discente através das turmas virtuais criadas pelo SIGAA. Na turma virtual, criada para cada disciplina matriculada, o discente tem acesso a todo conteúdo programado para aquela componente, como também, o programa da disciplina contendo as datas das avaliações, conteúdo, metodologia de aula, bibliografia sugerida. É possível também acompanhar notícias e avisos relativos a disciplina além de acompanhar a quantidade de faltas e as notas das avaliações.

Esta ferramenta digital fornece uma sala de bate papo, compartilhada pelo docente e os demais alunos matriculados na disciplina, com isso, as barreias da comunicação interpessoal são diminuídas.

Sempre que necessário, o docente utiliza ferramentas para melhorar e garantir a acessibilidade dos alunos como, por exemplo, utilização de textos em Braille, textos com letras ampliadas para quem tem baixa visão, uso do computador com leitor de tela, acompanhamento do ensino e aprendizado de forma mais específica (de acordo com as orientações psicopedagógicas para cada caso). Além da acessibilidade comunicacional e digital, todas as salas e ambientes (laboratórios, banheiros e demais dependências dos espaços de ensino-aprendizado) são dotados de acessibilidade física.

Em se tratando da educação das Relações Étnico-raciais, o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena (de acordo com a Resolução CNE/CP nº 01 de 17/06/2004) e Direitos Humanos serão oferecidos aos discentes através das disciplinas optativas DAN0022 - Antropologia e o Estudo das Relações Étnico-Raciais e DAN0024 Direitos Humanos, Diversidade Cultural e Relações Étnico-Raciais, assim como, de modo transversal, através dos eventos sobre esta temática organizados na UFRN.

A formação em Língua Brasileira de Sinais, (Dec. nº 5.626/2005), será oportunizada aos discentes através da disciplina optativa LET0568 - Língua Brasileira de Sinais – Libras.

A formação em políticas de educação ambiental (Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 e Decreto Nº 4.281 de 25 de junho de 2002) será oferecida aos discentes através da disciplina obrigatória ECT2306 – Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, assim como, de modo transversal, através dos eventos sobre esta temática organizados na UFRN.

 

OFERTA DAS DISCIPLINAS

 É adotado o seguinte procedimento de oferta de disciplinas: 

 · Concentração em um turno - as disciplinas obrigatórias correspondentes a um mesmo nível do curso de Engenharia Mecatrônica serão oferecidas em um mesmo turno.

· Turnos alternados por níveis - a oferta de disciplinas das turmas dos níveis ímpares (1º período, 3º período, etc.) será concentrada em um turno (por exemplo, o vespertino) e das turmas dos níveis pares (2º período, 4º período, etc.) no outro turno (por exemplo, o matutino).

 Com isso, a ocupação do espaço físico nos setores de aula é melhorada e dá-se ao aluno reprovado a possibilidade de se nivelar no período seguinte, pois não há choque de horários entre as disciplinas obrigatórias de um nível e as dos níveis anterior ou seguinte. Este procedimento pretende contribuir para a redução da evasão no curso. 

 

OFERTA DAS DISCIPLINAS OPTATIVAS

 Os componentes curriculares optativos são o conjunto formado pelos componentes curriculares do núcleo de conteúdos específicos, a serem escolhidos dentre um conjunto de opções ofertadas, versando sobre conteúdos diversos de Mecatrônica que permitirão ao discente personalizar a sua formação de acordo com seu próprio perfil e preferências. O discente deve, obrigatoriamente, integralizar ao seu currículo um mínimo de 465 (quatrocentas e sessenta e cinco) horas correspondentes a componentes deste conjunto, não havendo um limite máximo.

Os componentes curriculares optativos permitem uma flexibilização do curso de modo a atender as especificidades e necessidades de cada discente. Como o curso de Engenharia Mecatrônica está contido no universo das engenharias Mecânica, Elétrica e de Computação, a gama de optativas também passam por essas áreas temáticas permitindo que os alunos escolham em qual ou quais campos deseja se aprofundar, aumentando dessa forma a autonomia do discente.

