Banca de DEFESA: VICTORIA RAMÍREZ OROZCO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VICTORIA RAMÍREZ OROZCO
DATA : 26/02/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Vídeoconferência
TÍTULO:

Avaliação de Biomarcadores para a cardiopatia chgásica crônica


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Chagas, cardiopatia chagásica crônica, pacientes, CTLA-4, troponna-I, mioglobina.


PÁGINAS: 67
RESUMO:

A cardiopatia chagásica crônica é observada em 17-50% dos pacientes chagásicos crônicos contribuindo para morbidade e mortalidade da doença de Chagas. Até o momento não existem biomarcadores de evolução clínica descritos para a doença de Chagas, sendo necessário a realização de exames clínicos de alto custo (eletrocardiograma, ecocardiograma, raio X, enema opaco), que necessitam da presença de profissionais especializados e em muitos casos são invasivos e desconfortáveis aos pacientes. A molécula CTLA-4 tem sua expressão influenciada por infecções, é expressa em células T reguladoras e encontra-se solúvel no plasma sanguíneo. Proteínas cardíacas liberadas após lesão tecidual podem gerar a produção de autoanticorpos que contribuem para o processo de dano cardíaco. Esse estudo teve como objetivo avaliar autoanticorpos anti-troponina I, anti-mioglobina e a molécula CTLA-4 solúvel no soro como biomarcadores clínicos não invasivos para a cardiopatia chagásica crônica. A produção de IgG anti-T. cruzi, autoanticorpos IgG total anti-troponina I, anti-mioglobina, e a concentração de CTLA-4 solúvel foram determinados por ELISA no soro de 90 pacientes chagásicos crónicos portadores das formas indeterminada (n=30), cardíaca (n=30), digestiva (n=14) e cardiodigestiva (n=16), e correlacionados com à fração de ejeção do ventrículo esquerdo, índice cardiotorácico e diâmetro do átrio. Foram utilizados soros de indivíduos não infetados (n=30) como controles. Pacientes chagásicos portadores das formas clínicas indeterminada, cardíaca, digestiva e cardiodigestiva apresentaram maior produção de anticorpos IgG total anti-T cruzi e autoanticorpos IgG anti-troponina I, e anti-mioglobina, quando comparados aos indivíduos não infectados. Ademais, pacientes com a forma cardíaca da doença apresentaram maior produção de autoanticorpos IgG anti-mioglobina comparado a pacientes com a forma indeterminada. De maneira interessante, pacientes indeterminados apresentaram maior produção de CTLA-4 solúvel, quando comparado a indivíduos portadores das formas clínicas cardíaca, digestiva e cardiodigestiva. Nossos resultados indicam que a produção elevada de autoanticorpos anti-troponina-I e anti-mioglobina associada a baixa quantidade de CTLA-4 sérico podem estar associadas ao desenvolvimento da forma cardíaca da doença de Chagas.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1218940 - ANTONIA CLAUDIA JACOME DA CAMARA
Externo à Instituição - JONILSON BERLINK LIMA - UFOB
Presidente - 1752367 - PAULO MARCOS DA MATTA GUEDES
Notícia cadastrada em: 03/02/2021 10:53
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