Dissertações/Teses

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2017
Dissertações
1
  • LAISE DIANA DOS SANTOS BRANDAO
  • Prevalência e susceptibilidade antifúngica de Candida Spp implicadas na candídiase vulvovaginal em gestantes.

  • Orientador : VANIA SOUSA ANDRADE
  • Data: 27/01/2017
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  • A Candidíase Vulvovaginal (CVV) caracteriza-se como um processo infeccioso inflamatório da vulva e vagina, causado por leveduras do gênero Candida. Aproximadamente 75% de todas as mulheres grávidas experienciam pelo menos um episódio de CVV durante as suas vidas e 50% delas sofrem episódios recorrentes, porém os mecanismos pelos quais a gravidez estimula a colonização das espécies de Candida ainda estão sendo elucidados. Sabe-se que mulheres grávidas apresentam um aumento de duas vezes na prevalência de colonização vaginal por espécies do gênero Candida quando comparada a não gestantes. As intensas variações epidemiológicas relacionadas à CVV, e ausência de dados locais, sustentam a importância de um estudo acerca da população do gênero Candida responsável pela CVV em gestantes, e seus fatores predisponentes. Desse modo, o estudo teve como finalidade identificar fenotipicamente através de metodologias clássicas (como o microcultivo) e atuais (utilizando Chromagar e identificação automatizada), e confirmar através da análise molecular, as espécies de Candida responsáveis pela CVV em pacientes grávidas atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco/RN, determinando a susceptibilidade destas aos antifúngicos selecionados e a associação entre os dados sociodemográficos que auxiliem na construção do perfil epidemiológico. A relevância da identificação correta em nível de espécie é justificada pela resistência a determinados antifúngicos, comum principalmente entre espécies não-albicans, incorrendo em tratamentos ineficazes, o que resulta no excesso de gasto público com atendimentos de casos recorrentes e medicamentos fornecidos à população. Os resultados da identificação foram compatíveis com o descrito na literatura por outros pesquisadores, com 95% das leveduras identificadas fenotipicamente como C. albicans, e 5% sendo da espécie C. glabrata, relatada como espécie do tipo não-albicans mais frequentemente isolada de vulvovaginites. Quanto aos testes de susceptibilidade aos antifúngicos, realizados pelo método automatizado (Vitek 2), todas as cepas se mostraram sensíveis às drogas testadas (fluocitosina, fluconazol, voriconazol, anfotericina B, caspofungina e micafungina), inclusive o espécime de C. glabrata, em contraste ao descrito na literatura, que relata a resistência ou susceptibilidade dose dependente desta aos derivados azólicos. Com relação aos fatores sociodemográficos, não foi constatada nenhuma associação, estatisticamente significativa, entre estes e o estabelecimento da CVV. Conclui-se, portanto, que o diagnóstico microbiológico da CVV é relevante para o tratamento, tendo em vista que todas as pacientes com suspeita clínica foram tratadas com antifúngicos, mas apenas 48,78% destas, foram realmente positivas, sendo a espécie C. albicans prevalente, seguida pela C. glabrata, entre as gestantes atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco/RN.

     

2
  • ÍTALO DIEGO REBOUÇAS DE ARAÚJO
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E CITOTÓXICA DE ÓLEO ESSENCIAL E EXTRATOS ORGÂNICOS PROVENIENTES DA Myracrodruon urundeuva (AROEIRA-DO-SERTÃO).

  • Orientador : VANIA SOUSA ANDRADE
  • Data: 30/01/2017
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  • Atualmente, vêm intensificando-se os estudos na área de química medicinal com intuito de elucidar novos fitofármacos, seja através da obtenção de extratos, frações, compostos isolados ou óleos essenciais que apresentem algum tipo de atividade biológica. Neste contexto, destaca-se a aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), da família Anacardiaceae, já estudada quanto ao potencial antimicrobiano, anti-inflamatório e cicatrizante. Motivados por novas alternativas terapêuticas, considerando a crescente resistência microbiana, esse estudo avaliou a atividade antimicrobiana de produtos naturais obtidos das folhas da referida planta. Dentre estes está um óleo essencial, que foi extraído por hidrodestilação, caracterizado por RMN e GC-MS, e avaliado quanto à citotoxicidade; além de extratos orgânicos, que foram apenas analisados quanto à atividade antimicrobiana: metanólico liofilizado, obtido por decocção; clorofórmico e acetato de etila, extraídos à temperatura ambiente com seus respectivos solventes e filtrados sob pressão reduzida. A atividade antibacteriana foi avaliada pela técnica da microdiluição em caldo, na qual as CIMs foram determinadas utilizando CTT (cloreto de 2,3,5-trifenil-tetrazolium) como revelador do crescimento bacteriano, e as CBMs por meio da análise do crescimento do conteúdo dos poços em ágar BHI. A citotoxicidade do óleo foi avaliada pelo método do MTT, brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difenil tetrazólio. O óleo, na caracterização química, dentre os terpenos identificados, apresentou como constituinte majoritário o α-pineno (87,85%). Além disso, tal óleo mostrou atividade antibacteriana frente a todas as cepas testadas, onde para algumas destas ocorreu equivalência entre os valores de CIM e CBM, que foram de 0,22mg/ml para Staphylococcus aureus, 0,44mg/ml para Salmonella Enteritidis e 7mg/ml para Pseudomonas aeruginosa. Já para Staphylococcus epidermidis a CIM foi 0,11mg/ml e a CBM 0,22mg/ml. Escherichia coli foi inibida com CIM de 0,88mg/ml e CBM de 1,75mg/ml. Equivalência entre CIM e CBM foi observada para extrato metanólico frente a S. epidermidis (9,75 mg/ml). Para S. aureus, a CIM deste extrato foi de 9,75 mg/ml e a CBM 78 mg/ml. Foram resistentes a tal extrato: E. coli, S. Enteritidis e P. aeruginosa. Os extratos clorofórmico e acetato de etila foram bacteriostáticos frente às cinco cepas, porém, o clorofórmico inibiu todas com CIM de 15 mg/ml, enquanto o acetato de etila apresentou CIMs de 7,56 mg/ml para S. aureus, 1,89 mg/ml para S. epidermidis, 15,12 mg/ml para S. Enteritidis e 30,25 mg/ml tanto para E. coli quanto para P. aeruginosa. Quanto à citotoxicidade, o óleo essencial comprometeu a viabilidade celular da linhagem Vero E6, apenas na maior concentração, 4,4 mg/mL, inibindo cerca de 93,91% em 24h e 94,26% em 48h. Nas células HeLa, em 24h o óleo nessa mesma dose, teve inibição de 21%, que após 48h aumentou para 44,3%, mostrando possível ação antitumoral. Para a linhagem de células não-tumorais HEK-293, o óleo não exerceu efeito tóxico sobre as mesmas. Conclui-se que os resultados são promissores, abrindo perspectivas futuras dos produtos das folhas de M. urundeuva serem farmacologicamente viáveis.

3
  • MARIA DA CONCEIÇÃO ALEXANDRE CASTRO
  • AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE ESPÉCIES DO COMPLEXO Candida parapsilosis EM AMOSTRAS BIOLÓGICAS DE PACIENTES E PROFISSIONAIS DE HOSPITAIS DO NATAL/RN.

