Banca de QUALIFICAÇÃO: LEA ISIS MARTINS GOMES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LEA ISIS MARTINS GOMES
DATA : 10/03/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Virtual
TÍTULO:

Avaliação do efeito antiviral de zinco em modelo de infecção
SARS-CoV-2 in vitro.


PALAVRAS-CHAVES:

Zinco; SARS-CoV-2; COVID-19; estresse oxidativo; antiviral.


PÁGINAS: 30
RESUMO:

A infecção pelo SARS-CoV-2 pode desencadear uma resposta inflamatória
exacerbada, caracterizada pela atividade excessiva do sistema imunológico na tentativa
de proteger o organismo do patógeno. Ao reconhecer as partículas virais, é
desencadeada uma resposta imunológica bem agressiva podendo provocar
imunopatologias mediada pela liberação de citocinas pró-inflamatórias, além de eventos
citopáticos nas células infectadas. O zinco (Zn) é um micronutriente essencial, que
desempenha papéis fisiológicos em processos celulares, desde a resposta imune,
transdução de sinal, homeostase de organelas a proliferação celular, já sendo bem
conhecido por desempenhar atividades antioxidante, anti-inflamatória,
imunomoduladora e antiviral. Alguns estudos relacionam do papel do Zn na imunidade
antiviral, atrelando a discussão de seu potencial contra a COVID-19 e os ensaios
clínicos em andamento. Porém, ainda há poucas informações na literatura sobre o real
efeito antiviral do Zn em modelos de infecção por SARS-CoV-2. A partir disso, o
objetivo deste estudo foi avaliar o papel do estresse oxidativo em linhagens de células 

epiteliais pulmonares infectadas por SARS-CoV-2 e a ação antiviral do Zn, bem como
analisar o potencial terapêutico do Zn nas células infectadas além de caracterizar a
infecção em células de linhagens Calu-3 pelo SARS-CoV-2. Para isso, foi realizado
ensaio in vitro, no qual células Calu-3 foram infectadas com SARS-CoV-2 e tratadas
com diferentes concentrações de Zinco e o Cobalto, que foi utilizado como controle
antagonista do efeito de zinco, e sobrenadante e células foram recolhidos para
avaliações de parâmetros inflamatórios, de viabilidade celular e de estresse oxidativo.
Dentre eles o ensaio de citotoxicidade, dosagem de LDH, dosagem de citocinas,
dosagem do estresse oxidativo por meio da citometria de fluxo e quantificação da carga
viral por ensaio de placa (PFU). Nossos dados demonstram que o Zn foi capaz de inibir
a replicação viral em Calu-3, além de apresentar um efeito anti-inflamatório pela
diminuição de produção de IL-6 e TNF-, diminuiu o estresse oxidativo, além da
diminuição do perfil de morte celular. Esses dados sugerem que o Zn possui potencial
efeito como terapia adjuvante por fornecer proteção através da diminuição da
inflamação pulmonar em células de linhagem de pneumócitos humanos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1801992 - PAULA RENATA LIMA MACHADO
Externa ao Programa - 350753 - VALERIA SORAYA DE FARIAS SALES - UFRNExterno à Instituição - KLEBER JUVENAL SILVA FARIAS
Notícia cadastrada em: 28/02/2023 09:16
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2024 - UFRN - sigaa09-producao.info.ufrn.br.sigaa09-producao