Banca de DEFESA: KARINE LILIAN DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KARINE LILIAN DE SOUZA
DATA : 31/05/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Sala virtual
TÍTULO:

Monitoramento da infecção por citomegalovírus em pacientes que realizaram o transplante de células-tronco hematopoiéticas.


PALAVRAS-CHAVES:

citomegalovírus, transplante de células tronco-hematopoiéticas, PCR


PÁGINAS: 50
RESUMO:

A infecção primária ou reativação por citomegalovírus (CMV) está associada à elevação das taxas de morbidade e mortalidade em pacientes que realizam o transplante de células-tronco hematopoiética (TCTH). A infecção por CMV aumenta risco para outras infecções oportunistas, perda do enxerto e desenvolvimento da doença do enxerto versus hospedeiro, devido aos efeitos indiretos no sistema imunológico. Assim, o objetivo do estudo foi estimar a taxa de infecção por CMV até 90 dias do pós-transplante em pacientes que realizaram o TCTH e relacionar com as características clínicas. Amostras de soro foram coletadas quinzenalmente até 90 dias após o transplante de pacientes atendidos no Hospital Rio Grande, Natal, Rio Grande do Norte. A extração de DNA viral foi realizada em colunas com membrana de sílica gel, de acordo com as instruções do fabricante e a detecção do CMV foi realizada por nested-PCR, utilizando primes específicos. Foram coletadas 214 amostras de sangue periférico de 51 pacientes. Destes, 60,8% foram do sexo masculino e 39,2% do sexo feminino, com mediana de 35 anos de idade. Das doenças hematológicas, 29,4 % apresentavam leucemia mielóide aguda (LMA), 21,5% leucemia linfóide aguda (LLA), 13,7 % Leucemia Mielóide Crônica (LMC), 13,7% linfomas e 21,5% outras doenças hematológicas. O transplante alogênico aparentado foi realizado em 56,9%, não aparentado em 41,2 % e autólogo em 1,9% dos casos. No monitoramento da infecção por CMV observou-se que 15 dias pós-transplante (D15), 28,6% dos pacientes apresentou positividade, 19,5% nos 30 dias pós-transplante (D30), 29,3% nos 45 dias pós-transplante (D45), 30,8% nos 60 dias pós-transplante (D60), 33,3% 75 dias pós-transplante (D75), e 21,9% nos 90 dias após o transplante (D90). Esse estudo reforça a importância do monitoramento da reativação precoce do CMV em grupos de pacientes submetidos ao TCTH e que os pacientes que realizaram transplante alogênico não aparentado apresentaram reativação viral mais precoce comparado ao transplante alogênico aparentado. 


MEMBROS DA BANCA:
Externa ao Programa - 1663052 - IVANISE MARINA MORETTI REBECCHI
Externo à Instituição - KLEBER JUVENAL SILVA FARIAS - UFCG
Presidente - 1801992 - PAULA RENATA LIMA MACHADO
Notícia cadastrada em: 11/05/2021 20:30
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