Esses componentes curriculares deverão ser oferecidos após consulta prévia feita aos alunos, de forma a tentar disponibilizar as disciplinas para as quais haja maior interesse e/ou necessidade. Essa consulta deverá ser realizada no semestre anterior ao oferecimento das referidas disciplinas. A proposta final de disciplinas optativas a serem disponibilizadas a cada semestre deverá ser elaborada pela Coordenação e levará em conta a disponibilidade de professores nos Departamentos. A oferta das disciplinas optativas será feita de forma a minimizar as coincidências de horários. 

O Colegiado do curso, a partir da análise das disciplinas optativas que são oferecidas com mais regularidade e que têm maior procura, poderá elaborar um calendário plurianual de oferecimento, a ser seguido pela Coordenação na elaboração da proposta de oferta de disciplinas a cada período letivo. 

Este Projeto Pedagógico propõe uma flexibilidade curricular importante, visto que o aluno tem uma quantidade de horas mínima de componentes optativos de livre escolha. Esta flexibilidade pode levar os alunos, no entanto, a tentar cursar um número muito grande de disciplinas optativas em um mesmo semestre com o objetivo de concluir mais rapidamente o curso. Este comportamento pode acarretar diversos prejuízos tanto aos estudantes, que não têm, em geral, condições de acompanhar um número tão grande de disciplinas, quanto ao funcionamento do curso, pois pode resultar em um grande número de trancamentos de disciplinas. 

Por esta razão, a carga horária de cada período foi distribuída com o intuito de torna-la mais equânime, propiciando que o aluno já comece a cursar componentes optativos a partir do segundo período do segundo ciclo.

O elenco de componentes curriculares optativos é o que garante ao curso a capacidade de flexibilização curricular, que é fundamental nas áreas tecnológicas. Novos componentes optativos podem ser criados, bem como alguns dos inicialmente previstos podem deixar de ser oferecidos, temporária ou definitivamente, caso não haja mais interesse por parte dos discentes ou disponibilidade por parte dos docentes. Desta forma, espera-se que este conjunto de componentes evolua ao longo do tempo.

 

 INTEGRAÇÃO ENTRE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

 Experiências de integração entre graduação e pós-graduação existem em diversas Instituições de Ensino e Pesquisa e em diversos Departamentos da UFRN e têm demonstrado bons resultados há bastante tempo. Isto se dá, principalmente, porque professores ministram disciplinas e orientam alunos nos dois níveis de formação e trabalhos de pesquisa contam com alunos de graduação realizando atividades em estreita colaboração com alunos de mestrado e doutorado. 

Um dos objetivos apresentados neste projeto é a integração entre a graduação e a pós-graduação. Para facilitar esta integração será permitido ao discente aproveitar como componentes curriculares optativos as disciplinas cursadas como aluno especial nos programas de Pós-Graduação em Engenharia Mecatrônica, Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e de Computação, ou de Pós-Graduação de Engenharia Mecânica da UFRN. Observa-se que para poder cursar disciplinas de pós-graduação como aluno especial, o discente precisa ter título de graduação, que é o caso dos alunos oriundos do Bacharelado em Ciência e Tecnologia.

Neste Projeto Pedagógico pretende-se incentivar esta integração, com o objetivo de permitir aos alunos de graduação a experiência de aprendizado dos conteúdos mais aprofundados ministrados nas disciplinas dos cursos de pós-graduação stricto sensu e reduzir o tempo de titulação daqueles que pretendem ingressar no mestrado após a conclusão do curso de graduação. Desse modo, os alunos do curso de graduação poderiam cursar até 4 (quatro) disciplinas de pós-graduação com um limite de no máximo 2 (duas) por semestre. Atualmente, este mecanismo de integração ocorre principalmente, com o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecatrônica (PEM) da UFRN.