  • Orientador : RAQUEL CORDEIRO THEODORO
  • Data: 22/02/2017
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  • Dentre as espécies de Candida não-albicans, o complexo de espécies Candida parapsilosis (C. parapsilosis stricto sensu, C. orthopsilosis e C. metapsilosis) se destaca por causar infecções sistêmicas frequentes, sendo as principais fontes de infecção as mãos dos profissionais de saúde, infusões e biomateriais. Como estas espécies diferem quanto à virulência e sensibilidade antifúngica, o diagnóstico espécie-específico contribui para a escolha terapêutica mais adequada. O objetivo da pesquisa foi comparar a ocorrência das espécies crípticas do complexo Candida parapsilosis em amostras clínicas isoladas pelo LACEN-RN e pelo Centro de Patologia Clínica de Natal/RN e de mãos e boca de profissionais da saúde do Hospital Giselda Trigueiro e Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em relação às demais espécies do gênero Candida no período de agosto de 2015 a setembro de 2016. A identificação das espécies foi realizada previamente pelo equipamento Vitek e alternativamente pelo Chromagar, sequenciamento da região ITS1-5.8S-ITS2 ou PCR do intein VMA (para diferenciar espécies do complexo C. parapsilosis). Dos 163 isolados clínicos obtidos, destacam-se C. albicans (54%), C. tropicalis (18%), complexo C. parapsilosis (14%) e C. glabrata como as mais prevalentes, enquanto que dos 196 isolados de mãos e boca dos profissionais de saúde as espécies de Candida mais prevalentes foram C. albicans (4%), complexo C. parapsilosis (4%) e C. tropicalis (2%). Nossa pesquisa mostra que C. albicans ainda é a espécie mais prevalente, porém o aumento das infecções por C. tropicalis e complexo C. parapsilosis é notório e preocupante. A avaliação do perfil de susceptibilidade antifúngica das diferentes espécies do complexo C. parapsilosis, aqui estudados, não apresentaram diferenças marcantes quanto aos antifúngicos testados. Nossos dados são similares a outros estudos realizados no Brasil, que relatam o complexo C. parapsilosis como a segunda ou terceira mais frequentes entre as Candida não-albicans em infecções hospitalares, sendo este o primeiro estudo sobre a ocorrência do complexo C. parapsilosis no RN utilizando o intein VMA para identificação das espécies.

     

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  • MEIRE KARLA MIGUEL CRUZ
  • Receptores da imunidade inata na Leishmaniose Visceral Canina 

  • Orientador : PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
  • Data: 23/02/2017
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  • Cães são os reservatórios primários dos parasitos do gênero Leishmania. Receptores da imunidade inata fazem a detecção precoce do parasito e conduzem a imunidade adaptativa específica na tentativa de controlar a infecção. Entretanto, poucos estudos tem investigado a correlação entre a expressão de receptores da imunidade inata e a resistência ou susceptibilidade em cães infectados por Leishmania infantum. O objetivo deste estudo foi correlacionar os achados clínicos em cães naturalmente infectados por L. infantum à expressão de receptores da imunidade inata (Toll Like Receptors-TLRs e Nod Like Receptors-NLRs). Inicialmente, o soro de 76 cães foi coletado no Centro de Controle de Zoonoses de Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. A positividade dos cães para L. infantum foi confirmada pela reatividade nos testes de ELISA e DPP®. Os cães foram clinicamente avaliados e classificados como sintomáticos (n=19), oligossintomáticos (n=19), assintomáticos (n=19) e não infectados (n=19). Os cães naturalmente infectados por L. infantum e controles não infectados foram eutanasiados e fragmentos de fígado foram coletados para quantificação da expressão de RNAm de TLRs (TLR1-9), NLRs (NOD1, NOD2, NLRP1 e NLRP3) citocinas (IL1β, IL-6, IL-12, IL-10, TNFα, IFN-γ) e iNOS com auxilio da técnica de PCR em tempo real. Os resultados demonstram o aumento na expressão da maioria dos receptores do tipo Toll e do tipo Nod nos cães naturalmente infectados por L. infantum, comparado a animais não infectados. Entretanto, cães sintomáticos apresentaram maior expressão de TLR1, TLR2, TLR3, TLR4, TLR5, TLR7, TLR8, NLRP1, NLRP3, NOD1 e IL-1β quando comparado a animais assintomáticos, mostrando significante aumento na transcrição destas moléculas com a progressão da doença. Por outro lado, cães assintomáticos apresentaram maior expressão de RNAm de citocinas (IFN-γ, IL-12) e iNOS quando comparado a animais oligossintomáticos e sintomáticos. Este estudo gerou novos conhecimentos envolvendo receptores da imunidade inata (TLRs, NLRs, NLRPs) na leishmaniose visceral canina (LVC), podendo servir de base para o melhor entendimento dos mecanismos de resistência ou susceptibilidade à infecção por L. infantum em cães, bem como dar subsídio a estratégias profiláticas para o controle da LVC.

5
  • POLYANNA SILVA MOREIRA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIVIRAL DE EXTRATOS OBTIDOS DA FOLHA E FRUTO DE Morinda citrifolia CONTRA O VÍRUS DENGUE.

  • Orientador : PAULA RENATA LIMA MACHADO
  • Data: 23/02/2017
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  • A dengue é uma arbovirose que afeta o homem, gerando uma problemática na saúde pública do mundo, especialmente em países tropicais os quais apresentam condições que favorecem a disseminação do mosquito Aedes aegypti. Atualmente, dentre as várias estratégias para controle da doença, ainda não se tem uma vacina eficaz ou um antiviral capaz de combater essa infecção. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antiviral da folha e frutos da planta Morinda citrifolia L. em cultura de células Vero infectadas com vírus dengue-2. Inicialmente foram obtidos os extratos brutos (hidroetanólico) e as respectivas frações: hexano, clorofórmio e acetato de etila, seguida da análise cromatográfica. O teste de citotoxicidade do extrato bruto, resíduo aquoso e frações foram realizados em cultura de células Vero pelo método MTT, nas concentrações de 1000; 500; 250; 125; 62,5; 31,2 μg/mL. O ensaio antiviral foi conduzido através das seguintes estratégias: células infectadas com DENV-2 (controle positivo); células mantidas com meio de cultura (controle negativo); células infectadas com DENV-2 e tratadas com o extrato ou frações. Após cinco dias de infecção a viabilidade celular foi avaliada pelo método de MTT e o sobrenadante da cultura foi utilizado para quantificação viral por Unidade Formadora de Placa (PFU). Os resultados demonstraram que a análise cromatográfica dos extratos e frações revelou um padrão distinto de bandas, a qual foi possível verificar bandas sugestivas para saponinas, terpenos e flavonóides.  Tais extratos e frações não foram tóxicos as culturas de células, com exceção do tratamento das células com a fração clorofórmio obtido da folha e as frações hexano e acetato de etila do fruto verde, levando a uma viabilidade próxima de 65%. No ensaio antiviral o controle positivo apresentou viabilidade celular em torno de 60% após cinco dias de infecção. No tratamento com os compostos obtidos da folha observou-se que ao adicionar a fração de acetato de etila às células infectadas, estas mantiveram uma viabilidade celular próximo a 100% na concentração de 1000μg/mL e a 85% nas concentrações de 500 e 250μg/mL. O tratamento com a fração hexano apresentou uma viabilidade superior ao controle positivo em todas as concentrações. No entanto, na fração clorofórmio, a viabilidade manteve-se elevada apenas nas concentrações de 500 e 250μg/mL. O extrato bruto e a fração residual aquosa não demonstraram atividade antiviral. As células tratadas com o extrato e as diferentes frações obtidas dos fruto maduro e verde, apresentaram de um modo geral uma viabilidade celular próxima de 100% nas concentrações de 500 e 1000 μg/mL no fruto maduro e apenas 1000 μg/mL no fruto verde, com exceção das células que foram tratadas com a fração clorofórmio, na qual não foi possível observar nenhuma diferença significativa quando comparado ao controle positivo. Na quantificação viral observou-se que as células tratadas com as frações hexano e clorofórmio obtidos da folha e também os extratos brutos obtidos dos frutos maduro e verde tiveram ação antiviral, resultando na diminuição total da carga viral. Finalmente, a partir desse estudo podemos identificar uma possível atividade antiviral dos compostos obtidos de Morinda citrifolia contra o DENV-2.