O aproveitamento das disciplinas cursadas nos programas de Pós-Graduação será realizado através das atividades integradoras de formação Estudos Avançados em Engenharia Mecatrônica I, II, III e IV, (MCA0005, MCA0006, MCA0007, MCA0008) cada uma com carga horária de 90 horas.  Para cada disciplina de pós-graduação em que o aluno for aprovado, a Coordenação integralizará ao seu currículo uma atividade de estudos avançados, com a condição de que a disciplina cursada seja oferecida para alunos de cursos de pós-graduação stricto sensu

 

 PROJETOS DE PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO

 Atualmente vários projetos de iniciação científica, ensino e extensão são desenvolvidos para os alunos do curso de Engenharia Mecatrônica, dentre eles destacam-se:

· Futebol e Robôs - Projeto de pesquisa multidisciplinar cujo objetivo é o desenvolvimento de robôs móveis autônomos para competição de futebol. Esse projeto já ganhou várias competições nacionais ao longo de mais de 15 anos de existência. Vários alunos de Mecatrônica participam ou já participaram desse projeto de Iniciação Científica (IC) e Iniciação de Tecnologia (IT).

· Projeto Ortholeg – Também é um projeto de IC/IT destinado ao desenvolvimento e aprimoramento e exoesqueletos robóticos. Conceitos de robótica, biomecânica, eletrônica e processos de fabricação são utilizados neste projeto que absorve alunos de diversos cursos da área tecnológica, incluído os de Mecatrônica.

· Mostra de Profissões: Projeto de Extensão destinado a apresentação e perfil profissional do curso de Engenharia Mecatrônica onde os alunos e os docentes interagem com estudantes secundaristas proferindo palestras sobre a profissão e o curso.

· Semana de Engenharia Mecatrônica – Projeto e extensão tipo evento, com periodicidade anual, realizado pelos alunos do curso juntamente com vários docentes, destinado a divulgação e propagação da Engenharia Mecatrônica e seus avanços e demandas tecnológicas no contexto da Indústria 4.0.

· Robótica como Agente Incentivador da Vocação Científica e Tecnológica de Jovens Mulheres – Este projeto de extensão visa incentivar e divulgar os cursos da área tecnológica, incluindo mecatrônica, nas escolas de ensino médio através da robótica.

·  Monitoria – Alguns alunos de mecatrônica atuam em monitoria de disciplinas do curso onde há necessidade dessa ferramenta de auxílio aos estudantes.

 Além disso, vários outros projetos de IC/IT, extensão e ensino envolvendo controle de processos industriais, instrumentação e sistemas embarcados são realizados envolvendo professores e alunos ligados ao curso de Engenharia Mecatrônica.

Tais projetos permitem que os alunos utilizem outras modalidades de aprendizado, permitindo que os mesmos possam desenvolver habilidades de trabalho em grupo, trabalhos multidisciplinares, maior interação entre o aluno e o docente. Também é fortalecida a troca de experiências entre a comunidade acadêmica do curso de Engenharia Mecatrônica e a indústria, juntamente com a sociedade.

 

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

 As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia instituem: 

 Art. 7. A formação do engenheiro incluirá, como etapa integrante da graduação, estágios curriculares obrigatórios sob supervisão direta da instituição de ensino, através de relatórios técnicos e acompanhamento individualizado durante o período de realização da atividade. A carga horária mínima do estágio curricular deverá atingir 160 (cento e sessenta) horas.

 Conforme define o Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN: 

 Art. 77. O estágio pode ser realizado em duas modalidades: 

I - Estágio curricular obrigatório, definido como tal no projeto pedagógico do curso, constituindo-se componente curricular indispensável para integralização curricular;

II - Estágio curricular não obrigatório, previsto no projeto pedagógico do curso no âmbito dos componentes curriculares que integralizam a carga horária optativa ou complementar.

 De acordo com a Legislação Federal de Estágio (Lei 11788): 

 Art. 2°. O estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório, conforme determinação das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso

§1° Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.

§2°Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.

 Assim, o estágio curricular obrigatório é uma atividade que visa permitir ao aluno vivenciar, enquanto ainda não formado, situações de atuação profissional reais no mercado de trabalho. O mesmo é um componente indispensável para integralização curricular e deverá incluir 160 (cento e sessenta) horas de atividades, realizadas de forma contínua em um período letivo e em um ambiente profissional com atividades ligadas à Engenharia Mecatrônica. Só poderá ser considerado estágio curricular obrigatório com vistas à realização da atividade obrigatória o estágio realizado de acordo com as regras previstas no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN e na lei de estágio.  

O estágio curricular não obrigatório, também é realizado de acordo com as regras previstas no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN e ter duração mínima de 100 (cem) horas. O mesmo será integralizado a carga horária das atividades complementares e deve ser desenvolvido na área de formação do discente. 

Tanto o estágio obrigatório como o estágio não obrigatório deverão ser realizados de acordo com as regras previstas no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN e na Lei de Estágio (Lei 11.788, de 25 de Setembro de 2008), assim como em resolução específica, aprovada no Colegiado do curso de Engenharia Mecatrônica.

No curso de Engenharia Mecatrônica a orientação do estágio é realizada de forma individual. No fim do estágio é realizada a avaliação do mesmo por parte do professor orientador e do supervisor através de um relatório de estágio.

Será instituída uma coordenação de estágios para facilitar o acesso dos alunos às oportunidades de realização do Estágio Supervisionado em empresas. A coordenação de estágio será feita por um professor de cada departamento, com mandato de dois anos.

 

 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

 Conforme define o Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN: 

 Art. 84. O trabalho de conclusão de curso corresponde a uma produção acadêmica que sintetiza os conhecimentos e habilidades construídos durante o curso de graduação e tem sua regulamentação feita em cada colegiado de curso.

 Art. 86. É facultada aos cursos, na elaboração dos projetos pedagógicos, a previsão de contabilização de carga horária discente e docente para o trabalho de conclusão de curso.

 O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Engenharia Mecatrônica é uma atividade acadêmica indispensável para integralização curricular haja vista que nesta atividade o aluno tem a oportunidade de demonstrar todo o conhecimento adquirido ao longo do curso no desenvolvimento de um trabalho tecnológico ou científico com ênfase em automação e controle ou no desenvolvimento de sistemas mecatrônicos. O curso de Engenharia Mecatrônica entende que o TCC é um projeto na área de formação do discente, integrando com conteúdos multidisciplinares, e com carga horária de 60 (sessenta) horas, o qual só poderá ser realizado após a integralização de pelo menos o oitavo período do curso. O TCC é produzido no formato de monografia, sendo realizado individualmente pelo discente.

Os procedimentos para a realização do TCC estão detalhados no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN, assim como em resolução específica, aprovada no Colegiado do curso de Engenharia Mecatrônica.

O acompanhamento do estágio é feito pelo professor orientador escolhido pelo próprio discente. O orientador do TCC ao final da conclusão do trabalho convoca uma banca examinadora para avaliar o trabalho e emite um parecer aprovando ou não o TCC.

Todos os trabalhos gerados são disponibilizados no repositório institucional para consulta pública acessível pela internet.

 

COMPONENTES CURRICULARES COMPLEMENTARES

 Os componentes curriculares complementares objetivam permitir ao discente do curso de Engenharia Mecatrônica exercitar-se no mundo acadêmico, experimentando e vivenciando as oportunidades oferecidas através das áreas de ensino, pesquisa e extensão. 

A carga horária a ser cumprida exclusivamente através de componentes curriculares complementares para os discentes do curso de Engenharia Mecatrônica será de 190 (cento e noventa) horas, o que corresponde a mais de 5% (cinco por cento) da carga horária total da estrutura curricular.

Cada componente curricular complementar possui um limite de carga horária máximo total e um limite máximo por período letivo. As atividades acadêmicas que poderão ser validadas com atividades complementares válidas, assim como seus limites e seus procedimentos de validação, foram estabelecidas em resolução específica, aprovada no Colegiado do curso de Engenharia Mecatrônica anexada neste projeto pedagógico.