6
  • JOÃO CIRO FAGUNDES NETO
  • VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DE CHIKUNGUNYA EM HUMANOS E VETORES: PROPOSTA DE MODELO PARA O MUNICÍPIO DE NATAL-RN

  • Orientador : JOSELIO MARIA GALVAO DE ARAUJO
  • Data: 24/02/2017
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  • O vírus Chikungunya (CHIKV) foi primeiro isolado de soro humano durante um surto de doença febril na Tanzânia em 1953. O vírus é um membro da família Togaviridae, gênero Alphavirus. A doença causada por CHIKV, conhecida como febre chikungunya, é clinicamente caracterizada por febre, cefaléia, mialgia, exantema e artralgia - os sintomas mais pronunciados, que podem persistir por meses ou anos em alguns pacientes e às vezes evoluem para artropatia crônica incapacitante. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um modelo de vigilância de chikungunya em humanos e vetores no município de Natal-RN. Foram estudados culicídeos e casos humanos com sinais e sintomas compatíveis com infecção por chikungunya, recebidos durante o período de fevereiro a julho de 2016, provenientes de busca ativa feita pela equipe de vigilância epidemiológica do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Natal. O RNA viral foi extraído utilizando o kit QIAamp Viral. A pesquisa dos Chikungunya foi realizada através da técnica de transcrição reversa seguida da reação em cadeia da polimerase em tempo real (Sistema TaqMan). Foram estudados 104 casos humanos. Um total de 57 (54,8%) casos foram positivos para Chikungunya. Nas amostras de vetores, um total de 816 fêmeas foram investigadas, sendo 421 (51,59%) Aedes aegypti, 312 (38,23%) Aedes albopictus, 56 (6,86%) Wyeomyia spp, 23 (2,81%) Culex quinquefasciatus, 3 (0,36%) Ochlerotatus scapularis e 1 (0,12%) Haemagogus leucocelaenus. Um total de 5 pools de Aedes aegypti foram positivos para Chikungunya, representando uma Taxa de Infecção Mínima (MIR) igual a 11,87. Dois pools de Aedes albopictus foram positivas para Chikungunya (MIR = 6,41). Foi possível detectar o vírus Chikungunya em 1 pool de Wyeomyia spp (MIR = 17,85). O CHIKV não foi identificado nos pools das espécies Ochlerotatus scapularis e Haemagogus leucocelaenus. O modelo de vigilância de chikungunya aqui proposto em humanos e vetores forneceu informações precisas ao Centro de Controle de Zoonoses de Natal-RN sobre os locais com maior circulação de arbovírus e presença de vetores. Essas informações permitiram direcionar ações locais de controle vetorial para o controle da epidemia de Chikungunya no Município de Natal.

7
  • NAYANA LUIZA SOARES DE ARAUJO
  • Expressão de quimiocinas em pacientes portadores das diferentes formas clínicas crônicas da doença de Chagas 

  • Orientador : PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
  • Data: 24/02/2017
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  • As quimiocinas são conhecidamente participantes do influxo leucocitário no processo inflamatório, que é importante no desenvolvimento da cardiomiopatia chagásica e da forma digestiva da doença de Chagas. Neste estudo foi avaliada a expressão de RNAm de quimiocinas (CCL1, CCL2, CCL3, CCL4, CCL5, CCL17, CCL22, CCL24, CCL27, CCL28, CXCL9, CXCL10) e receptores de quimiocinas (CCR2, CCR3, CCR4, CCR5, CCR6, CCR7, CCR8, CCR10, CXCR3) em pacientes chagásicos crônicos com as formas clínicas indeterminada (n=18), cardíaca (n=17), cardiodigestiva (n=15) e digestiva (n=15). A expressão relativa de RNAm foi aferida por PCR em tempo real a partir de células mononucleares do sangue periférico. Pacientes portadores da forma cardíaca da doença apresentaram maior expressão de RNAm de CXCL9, CXCL10, CCR5 e CXCR3, quando comparado a pacientes com a forma indeterminada da doença. Pacientes com a forma digestiva exibiram uma maior expressão relativa de RNAm de CCR3 em relação a pacientes com a forma cardíaca e indeterminada; houve ainda correlação positiva entre a expressão deste receptor e a dilatação do sigmoide. Em pacientes portadores da forma cardiodigestiva houve elevada expressão de RNAm de CCL5, quando comparado à pacientes com a forma indeterminada e cardíaca. As quimiocinas CCL1, CCL2, CCL3, CCL4, CCL17, CCL22, CCL24, CCL27 e CCL28 e os receptores de quimiocinas CCR2, CCR4, CCR6, CCR7, CCR8 e CCR10 não apresentaram diferenças significativas em suas expressões de RNAm entre os diferentes grupos clínicos. Nossos resultados mostram que pacientes cardiopatas apresentaram maior expressão de RNAm de CXCL9, CXCL10, CCR5 e CXCR3, quimiocinas e receptores de quimiocinas que induzem a migração de linfócitos do perfil Th1, possivelmente contribuindo para maior miocardite e dano cardíaco. Por outro lado, pacientes portadores da forma digestiva apresentaram maior expressão de CCR3, receptor de quimiocinas envolvido na migração de linfócitos do perfil Th2.

8
  • KÉRCIA MONALINE DE SOUZA JOVENTINO
  • Monitoramento da infecção por citomegalovírus em pacientes submetidos a transplante renal.

  • Orientador : PAULA RENATA LIMA MACHADO
  • Data: 20/03/2017
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  • A infecção por citomegalovírus (CMV) é uma importante complicação após o transplante renal. O uso de imunossupressores na prevenção de rejeição ao aloenxerto pode desencadear mudanças no comportamento de agentes infecciosos, como, o CMV, sendo importante o desenvolvimento de medidas preventivas, como o seguimento viral pós-transplante, para limitar o impacto clínico deste vírus. O objetivo do estudo foi monitorar a infecção pelo citomegalovírus em pacientes submetidos a transplante renal no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Natal, Rio Grande do Norte. Neste estudo prospectivo foram incluídos 165 pacientes que realizaram transplante renal no HUOL no período de 2013 a 2016. Amostras de sangue periférico foram coletadas na 2ª, 4ª, 8ª, 12ª e 24ª semanas após o transplante. A detecção molecular do CMV foi realizada pela nested-PCR e a quantificação da carga viral do CMV pela PCR em tempo real. O DNA do CMV foi detectado em 98 (59,4%) pacientes após o transplante. Destes, 81 (82,7%) apresentaram perfil sorológico D+/R+, 7 (7,1%) D+/R-, 9 (9,2%) D-/R+ e 1 (1,0%) D-/R-. A infecção pelo CMV foi significativamente correlacionada ao uso de everolimus (p= 0,0008) e timoglobulina (p=0,0042). Quarenta e três pacientes apresentaram números de cópias superiores ao ponto de corte (5000 cópias/mL) com sinais e sintomas relacionados a infecção pelo CMV, tais como distúrbio gastrointestinal, febre, leucopenia, trombocitopenia, mialgia e artralgia. O ponto de corte apresentou sensibilidade de 67,2% e especificidade de 70,1%. A mediana da carga viral dos pacientes foi de 4017 cópias/mL na 2ª semana, 4.610 cópias/mL na 4ª semana, 5700 cópias/mL na 8ª semana, 5027 cópias/mL na 12ª semana e 3529,14 cópias/mL na 24ª semana pós-transplante. Nossos resultados demonstraram que a PCR em tempo real pode ser utilizada para monitorar infecções sintomáticas pelo CMV.