 Poderão ser consideradas como atividades complementares, atividades acadêmicas tais como:

 · Atividades de extensão, monitoria, iniciação à docência, iniciação tecnológica, ou iniciação científica, executadas como bolsista ou como voluntário;

· Atividades de apoio técnico ou estágio não obrigatório;

· Participação como autor ou coautor de publicações de resumos ou artigos em anais de congresso ou periódicos científicos de âmbito nacional ou internacional;

· Participação como ouvinte em evento científico, técnico ou acadêmico na área de Engenharia Mecatrônica ou áreas correlatas;

· Participação como apresentador ou palestrante em evento científico, técnico ou acadêmico na área de Engenharia Mecatrônica ou áreas correlatas;

· Organização de evento científico, técnico ou acadêmico na área de Engenharia Mecatrônica ou áreas correlatas;

· Participação, como representante discente eleito, em reunião de órgãos colegiados da UFRN ou órgãos de representação estudantil;

· Participação como ouvinte em defesa de trabalho de conclusão de curso, defesa de Mestrado ou Doutorado com tema na área de Engenharia Mecatrônica ou áreas correlatas;

· Participação em competições científicas, técnicas ou esportivas nacionais ou regionais como representante da UFRN;

· Participação em empresa júnior ou empresa incubada.

 O incentivo para elaboração e execução dos projetos de extensão por parte do curso de Engenharia Mecatrônica vêm sendo ampliado cada vez mais em consonância com as políticas internas da instituição visando à melhoria na formação dos alunos.

O Colegiado do curso poderá acrescentar ou excluir componentes curriculares complementares, bem como alterar os limites e as cargas horárias associadas a cada componente. Caberá ao colegiado do curso e subsidiariamente à Coordenação do curso, nos casos omissos e no que diz respeito aos procedimentos administrativos, editar normas sobre o aproveitamento dos componentes curriculares complementares.  

Toda as atividades complementares estão contidas com mais detalhe na resolução própria aprovada pelo colegiado do curso (em anexo neste documento).

A avaliação do Projeto Pedagógico compreende o acompanhamento e a gestão da execução do projeto. A avaliação será executada a partir das seguintes ações: 

 1. Criação de uma comissão avaliadora, com mandato de 1 (um) ano a ser escolhida no Colegiado do curso, para acompanhar os resultados advindos da execução do Projeto Pedagógico;

2. Reuniões semestrais entre professores que lecionarão as disciplinas do curso em áreas afins, para discussão sobre as metodologias, ferramentas de aprendizado que serão utilizadas, de modo a formar um conjunto consistente, além de alterá-las quando necessário;

3. Reuniões entre o Coordenador, o Vice Coordenador, professores e representantes dos alunos ao final dos semestres para avaliar a eficácia do Projeto Pedagógico e detectar possíveis ajustes que sejam necessários.

4. Revisão geral deste Projeto Pedagógico após 5 (cinco) anos da sua implantação, sem prejuízo de ajustes pontuais que podem ser realizados a qualquer momento pelo Colegiado para correção de imperfeições detectadas.

 A partir da implantação deste Projeto Pedagógico, algumas iniciativas serão conduzidas pela Coordenação para contribuir com um melhor funcionamento do curso como, por exemplo, criar a coordenação de estágio, destinar professores como orientadores acadêmicos (já citado na seção 7) para cada discente matriculado no curso  e manter de forma permanente  um diálogo com o Núcleo Docente Estruturante buscando a melhoria do curso. 

Será instituída uma coordenação de estágios para facilitar o acesso dos alunos às oportunidades de realização do Estágio Supervisionado em empresas. A coordenação de estágio será feita por um professor de cada departamento, com mandato de dois anos.

O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Engenharia Mecatrônica possui atribuições acadêmicas de acompanhamento, atuante no processo de consolidação e atualização contínua do projeto pedagógico do curso.