9
  • CAMILA CRISTINA GUIMARÃES NOBRE
  • Expressão do Fator Inibitório da Migração de Macrófagos e do Fator de Permeabilidade Vascular em lesões da cérvice uterina induzidas pelo papilomavírus humano

  • Orientador : JOSE VERISSIMO FERNANDES
  • Data: 31/05/2017
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  • O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais frequente em mulheres no Brasil, sendo a sua frequência menor apenas do que aquela observada para o câncer de pele não-melanoma e câncer de mama. O fator inibitório da migração de macrófagos (MIF) é produzido por diferentes tipos de células e participa de uma cadeia complexa de eventos que favorece o processo de carcinogênese, sendo possível observar um alto nível de expressão em quase todos os tipos de câncer humano, entre eles no câncer do colo do útero. O MIF também induz a um aumento dose dependente na excreção do fator de crescimento de endotélio vascular (VEGF), que promove a angiogênese, o crescimento tumoral e a migração dessas células no câncer do colo do útero. O objetivo deste estudo foi investigar a presença de MIF e VEGF em pacientes que apresentam ou não lesões do colo do útero, no intuito de identificar a existência de uma relação direta entre a presença dos marcadores MIF e VEGF com o grau da lesão do paciente, bem como, com a presença do papilomavírus humano (HPV). Foram incluídas no estudo 45 mulheres que haviam sido encaminhadas para a Maternidade Januário Cicco com suspeita de lesões na cérvice uterina. As pacientes que aceitaram participar do estudo responderam a um questionário, para obtenção de dados sócio-demograficos, seguido de exame clínico. Das mulheres que se submeteram a colposcopia, foram coletados dois fragmentos de tecido do colo do útero, um para análise histopatológica e outro para detecção do HPV por PCR convencional. A expressão dos biomarcadores, MIF e VEGF, foi detectada pela técnica de imuno-histoquímica. A área positiva de cada biomarcador foi lida e quantificada utilizando o programa ImageJ® e o resultado foi analisado através do programa de estatística SPSS® Statistics. Das 45 pacientes incluídas no estudo, 20% apresentaram resultado do exame citológico dentro dos padrões de normalidade, enquanto que 80% apresentaram algum tipo de alteração no exame; sendo 35,55% lesões do tipo LSIL e 44,44% lesões do tipo HSIL. A taxa de prevalência global de infecção genital pelo HPV foi de 80%, sendo 86,1% em pacientes com lesão. A expressão média do VEGF e do MIF tiveram um aumento gradativo quando comparado entre as pacientes normais, LSIL e HSIL, correspondendo respectivamente aos seguintes valores, 19,62, 41,59 e 55,42 para o VEGF e 4,36, 9,44 e 22,86 para MIF. Foi possível verificar uma correlação moderada positiva entre a expressão de MIF e VEGF (r = 0,523, p = <0,001). Por meio deste trabalho pôde-se concluir que a presença do vírus HPV está diretamente associada à presença de lesão na cérvice uterina. O VEGF e o MIF estão correlacionados e envolvidos indiretamente no processo de displasia cervical, desempenhando um importante papel nos diferentes graus de lesões. Existe uma relação significativa entre a presença do papilomavírus e o grau de lesão, como também existe uma correlação positiva entre o VEGF e o MIF. Não foi encontrada associação entre a presença do HPV e os níveis de MIF e VEGF. Ambos biomarcadores têm uma associação significativa com o grau de lesão do colo do útero.

2016
Dissertações
1
  • THIAGO ANDRÉ CIDRAL
  • Resistência à linezolida em Estafilococos Coagulase Negativos resistentes à meticilina provenientes de hospitais da cidade do Natal-RN

  • Orientador : MARIA CELESTE NUNES DE MELO
  • Data: 15/01/2016
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  • Os Estafilococos Coagulase Negativos (ECN) são microrganismos pertencentes à microbiota normal da pele e de mucosas dos seres humanos e de animais. A maioria das infecções causadas por ECN estão relacionadas ao uso de dispositivos médicos invasivos que ao lesionar a integridade da pele servem de base para a formação de biofilmes, um importante fator de virulência. Grande parte dos isolados de coagulase negativo são provenientes de hemoculturas e pontas de cateter e nos últimos anos vem se tornando um grave problema no que diz respeito à antibioticoterapia, em virtude do número elevado de cepas multirresistentes descritas. O objetivo deste trabalho foi pesquisar resistência à linezolida em estafilococos coagulase negativos resistentes à meticilina isolados de ponta de cateter e hemocultura de hospitais públicos e privados da cidade do Natal. Os isolados bacterianos foram coletados a partir de demanda espontânea em Hospitais Públicos e Privados. O gênero Staphylococcus foi confirmado através dos testes de rotina como coloração de Gram, prova da catalase da coagulase livre. A identificação a nível de espécie foi realizada através de testes bioquímicos convencionais. Algumas amostras tiveram sua identificação confirmada pelos sistemas VITEK 2 e MALDI-TOF. O perfil de resistência aos antimicrobianos foi avaliado através da técnica de disco-difusão (CLSI 2013). A Concentração Inibitória Mínima para vancomicina e linezolida foi determinada através do uso de E-test e a presença dos genes mecA e cfr foi confirmada pela técnica da Reação em Cadeia da Polimerase. Algumas amostras tiveram a região V da subunidade 23S do gene do rRNA sequenciadas e analisadas. Posteriormente, as mesmas foram submetidas a técnica do PFGE para determinação do seu pulsotipo. Dos 43 estafilococos coagulase negativos resistentes à oxacilina incluídos neste estudo, 33 (77%) foram identificados como S. epidermidis, 6 (14%) como S. haemolyticus, 3 (7%) como S. homins e 1 (2%) como S. capitis. Os isolados de hemocultura representaram 86% (37) e os de ponta de cateter 14% (6). As amostras apresentaram um perfil de multirresistência, uma vez que 42 dos 43 isolados apresentaram resistência à 4 ou mais classes de drogas. Todas apresentaram o gene mecA. Nenhuma amostra apresentou resistência à vancomicina. Três cepas de S. hominis e duas de S. epidermidis, apresentaram resistência à linezolida com CIM variando entre 6 e 64 µL/mL. Quando investigadas, apresentaram duas mutações pontuais (C2190T e G2603T) na região V do gene para rRNA 23S. Nenhuma destas apresentou o gene cfr. O PFGE dos S. hominis revelou a presença de um único pulsotipo em 3 hospitais, enquanto não foi encontrado semelhança genética entre os S. epidermidis. Estes achados destacam a importância da vigilância continuada em relação a resistência a linezolida no gênero Staphylococcus.

2
  • VALBER RUDNELLY MEIRA
  • Avaliação da resposta imune em ovinos após imunização com antígenos SAG1, SAG2 e SAG3 candidatos à vacina anti-Toxoplasmose.

  • Orientador : VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
  • Data: 22/01/2016
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  • A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Os ovinos, dentre os animais de produção, configuram-se como uma das espécies que apresentam uma maior susceptibilidade a este parasito, sendo um importante agente envolvido na ocorrência de abortos entre animais ruminantes, provocando perdas econômicas significantes e repercussões na saúde pública, uma vez que o consumo de produtos de origem ovina constituem-se como uma importante fonte de infecção para o homem. Neste estudo foram coletadas amostras de sangue de 90 ovinos em 02 fazendas situadas nos municípios de Macaíba e de Ceará Mirim, região metropolitana de Natal, Estado do Rio Grande do Norte. Os animais incluídos nesse estudo foram selecionados sorologicamente por ELISA e HAI e a resposta imune humoral dos ovinos imunizados com adenovírus recombinantes codificando SAGs foi avaliada por ELISA. A soroprevalência encontrada na Escola de Jundiaí foi de 50%, enquanto que na Fazenda Lanila foi de 25,6%.Provavelmente o manejo dos animais nessas fazendas está associado com a diferença de positividade observada.Os resultados preliminares mostram que nosso protocolo de imunização, avaliado 30 dias após a primeira dose, mostrou capacidade em estimular a produção de IgG total específicos contra os antígenos SAGs de T.gondii e que são importantes mecanismos de defesa principalmente do ponto de vista congênito e durante fase crônica da doença, especificamente AdSAG1, bem como não foram observadas alterações clínicas relevantes entre os animais vacinados. Estudos mais específicos são necessários para esclarecer de forma mais específica o impacto que tal regime de imunização exerce tanto na capacidade de proteção contra a parasitose e sobretudo se acarreta ou não algum dano a saúde do animal.

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  • JOELMA DANTAS MONTEIRO
  • EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DOS VÍRUS DENGUE E ZIKA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE JUNHO DE 2014 A MAIO DE 2015.

  • Orientador : JOSELIO MARIA GALVAO DE ARAUJO
  • Data: 26/01/2016
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  • A dengue e a febre da zika são doenças causadas por vírus RNA de fita simples, polaridade positiva, pertencentes à família Flaviviridae, gênero Flavivirus e são transmitidos ao homem através da picada de vetores artrópodes hematófagos do gênero Aedes. O Estado do Rio Grande do Norte (RN) convive com o aumento do número de casos da dengue há mais de duas décadas, porém, no que concerne à febre da zika, até os primeiros dias do mês de maio deste ano, o Ministério da Saúde não havia confirmado nenhum caso da doença no Brasil, tampouco no Rio Grande do Norte. Esse trabalho objetivou analisar o perfil epidemiológico dos vírus Dengue e Zika no Estado do Rio Grande do Norte, no período de junho de 2014 a maio de 2015. Foram estudadas 396 amostras provenientes de pacientes com casos suspeitos de dengue e/ou zika, das quais, 334 amostras foram analisadas para dengue através da RT-PCR, representando 8,08% (27/334) de positividade e 348 amostras foram estudadas para Zika por meio da qRT-PCR, onde o vírus foi confirmado em 20,98% (73/348) dos casos. Os sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-4 cocircularam no RN, com predominância do último, detectado em 66,67% (18/27) dos casos positivos. Os municípios de Jandaíra, Natal e Ouro Branco foram os mais acometidos por dengue, com 18,52% (5/27), 22,22% (6/27) e 11,11% (3/27), respectivamente. No que se refere ao Zika, as cidades mais atingidas foram Guamaré, Natal, Nova Cruz e Parnamirim, com 13,70% (10/73), 30,14% (22/73), 9,59% (7/73) e 19,18% (14/73) de confirmações, respectivamente. Neste estudo, o primeiro município a ter um caso confirmado de dengue foi Jandaíra. Caiçara do Rio do Vento foi o primeiro a apresentar um caso de Zika, seguido de Galinhos. Junho foi o mês mais representativo para dengue com 44,44% (12/27) dos casos confirmados, enquanto Março foi o mais acometido por Zika com 23,29% (17/73). O gênero masculino e o feminino tiveram praticamente a mesma proporção de casos positivos para dengue, com 51,85% (14/27) e 48,15% (13/27), respectivamente, enquanto o Zika acometeu um maior número de mulheres, representando 57,53% (42/73). As faixas etárias mais acometidas por dengue foram a de 11-20 e 51-60 anos, cada uma com 18,52% (5/27). No que concerne ao vírus Zika, a faixa etária de 0-10 anos foi a mais acometida com 19,18% (14/73) dos casos confirmados, seguidas das faixas de 31-40 e 41-50 anos, onde cada uma destas representou 16,44% (12/73). Em decorrência da cocirculação desses flavivírus no RN, é fundamental compreender a prevalência e a dinâmica de circulação de ambos os vírus, no intuito de estabelecer medidas para controlar futuros surtos e epidemias no Estado. Este trabalho representa o maior estudo sobre o Zika vírus no Estado do RN.

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  • MARIA EDUARDA DE SOUZA MENEZES DA COSTA
  • Novos alvos moleculares para detecção e genotipagem de Toxoplasma gondii

  • Orientador : DANIEL CARLOS FERREIRA LANZA
  • Data: 27/01/2016
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  • O Toxoplasma gondii é um parasito mundialmente distribuído, que pode causar desde sintomas parecidos com a gripe até problemas neurológicos. As cepas do T. gondii apresentam grande variabilidade genética na América do Sul, sendo fundamental a análise de sequências para auxiliar no diagnóstico confiável e para classificação dos diferentes genótipos. O objetivo deste trabalho foi desenvolver dois métodos moleculares, um para detecção e o outro para genotipagem do T. gondii, possibilitando a identificação de todas as cepas conhecidas e a geração de dados que possam ser correlacionados com a virulência. Inicialmente, foi utilizado o programa MUSCLE para alinhamento de 685 sequencias nucleotídicas obtidas do GenBank, em seguida os alinhamentos foram analisados no programa MEGA 6.0 para determinação de sua variabilidade genética. O gene GRA7 foi selecionado como alvo para os iniciadores, que foram desenhados em regiões conservadas do gene utilizando os programas Geneious 9.0 e Primer BLAST. O protocolo de amplificação utilizando-se os primers para o gene GRA7 foi então comparado com outros protocolos padronizados para amplificação do gene B1 e do elemento repetitivo de 529 pb, que são os marcadores mais utilizados para o diagnóstico do T. gondii. Para o desenvolvimento do sistema de genotipagem foram selecionados os genes ROP5, ROP18 e GRA7, que estão relacionados ao mecanismo de virulência melhor descrito em T. gondii. O sistema de genotipagem desenvolvido se baseia na análise de polimorfismos presentes em fragmentos sob seleção positiva desses genes, que permite identificar cepas pertencentes as linhagens clonais e cepas atípicas. Utilizando-se essa nova abordagem para a seleção de marcadores, será necessário investigar um número de regiões do genoma consideravelmente menor que o utilizado pelo método utilizado tradicionalmente, simplificando o processo. Concluindo, o desenho de primers em regiões conservadas do gene GRA7 permitiu o desenvolvimento de um sistema de detecção utilizando PCR com excelente positividade e sensibilidade, principalmente para detecção de cepas atípicas do T. gondii. Ainda, a genotipagem baseada na detecção de polimorfismos em genes de virulência permitiu a diferenciação genotípica das diferentes cepas de forma mais simples que a técnica de RFLP utilizada atualmente.