Compete ao NDE conforme a Resolução n° 124/11-CONSEPE, de 06 de setembro de 2011:

 Art. 2°. Compete ao Núcleo Docente Estruturante:

                         I.         Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;

                   II.        Propiciar meios de garantir a integralização curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de ensino constantes no currículo;

                       III.        Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão, oriundas de necessidade da graduação, de exigências do mercado de trabalho e afinadas com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso;

                     IV.        Estabelecer estratégias para o cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação.

 O mesmo será composto por um mínimo de cinco professores do quadro permanente que ministram regularmente componentes curriculares do curso, preferencialmente obrigatórios.

Além do já mencionado, o NDE promoverá uma contínua avaliação do processo de ensino e eventuais melhorias no curso de acordo com os seguintes pontos: 

 1. Reflexão para identificar fragilidades e possibilitar correções contínuas dos instrumentos utilizados, proporcionando melhorias na taxa de sucesso do curso;

2.  Diversificar os instrumentos de avaliação para garantir uma avaliação mais ampla e eficaz.

 Durante a Semana de Avaliação e Planejamento do curso serão feitas reuniões com o corpo docente para levantar as eventuais dificuldades no curso, acompanhar o alcance das metas anteriores, avaliar o curso e propor melhorias e modificações pertinentes.

O curso de Engenharia Mecatrônica elaborou o Plano de Ação Trienal (PATCG) com os objetivos de:

 · Identificar os pontos fortes do curso e os eventuais gargalos que comprometem uma formação acadêmica mais eficiente;

· Apontar as ações tomadas que favoreceram a melhoria e o desempenho do curso em alguns aspectos;

· Apresentar as falhas e demandas do curso;

· Apontar as possíveis soluções dos problemas listados juntamente com as estratégias para a melhoria da qualidade do curso;

· Traçar um cronograma das ações e definições dos responsáveis por implantar as melhorias e estratégias elencadas;

· Acompanhar o andamento das ações que serão tomadas, como também realizar eventuais correções nas estratégias propostas;

· Monitorar os resultados pretendidos.

 Com a execução deste projeto pedagógico, espera-se como principais resultados:

 · Oferecer um conjunto de conteúdos melhor alinhados com o perfil de Engenheiro Mecatrônico proposto, com a formação sugerida pelos referenciais curriculares e de acordo com os temas sugeridos pelo INEP para elaboração do ENADE e com os resultados apresentados pelos discentes na última realização deste exame.  O Projeto Pedagógico anterior vinha sendo periodicamente avaliado pelo NDE e pelo Colegiado do Curso e, neste processo, foram detectadas algumas lacunas no oferecimento de conteúdos que se julgou importante incluir neste segundo Projeto Pedagógico, de forma a alcançar o perfil desejado.

· Ajustar o Projeto Pedagógico de forma a corrigir algumas deficiências apontadas pela comissão do MEC que participou da avaliação in loco das condições de oferta do curso, por ocasião do processo de reconhecimento do mesmo.

· Ajustar o Projeto Pedagógico do curso às novas exigências legais, no que diz respeito a percentual de carga horária em atividades complementares, assim como conteúdos obrigatórios (relações étnico-raciais, Língua Brasileira de Sinais, políticas de educação ambiental e direitos humanos).

· Oferecer um perfil de formação mais diferenciado do curso de Engenharia Mecatrônica em relação ao curso de Engenharia de Computação da UFRN. Nas avaliações periódicas do projeto pedagógico anterior, feitas pelo NDE e pelo Colegiado, foi observado um considerável sombreamento entre os conteúdos oferecidos por ambos.  Isto vinha dificultando a divulgação dos cursos em eventos voltados para potenciais candidatos, tanto aqueles oriundos do ensino médio, como aqueles do primeiro ciclo.

Juntamente com a Comissão Própria de Avaliação – CPA e a PROGRAD por meio da Diretoria de Desenvolvimento Pedagógico, periodicamente o Projeto Pedagógico de Engenharia Mecatrônica será atualizado.

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