     

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  • RENATO CÉSAR DE MELO FREIRE
  • ESTUDO DA FAUNA CULICIDIANA E ARBOVÍRUS CIRCULANTES NA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO FLONA AÇU-RN 

  • Orientador : RENATA ANTONACI GAMA
  • Data: 28/01/2016
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  • Introdução: Os culicídeos são peças fundamentais na transmissão de diversos patógenos o que faz dessa família de dípteros ter grande importância médica. Um ramo para o entendimento de como essas doenças podem ser controladas é o estudo dos vetores que as transmitem. Logo a importância da realização de estudos que tratem da investigação desses vetores em áreas ainda não exploradas, como unidades de conservação, que podem abrigar esses patógenos. O objetivo desse trabalho foi realizar o levantamento das espécies de culicídeos da Caatinga e a possível presença de arbovírus circulantes. Metodologia: Foram realizadas coletas de mosquitos no período de setembro de 2011 a agosto de 2013 na Floresta Nacional de Açu- RN. Foram usados três tipos de armadilhas: Ovitrampa, Larvitrampa e Armadilha Shannon, com o intuito de coletar as formas de ovo, larva e adultos respectivamente. Os indivíduos coletados foram individualmente identificados usando as chaves morfológicas específicas e os adultos foram submetidos a identificação viral, através da extração do RNA viral, RT-PCR e sequenciamento dos vírus. Resultados e Discussão: Foram coletados oito gêneros da família Culicidae: Aedes, Aedeomyia, Anopheles, Coquillettidia, Culex, Haemagogus, Mansonia e Ochlerotatus. As armadilhas Ovitrampa e Larvitrampa capturaram  A aegypti, A albopictus, Haemagogus spegazzini, Culex (Culex) sp, sendo mais positivas nos pontos que se aproximam da área urbana que circundam a Flona, dentre todas as espécies coletadas a mais abundante foi A. aegypti. Na armadilha Shannon identificou-se dezessete espécies e a mais abundante foi a Ochlerotatus scapularis envolvida na transmissão dos arbovírus Melon vírus, Ilhéus vírus, Rocio vírus e Encefalite Equina Venezuelana do Leste vírus. Foram encontrados dois novos registros pertencentes à subfamíla Culicinae: Mansonia pseudotitillans, e Culex (culex) chidesteri. Esse último foi encontrado pela primeira vez com o vírus Culex Flavivirus (CxFv). O CxFv não tem importância médica, trata-se de um vírus específico do gênero Culex. Esses dados mostram o quão ainda têm-se a revelar sobre o domínio Caatinga do Rio Grande do Norte. Conclusão: Esse trabalho traz um alerta para a preservação das unidades de conservação, pois uma vez que esses ambientes são degradados podem acarretar na exposição de patógenos a vida das pessoas, já que existem diversos vetores mantidos no ambiente.

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  • CÁSSIO RICARDO DE MEDEIROS SOUZA
  • EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO DO EXTRATO METANÓLICO DE Caulerpa mexicana EM MODELO MURINO DE INFLAMAÇÃO GENERALIZADA INDUZIDA POR ZIMOSAN.

  • Orientador : JANEUSA TRINDADE DE SOUTO
  • Data: 29/01/2016
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  • O Sistema Imunológico é responsável pela defesa do organismo contra fatores agressores. A inflamação é um importante evento da resposta imunológica e a exacerbação dessa resposta em níveis sistêmicos pode desencadear um quadro clínico descrito como Síndrome da Disfunção Múltipla de Órgãos (MODS), com elevada taxa de mortalidade e ainda sem estratégia de tratamento plenamente eficaz. Paralelamente, pesquisas acerca da atividade antiinflamatória de várias substâncias tentam encontrar novos compostos com potencial farmacológico que possam ser usados como alternativa terapêutica antiinflamatória. Várias delas têm demonstrado a bioatividade de muitas substâncias encontradas em plantas e ervas. Estudos prévios do nosso laboratório com extrato metanólico da alga marinha verde Caulerpa mexicana evidenciaram seu alto potencial antiinflamatório. O presente estudo busca entender mais sobre esse potencial antiinflamatório deC. mexicana em modelo murino de inflamação generalizada induzida por zimosan (ZIGI). O zimosan é uma substância derivada da parede celular do fungo Saccharomyces cerevisae, eficaz na indução de mediadores inflamatórios e amplamente utilizado em modelos animais para estudo. O uso do extrato de C. mexicana no tratamento de animais submetidos ao modelo de ZIGI resultou em melhoras expressivas na sintomatologia clínica apresentada, no perfil de migração celular para o sítio de injúria, nos níveis sistêmicos e locais de citocinas pró-inflamatórias (TNF-α e IL-6) e nos aspectos morfológicos do intestino e histopatológicos do fígado, que são  órgãos internos afetados pelo quadro de inflamação sistêmica. Esse estudo corrobora o potencial antiinflamatório de C. mexicana descrito em estudo anteriores e mostra dados inéditos sobre seus efeitos em um modelo de inflamação generalizada induzida por zimosan, que mimetiza a MODS em humanos, trazendo à luz da ciência novas evidências dessa atividade imunofarmacológica.

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  • JANETE CUNHA LIMA
  • AVALIAÇAO DA EXPRESSÃO DE RECEPTORES DA IMUNIDADE INATA EM LINHAGENS DE CAMUNDONGOS SUSCEPTÍVEIS E RESISTENTES A INFECÇÃO PELO SCHISTOSOMA MANSONI 


  • Orientador : PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
  • Data: 29/01/2016
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar a expressão dos receptores da imunidade inata em linhagens de camundongos susceptíveis e resistentes à infecção pelo Schistosoma mansoni. Camundongos machos das linhagens Balb/c, C57BL/6, e Swiss webster foram infectados com 30 cercárias da cepa LE do S. mansoni e eutanasiados nos períodos de 2, 7, 12 e 16 semanas após a infecção (SAI) e avaliados o parasitismo por meio de perfusão hepática; oograma; presença de granulomas hepáticos; expressão do RNAm de citocinas da imunidade inata (IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p35, IL-12p40, IL-18 e TNF-α) e também a expressão de RNAm dos receptores da imunidade inata do tipo Toll (TLR1, TLR2, TLR3, TLR4, TLR5, TLR6, TLR7, TLR8, TLR9), do tipo Nod (NALP1 e NALP3), e suas moléculas adaptadoras (Myd88, RIP2, ASC, CASPASE-1) em tecido hepático por meio de PCR em tempo real. Animais das linhagens Balb/c e C57BL/6, são mais susceptíveis a infecção pelo S. mansoni apresentando sobrevivência de 70%, enquanto camundongos Swiss apresentaram 100% de sobrevivência. Camundongos Swiss apresentam menor quantidade de parasitos adultos no sistema porta hepático e menor quantidade de ovos no fragmento íleo distal em 7 e 12 SAI, quando comparado a animais C57BL/6 e Balb/c. Nesta fase inicial da infecção os camundongos Swiss, resistentes a infecção, apresentaram maior expressão de RNAm de NALP1, Caspase-1, IL-1β e IL-18 no fígado, quando comparado aos camundongos Balb/c e C57BL/6 considerados susceptíveis a infecção. Por outro lado, as linhagens Balb/c e C57BL/6 consideradas susceptíveis a infecção, apresentaram maior expressão de RNAm de TLR2, TLR5, TLR6, Myd88, NALP3 e ASC no fígado na 7SAI, quando comparadas aos camundongos Swiss. Dessa forma, conclui-se que camundongos da linhagem Swiss apresentam um perfil inflamatório inicial, principalmente com aumento na expressão de RNAm de NALP1, caspase-1, IL-1β e IL-18, que poderia auxiliar no controle inicial da infecção, resultando em maior resistência a infecção e menor mortalidade. Enquanto, animais das linhagens C57BL/6 e Balb/c apresentaram elevada expressão de RNAm de TLR2, TLR5, TLR6, Myd88, NALP3 e ASC durante o início da oviposição (7SAI), este perfil inflamatório aumentado poderia conduzir a maior taxa de mortalidade.

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  • TAMYRES BERNADETE DANTAS QUEIROGA
  • AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DE RECEPTORES DA IMUNIDADE INATA DURANTE A INFECÇÃO EXPERIMENTAL PELO TRYPANOSOMA CRUZI UTILIZANDO CEPAS/ISOLADOS COM DIFERENTES GRAUS DE VIRULÊNCIA E PATOGENICIDADE

  • Orientador : PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
  • Data: 29/01/2016
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  • Estudos recentes têm demonstrado a importância de receptores do tipo Toll (TLRs) e do tipo NOD (NLRs) na resistência à infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi. Entretanto, não existem trabalhos que correlacionem a expressão diferencial desses receptores em camundongos durante à infecção por cepas com diferentes graus de virulência e patogenicidade. Com a finalidade de compreender melhor o papel desses receptores na resistência ou susceptibilidade à infecção experimental pelo T. cruzi, camundongos Swiss Webster foram infectados com 1x104 tripomastigotas sanguíneos das cepas/isolados pertencentes aos seis grupos genéticos: Colombiana (Tc-I), Y (Tc-II), PL 1.10.14 (Tc-III), AM 64 (Tc-IV), 3253 (Tc-V) e CL (Tc-VI). Características biológicas inerentes as diferentes cepas/isolados foram avaliadas (parasitemia, sobrevivência e polimorfismo de formas tripomastigotas), juntamente com a expressão de receptores da imunidade inata (TLR1, TLR2, TLR3, TLR4, TLR5, TLR6, TLR7, TLR8, TLR9, NOD1, NOD2 e NALP3), suas moléculas adaptadoras (TRIF, MyD88, RIP2, ASC e Caspase-1), citocinas (IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p35, IL-12p40, IL-18, IFN-g e TNF-α) e da enzima iNOS em tecido muscular cardíaco. As cepas Y e Colombiana apresentaram os maiores picos de parasitemia e geraram 100% de mortalidade nos animais. A cepa CL e o isolado PL 1.10.14 apresentaram picos intermediários de parasitemia e geraram 70% de mortalidade nos camundongos infectados. Por outro lado, a cepa AM64 e o isolado 3253 geram os menores picos de parasitemia e 100% dos animais sobreviveram a infecção. Animais infectados com as cepas Y e Colombiana do T cruzi, cepas muito virulentas e patogênicas, apresentam elevada expressão de RNAm de NALP3, caspase-1, IL-1β, TNF-α e iNOS na musculatura cardíaca. Por outro lado, apresentam redução na expressão de RNAm de TLR4, TLR5, TLR9, TRIF, IL-6 e IL12p35 quando comparado aos demais grupos de animais infectados com cepas que apresentam menor virulência e patogenicidade. Ainda foi observado uma correlação negativa entre a expressão de RNAm de TLR4 e IL-6 e a quantidade de formas tripomastigotas sanguíneas. Os dados sugerem que as cepas Y e Colombiana, virulentas e patogênicas, induzem a inibição na expressão de RNAm de TLR4, TLR5, TLR9 e TRIF e levam ao aumento na expressão de RNAm de NALP3, caspase-1, IL-1β, TNF-α e iNOS na musculatura cardíaca podendo contribuir para a susceptibilidade a infecção.

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  • PAULA BLANDY TISSOT BRAMBILLA
  • APERFEIÇOAMENTO DO OLFATÔMETRO VERTICAL: UMA NOVA FERRAMENTA PARA ESTUDOS COMPORTAMENTAIS DE INSETOS ANEMOTÁXICOS HEMATÓFAGOS UTILIZANDO COMO MODELO EXPERIMENTAL Anopheles aquasalis (Diptera: Culicidae)

  • Orientador : RENATA ANTONACI GAMA
  • Data: 05/02/2016
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  • Os mosquitos do gênero Anopheles são vetores dos Plasmodium causadores da malária humana, o desenvolvimento de novas ferramentas, métodos e técnicas para combater a transmissão da malária são prioritárias. A fim de desenvolver novas formas de combate ao mosquito, temos que compreender o seu comportamento de busca pelo hospedeiro, que é o principal elo na transmissão da doença. Os olfatômetros são uma maneira simples e confiável de obter respostas comportamentais de insetos, quando utilizados de maneira específica para o inseto testado. Empregados amplamente no estudo de entomologia agrícola para controle de pragas, porém no Brasil o estudo com olfatometria e insetos vetores é escasso. Devido a eminente importância do desenvolvimento de novos meios para bloquear o elo de transmissão de patógenos dos mosquitos para humanos, é fundamental otimizar ferramentas que nos auxiliem a compreender o comportamento do vetor. Visando isso, o estudo teve como objetivo o desenvolvimento de um olfatômetro vertical com fluxo de ar para insetos anemotáxicos hematófagos utilizando a espécie Anopheles aquasalis como modelo para estudos comportamentais. Verificou-se em bases de patentes públicas mundiais a existência do aparelho, posteriormente foi desenvolvido o olfatômetro, baseado em olfatômetros já existentes, implementado com fluxo de ar e sistema de vídeo, para que se tornasse adequado a insetos anemotáxicos, como descrito na literatura. Foram realizados testes com 3 câmeras diferentes, ausência e presença de fluxo de ar, testes de fumaça e bioensaios indiscriminantes com cairômonio octenol e animais. A fim de avaliar o funcionamento do olfatômetro e suas implementações. Como resultados podemos observar que não existem olfatômetros específicos para A. aquasalis, nem para o gênero Anopheles, e nenhum olfatômetro vertical com fluxo de ar para avaliar a resposta olfativa de insetos anemotáxicos. Observamos que plumas de odor geradas no teste de fumaça por vapor de água são muito mais densas, sendo mais apropriadas para avaliar a estrutura da pluma de odor do que as geradas por ácido acético e hidróxido de amônia, além de serem atóxicas e de baixo custo. Quanto as implementações notamos que a câmera GoPro Hero 3+ demonstrou desempenho superior as outras testadas, avaliando com nitidez movimentos de atração e ativação dos mosquitos; o fluxo de ar gerou turbulência nos testes de pluma de odor, tornando a difusão ativa invés de passiva. Nos bioensaios indiscriminantes com octenol observamos que taxas de 15mg/h tem maior média de atratividade (66,66%) comparada as de 14 mg/h (33,33%) e 18mg/h (0%), demonstrando que há relação entre a taxa de volatilização e número de insetos atraídos (p<0.05); com diferentes hospedeiros observamos não haver relação (p=1.00) entre diferentes espécies e atratividade de A aquasalis. Conclui-se que o desenvolvimento de uma ferramenta específica para avaliar o comportamento de insetos anemotáxicos hematófagos torna os resultados obtidos mais confiáveis, pois o aparelho é específico para os insetos, permitindo a realização de estudos comportamentais mais simples e exatos.

2015
Dissertações
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  • SABINA DOS SANTOS PAULINO DA SILVA
  • Genes para enterotoxinas em Staphylococcus sp. isolados de manipuladores de alimentos de um restaurante universitário na cidade do Natal-RN.

  • Orientador : MARIA CELESTE NUNES DE MELO
  • Data: 24/09/2015
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  • Os manipuladores de alimentos colonizados por Staphylococcus produtores de enterotoxinas são uma fonte potencial de intoxicação alimentar. O objetivo deste estudo foi pesquisar a presença de genes que codificam enterotoxinas em Estafilococos Coagulase Positivos (ECP) e Estafilococos Coagulase Negativos (ECN) isolados das narinas e das mãos dos manipuladores de alimentos de um restaurante universitário na cidade de Natal-RN. Trinta manipuladores de alimentos foram incluídos no estudo. O material das mãos e das narinas foi coletado utilizando um swab estéril. Os isolados foram submetidos à coloração de Gram, teste de sensibilidade a bacitracina, fermentação de manitol e provas para a catalase e coagulase livre. Os ECNs e ECPs foram posteriormente identificados através de testes bioquímicos e pelo sistema Vitek 2 (BioMerieux, França). A técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR) foi utilizada para a detecção dos genes para as enterotoxinas A, B, C, D, E, G, H, e I (sea, seb, sec, sed, see, seg, seh, e sei) e o método de disco-difusão foi utilizado para a determinação da susceptibilidade aos antimicrobianos. Todos os manipuladores de alimentos apresentaram Estafilococos em suas mãos e/ou narinas. Foram isolados 58 Staphylococcus sp., dos quais 20,7% eram ECP e 79,3% eram ECN. Staphylococcus epidermidis foi a espécie mais prevalente. Vinte e nove Estafilococos (50%) apresentaram um ou mais genes para enterotoxinas e os genes mais prevalentes foram seg e sei, com uma frequência de 29,3% para ambos. Dentre as cepas de Staphylococcus aureus, 75% possuíam genes para enterotoxinas. Entretanto, os ECNs apresentaram uma frequência elevada de genes (43,5%). A maioria dos isolados mostrou sensibilidade aos antibióticos testados, com exceção da penicilina para a qual apenas 35% das cepas foram sensíveis. Os resultados deste estudo mostram que não somente os Estafilococos coagulase positivos, mas também os coagulase negativos são portadores de genes para enterotoxinas.

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  • CAMILA ALVES DE OLIVEIRA
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA DENGUE NO ESTADO DA PARAÍBA NO PERÍODO DE 2011 A 2014

  • Data: 23/10/2015
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  • A dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (gênero Flavivirus, família Flaviviridae), transmitido pela picada de artrópodes, principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue: (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. A infecção por dengue atualmente é considerada um grave problema de saúde público mundial. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 50-100 milhões de pessoas se infectam anualmente em mais de 100 países do mundo. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil epidemiológico da dengue no estado da Paraíba no período entre os anos de 2011 a 2014. Uma pesquisa descritiva foi realizada, a qual utilizou dados secundários registrados no SINAN da Paraíba, onde foram analisados os casos notificados de acordo com variáveis como gênero, faixa etária, escolaridade, sorotipo, meses de notificação, classificação clínica e evolução da doença. De 2011 a 2014 na Paraíba foram notificados 53.373 casos suspeitos de dengue, dos quais 52,4% (28.020) foram confirmados. Em 2011 foram confirmados 53% (8.646) dos casos, em 2012 os confirmados foram equivalente a 58% (6.867), o ano de 2013 registrou 48% (8.827), e em 2014 com 49,5% (3.680). Houve predominância do sexo feminino (58%) dos casos. A média de idade dos confirmados foi de 18-60 anos representando 64,2%, quando considerados os anos de estudo. Quando analisado a evolução da doença, observou-se que 89% dos indivíduos confirmados com dengue evoluíram para a cura. Foram registrados 48 óbitos nesse período. O sorotipo DENV-1 foi predominante de 2011 a 2013, seguido do DENV-4. A classificação dengue clássico foi equivalente a 97% dos casos, dengue com complicações foi de apenas 0,1%, febre hemorrágica da dengue foi de 0,5% e por último a síndrome do choque da dengue. Os meses de maior notificação da doença foram no primeiro semestre do ano, com maior incidência entre os meses de março a junho. Conclui-se que as epidemias de dengue na Paraíba apresentaram diferenças importantes, e um diagnóstico imediato da infecção aliado a um diagnóstico molecular dos sorotipos circulantes na comunidade poderiam ser medidas de prevenção e controle para riscos potenciais de formas graves da doença na população.

3
  • TAINÁ COSTA BAIA
  • Atratividade de insetos às carcaças de ratos submetidos ao tratamento de etanol e flunitrazepam em uma área de Mata Atlântica no município do Natal –RN e detecção dessas substâncias por espectroscopia no infravermelho próximo.

  • Orientador : RENATA ANTONACI GAMA
  • Data: 29/10/2015
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  • Estudos que demostrem a atratividade de insetos frente a carcaças tratadas com flunitrazepam e etanol são escassos na literatura. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito do etanol e do flunitrazepam na atratividade e diversidade de insetos em carcaças de ratos, bem como avaliar a presença dessa substância nos insetos imaturos usando a espectroscopia no infravermelho próximo (NIR) e técnicas de classificação multivariada: PCA (análise de componente principal), LDA (análise linear discriminante), SPA (algoritmo das projeções sucessivas) e GA (algoritmo genético) como ferramenta. Foram utilizados 32 ratos Wistar divididos em quatro grupos contendo oito animais em cada, sendo: grupo 1: tratado com etanol; grupo 2: flunitrazepam; grupo 3: etanol e flunitrazepam; grupo 4: água (controle). Os animais foram divididos em 32 armadilhas de cheiro colocadas em uma área de preservação ambiental, de bioma predominantemente de Mata Atlântica, no município do Natal - Rio Grande do Norte (RN), e monitoradas por cinco dias consecutivos, sendo realizadas coletadas diárias de adultos e de imaturos durante o terceiro e quarto dia. Os insetos adultos e imaturos foram identificados com auxílio de chaves dicotômicas, e os imaturos foram utilizados para a análise química através do NIR. Foram coletados 5.407 insetos, pertencentes às ordens Diptera, Coleoptera, Hymenoptera e Lepdoptera, dos quais foram identificadas 11 famílias: Calliphoridae (36,15%), Sarcophagidae (6,10%), Fannidae (6,15%), Anthomyidae (2,34%), Muscidae (1,31%), Phoridae (0,57%), Ullididae (0,24%), Drosophilidae (0,07%), Sthaphilinidae (0,01%), Formicidae (35,25%) e Vespidae (6,08%). Três novos registros de interesse forense foram feitos para o Estado do RN, sendo duas espécies da família Muscidae (Synthesiomyia nudiseta e Ophyra chalcogaster) e uma Phoridae (Megaselia scalaris). A maior atratividade de insetos foi observada para o tratamento utilizando etanol e flunitrazepam juntos (36,67% dos insetos coletados), quando comparados com o tratamento utilizando etanol (22,97%), flunitrazepam (12,87%) e ao grupo controle (27,48%). Os dados obtidos no presente estudo nos permite concluir que o tratamento etanol e flunitrazepam concomitantes provoca maior atratividade de insetos, no entanto, não há espécie e/ou padrão de sucessão entomológica exclusivo para um determinado tipo de tratamento. Através das técnicas de classificação multivariada (PCA, LDA, SPA, e GA) foram selecionadas cinco variáveis pelo SPA-LDA e dezessete pelo GA-LDA com características químicas inerente ao flunitrazem e etanol, permitindo a separação dos diferentes grupos. Portanto, o NIR e as técnicas de classificação multivariada se mostraram um método eficaz para a detecção de etanol e flunitrazepam em larvas de insetos provenientes de exames necroscópicos, permitindo ainda manter o exemplar de inseto intacto. 

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